— O que pensas que estás a fazer? - Perguntou Ivo.
— Desculpa dr. Ivo, mas acho que a nota não foi justa. Tenho direito de pedir a recorreção. - Disse Adriana.
— Não vais chegar a lado nenhum, tu não imaginas do que sou capaz.
— Se o que dr. Ivo vai fazer tem haver com matéria, aconselho a não perder tempo, não vai conseguir prejudicar-me. Eu estudo, investigo, me dedico.
Aquilo só feriu ainda mais o ego de Ivo, e fazer com que Adriana caísse em sua cama passou a ser questão de honra.
A faculdade ocupava por de mais e Adriana teve que parar de dar aulas as crianças, isso fez com que perdesse uma parte do que ganhava, ficou apenas com o trabalho de guia turístico, que muitas vezes tinha que contar com a supervisão do namorado ciumento.
Hugo desejava, queria, precisava ter Adriana como sua esposa. Sabia que só podia se casar com ela se conseguisse arranjar um emprego. Concorreu a todas as vagas de emprego, como não conseguia nada, conversou seriamente com seu pai, para que falasse com um tio, que era boss em um dos aministérios, para que lhe ajudasse a conseguir um trabalho.
O tio deu uma ajudinha, e depois de algumas semanas, Hugo foi chamado para fazer um estágio no STAE, depois de dois meses, foi contratado e passou a fazer parte do efectivo.
— Ele assinou contrato, já é efetivo. Ontem, insistiu que temos que marcar a data do casamento. - Disse Adriana.
— É preocupante, a insistência dele para casar. Parece que ele quer se casar, para se sentir confiante na vossa relação, do que pelo amor que diz sentir. Filha, casamento não pode ser a causa, deve ser o efeito. – Disse Lisandra, e acrescentou: — Eu vejo longe, por isso, digo com certeza, que Hugo não está preparado para ser marido da mulher que te estás a tornar.
Adriana amava Hugo, por várias vezes sonhou em casar-se com ele, em ter filhos e constituir família, porém, sentia que a insegurança de Hugo, poderia amarrar suas asas.
Helena teve que ser forte para segurar os seus filhos.
Cecília teve sua filha, e por mais que Helena estivesse desapontada, acolheu a menina e apoiou junto com Adriana na criação.
Alex pouco fazia pela família, mas continuava vivendo com elas, sempre fazendo com que elas se sentissem protegidas com uma figura masculina.
Isac, sempre foi como um filho para Adriana, dava tudo o que ele precisava, desde o moral até ao material.
Helena via em Adriana uma menina que cresceu cedo. Na verdade parecia que Adriana não tinha tido tempo de ser criança, desde pequena pensava e agia com maturidade, talvez fosse pelo hábito que desenvolveu desde pequena.
Adriana conseguiu nota para ir ao exame nas três cadeiras que foi prejudicada, nas outras duas dispensou.
Foi por um triz que Adriana terminou com sucesso o semestre, nas três cadeiras foi à recorrência e na recorrência teve que voltar a pedir recorreção dos exames. A sorte de Adriana, é que era mesmo inteligente.
No semestre seguinte, Ivo continuou a atormentar Adriana, a assediava, espalhou boato na Universidade que tinham uma relação, e ela sabia que se continuasse assim, não terminaria a faculdade com boas notas, e carregando o título de gaja do docente.
Adriana foi ter com a docente de inglês, e pediu que lhe desse a oportunidade de fazer o teste da cadeira noutro dia, pois no dia marcado tinha uma entrevista de trabalho.
— Não está, perdeu. Se tem algo mais importante que a cadeira de inglês, lamento. - Disse a Docente.
— Dra., peço que me entenda por favor. É muito importante para mim conseguir este emprego, preciso ajudar minha mãe com as contas de casa. - Implorou Adriana.
— Não pense que porque abres pernas para Ivo vais conseguir tudo o que queres menina. A data do teste mantém-se.
Adriana sabia que não conseguiria nada, chegou a pensar em desistir de estudar, doía demais, esforçar-se tanto e não conseguir bons resultados por causa de ego de um homem rejeitado.
— Chega, para mim chega. Hoje mesmo vou dar um basta nisto. - Disse Adriana para ela mesma.
Adriana, pegou no celular, fez uma chama. Depois tomou um banho, colocou um vestido, chamou um táxi.
Adriana: Já estou no táxi, peço para mandar o endereço.
Segundos depois, Adriana recebeu o endereço, orientou o taxista, ele seguiu e a deixou na frente de uma casa meio jeitosa. Adriana soava de tão nervosa que estava, bateu a porta e esperou. Dava para ouvir o coração dela a bater cada vez mais rápido, que quase explodia no momento em viu a porta a abrir. Era tão desconfortável, que sentia como se entrasse para o inferno.
— Adriana, finalmente. Entre. - Disse Ivo.
Adriana entrou, tremendo por dentro, mas não se deixou intimidar.
— Aqui é a casa da minha mãe, ela viajou para ver minha tia, estamos sozinhos. Fique à vontade.
Adriana caminhava em direcção a sala, enquanto Ivo trancava a porta.
De costas para ele, Adriana tirou o casaco e pousou na cadeira, tirou as alças do vestido, e deixou que ele deslizasse até ao chão.
Ivo trancou a porta e virou-se para Adriana, e ficou mudo e estático quando a viu, sem roupa e com o vestido no chão.
— Porquê o espanto? Não é o que querias? - Perguntou Adriana, e disse: — Se para ter paz, se para poder me formar com tranquilidade preciso abrir minhas pernas para si, para alimentar seu ego, estou disposta. Vem, aqui estou aqui dr. Ivo. Como não és homem o suficiente para ter em sua cama uma mulher por vontade própria, seja homem para comer uma mulher que não te quer, que não sente nada por ti, e apenas abre suas pernas para que se livre de ti, aqui estou…