O silêncio no quarto era ensurdecedor. Não havia mais gritos, acusações, nem mesmo os estalos da raiva. Só o eco das últimas palavras de Alana, repetidas incansavelmente na mente de Dante: “Eu não quero nada deste lugar… nem a casa, nem o nome, nem um centavo do dinheiro do seu pai. Só quero ter meu filho em paz… e ir embora.” Ela se foi sem lágrimas, sem escândalos. Apenas com aquela postura ereta e olhar cansado que gritava tudo o que ela já havia suportado. Não houve chantagem. Não houve súplica. Só uma mulher cansada… decidida a pôr um ponto final onde só ele insistia em reticências. Dante continuava ali, imóvel no chão frio do quarto. O mundo parecia um borrão, uma massa disforme de emoções que ele não conseguia nomear. As mãos cerradas formavam punhos que tremiam levemente, não pe

