Capítulo 1
Pete on
Acordei cedo, fiz minhas higienes e sai de casa, eu trabalhava em uma cafeteria não muito longe da minha casa, eu sei que eu tenho capacidade para trabalhar em grandes empresas, mas eu gostava da vida simples que levava, eu não queria chamar atenção, afinal, sou filho do político mais importante e corrupto desse país, e o rival de meu pai é o capo desse país, caminhei lentamente até chegar ao meu destino.
-Bom dia! - saudei sorrindo simpático para meu colega de trabalho Wayo.
Wayo-Bom dia Pete! Tá animado hoje hein- disse enquanto organizava umas mesas.
-Acordei de bom humor hoje, como está o movimento até agora? - perguntei enquanto vestia meu avental.
Wayo- Tudo tranquilo até agora, sem nenhum velho quizumbeiro querendo passar a perna em mim pra não pagar o café. - disse me fazendo rir, e logo começamos os trabalhos.
Estava tudo tranquilo, até que entra um homem no café, seu cabelo bem alinhado, o mesmo tinha uma feição séria, que eu achei extremamente sexy, vestia um terno preto sob medida, caminhou até um mesa distante das outras e se sentou. Respirei fundo e fui atende-lo.
-Bom dia! O que o senhor deseja pedir? - pergunto sorrindo, sendo simpático.
O mesmo ficou um tempo me olhando sério, sem desviar os olhos dos meus, o que estava me deixando um pouco nervoso, acabei por desviar meu olhar do seu olhando para a mesa.
Xxx- Eu vou querer um café puro, por favor. - um arrepio passou por todo o meu corpo, deixando todos os pelos do meu corpo enrijecido, sua voz era tão rouca e gostosa de ouvir, eu não sei porque me causou esse efeito.
-Tudo bem, eu já trago, deseja mais alguma coisa? - Pergunto ainda sem encarar o mesmo, sentindo minhas bochechas corarem com seu olhar tão intenso.
Xxx- Oh baby, o que eu desejo, você não pode me dar...ainda, mas vai. -diz simples, me fazendo engolir em seco, peço licença e saio de perto daquele homem tão misterioso, que estava mexendo totalmente com meu psicológico.
Wayo- Pete? Você tá bem? O que aconteceu? Suas bochechas estão tão coradas. - Wayo me faz tantas perguntas, mas eu não conseguia raciocinar naquele momento.
-Eu tô bem Yo, depois conversamos. -pego o café e caminho com calma até a mesa do homem desconhecido.
-Aqui está, espero que esteja do seu agrado. - coloco o café em cima da mesa, sentindo seu olhar acompanhando cada movimento que eu dava.
Quando eu estava me retirando, sinto uma mão impedindo meus passos, paralisei na hora, fui me virando lentamente e encarei o mesmo sem entender.
-O que houve? Não gostou do café? - pergunto já que o mesmo não estava com uma expressão muito boa estampada em seu rosto.
Xxx- Qual é o seu nome? -perguntou com aquela voz que me faz ter arrepios em lugares que nunca pensei que sentiria.
-Pete, meu nome é Pete, e qual é o seu nome? - pergunto, quase perdendo a voz, o mesmo ainda não tinha soltado meu pulso.
-Vegas, grave bem meu nome, porque ele vai sair muito dessa sua boquinha gostosa. - diz e eu arregalei meus olhos, totalmente surpreso, meu coração acelerou, sentia meu rosto pegando fogo.
Depois disso, ele deu uma golada em seu café, levantou e se aproximou um pouco de mim, o bastante para sussurrar em meu ouvido.
Vegas-Estava uma delícia, imagino que quem o preparou também deva ser, e só de pensar, me deixa louquinho de t***o. -sussurra em meu ouvido com aquela voz grossa.
O mesmo se afastou de mim, deixou o dinheiro em cima da mesa e saiu do estabelecimento, me deixando estático. Quando finalmente consegui pegar o dinheiro Wayo apareceu.
Wayo-Ok, agora você vai me contar tudinho o que aconteceu, o que aquele gostosão falou que te deixou assim? Com essa cara de tonto. -Wayo diz e logo começa a rir da minha cara.
-Eu estou tão confuso quanto você, eu nem sei quem é aquele sujeito, mas de certa forma mexeu muito comigo, eu fiquei nervoso, não sabia como reagir...enfim, vamos esquecer isso e voltar ao trabalho, acho que nunca mais vou vê-lo mesmo, não tem porque falarmos mais disso.
Depois da conversa com Wayo, voltamos ao trabalho, mesmo não querendo, eu não conseguia tirar Vegas da cabeça, eu me sentia estranho, mas não era um estranho r**m, ou será que era? Faltava pouco para meu expediente terminar, arrumamos as mesas, Wayo saiu na minha frente, olhei mais uma vez para ter certeza que tudo estava em ordem, antes de fechar a cafeteria. Fechei tudo e comecei a caminhar indo em direção a minha casa.
Caminhava pelas ruas escuras da Tailândia, que agora se encontravam pouco movimentadas, não demora muito pra eu sentir que estava sendo seguido,um carro preto que passava por mim, reduziu a velocidade e estava agora ao meu lado. Comecei a apertar os passos, eu já me encontrava nervoso, até que o carro faz uma manobra me encurralando, o motorista abaixa o vidro do carro lentamente, pronto, agora seria o meu fim, foi o que pensei, até ver de quem se tratava.
Vegas-Quer uma carona? - Pergunta me olhando sério.
-Você quer me matar de susto? Sério, qual é o seu problema? Eu pensei que estava prestes a ser morto ou sequestrado. -Digo super bravo.
Vegas-Não foi minha intenção assusta-lo, eu estava passando por aqui e por acaso te vi. - disse simples.
-Ah claro e em vez de se mostrar logo, resolveu agir como louco? Me seguindo? Obrigada pela sua ação, mas eu não preciso da sua carona. -O que deu em mim?! Eu tô pedindo pra apanhar mesmo.
Vegas-Nao seja teimoso Pete, eu não vou te atacar, a menos que queira. -disse sorrindo ladino, o que me fez engolir em seco.
Vendo que o mesmo não ia desistir, resolvi aceitar a carona, mesmo receoso, entrei no carro e o mesmo se aproxima de mim, fechei os olhos com força involuntariamente, ele iria me matar agora?? Sinto suas mãos passando pelo meu ombro, até chegar na minha cintura e logo ouço um "click". Abri os olhos e vi que o mesmo havia colocado o cinto de segurança em mim.
Vegas-Nao quero que se machuque. -diz me olhando de um jeito estranho, logo ligou o carro e deu partida.
A viagem foi silenciosa, eu estava virado para a janela, observando as ruas por onde passavam, não demorou muito e logo estávamos no portão da minha casa. Respirei fundo e quando estava prestes a tirar o cinto, Vegas já estava o fazendo, o que fez com que nossas mãos se tocassem, me afastei rapidamente, não vou mentir que eu senti uma coisa estranha quando tocamos nossas mãos, como um choque, desses clichês de livros de romance.
-Hm... Obrigado pela carona. -Digo e finalmente tomo coragem para encarar o mesmo.
Vegas-Não tem de que,é um prazer pra mim. -diz sem tirar os olhos dos meus.
Aceno com a cabeça e saio do carro o mais rápido possível, entro em casa como um
furacão, fecho a porta e me encosto na mesma.
-Eu só posso ser louco mesmo, de aceitar a carona de um estranho! Um estranho muito lindo, eu tenho que confessar.
Começo a tirar minha roupa e vou direto para o banho, tudo o que eu queria nesse momento era ter uma boa noite de sono, como eu já havia comido na cafeteria, termino de tomar meu banho e vou direto para a cama, fico pensando em tudo que aconteceu hoje e acabo adormecendo em meio a tantos pensamentos.