Vegas on — Vamos, Pete. Precisamos sair daqui agora. Ele já estava de pé quando falei, olhos fixos nos meus, sem surpresa nenhuma. Ele sabia. Assim como eu. Não tinha tempo pra malas, pra explicações ou hesitações. Peguei minha arma, meu celular, e fui até a porta. Pete me seguiu sem dizer uma palavra. O silêncio dele dizia tudo: ele entendia o que aquilo significava. Alguém abriu a boca — e a gente tava na mira. Do lado de fora, o carro já estava ligado. Meus homens prontos. Um deles me lançou um olhar rápido e nervoso, mas não disse nada. Eles sabiam que, se fosse pra morrer hoje, alguém morreria comigo. Entramos no carro. Assim que a porta bateu, falei pro motorista: — Leva pra casa. A estrada era estreita e escura, mas eu mantinha os olhos atentos pelo retrovisor. Não vi ningué

