A madrugada ainda vestia o céu com o manto da escuridão quando Alana, inquieta, tentou se levantar da cama. Estava com o coração pesado, a mente agitada. Mas antes que pudesse dar o primeiro passo, sentiu a mão de Dante envolver seu pulso com firmeza, mas sem agressividade. — Onde você vai? — a voz rouca dele soou no escuro, baixa e cheia de desejo contido. — Só queria um pouco de ar… — sussurrou ela, sem saber se mentia para ele ou para si mesma. — Então respira aqui… — ele murmurou, puxando-a suavemente de volta para a cama. Alana caiu sobre ele com leveza, mas a tensão entre os dois já era uma corda esticada demais. Os olhos de Dante ardiam como brasas, a respiração dele quente contra sua pele. Ele a segurou pela cintura, devagar, como quem pede permissão em cada gesto. Ela, num mi

