Festa beneficente

1119 Words
Desde que Brad viu que Andressa está dando em cima dele, é raro ele dormir em casa. Por outro lado, havia mais para dar foco. Teve uma festa em comemoração a mais uma aquisição de terreno. Outro hotel será construído. Após Brad assumir tanto a empresa quanto a máfia, as coisas andam progredindo bem, apesar de muitos na máfia duvidarem que ele seria capaz. O fato era que ele prosperava mais a cada dia. Como em todo evento público que Brad participava, ele levava Andressa, pois precisava manter as aparências. Nesse não foi diferente, ele a buscou em casa e a moça estava linda, por sinal. Quem a via jamais teria o pensamento de que ela estava em Darwin para ser uma dançarina em uma boate que dava acesso a serviços “especiais”. Andressa trajava um vestido branco cheio de diamantes pequenos por toda a saia do vestido. Roupa esta que marcava bem sua cintura fina. Dispunha apenas de uma alça e um belo decote entre seus s***s fartos. Para completar, usava um salto agulha na cor prata e uma tiara também com diamantes. Acessório que realçava seu rosto. O cabelo ruivo natural se via solto, com ondas pelo comprimento; no rosto, uma maquiagem leve, o look trazia a impressão de pureza ao seu olhar para ela. Brad a olhou de cima a baixo quando ela desceu as escadas de sua mansão. No entanto, disfarça o olhar, embora sinta o cheiro de seu perfume delicioso. — Vamos? Com um sorriso deslumbrante, ela responde: — Sim, marido, vamos. — Não começa — ele suspira. — O que eu fiz? A garota segue o marido até o carro. Brad entra sem abrir a porta para ela e seguem para o prédio onde seria a festa, o mesmo onde fica o escritório de Brad. Ao chegar, o rapaz oferece o braço a ela, que aproveita a oportunidade para se aproximar o máximo que pode. As comemorações correm bem: muitas dedicatórias, brindes, presença marcada dos mafiosos e empresários de Sidney, diversos sócios… e o tempo todo Andressa é elogiada. Ela se comporta bem durante todo o evento. A cada elogio que sua esposa recebe, Brad se irrita. Ele queria que Kat estivesse ali. Então Brad recebe uma mensagem com informações referentes ao Oliver, Ele não pensa duas vezes e sai disfarçadamente em direção ao seu escritório. Chegando lá, ele encontra seu segurança de confiança. Paul sempre foi leal a ele, praticamente cresceram juntos. O homem era muito esperto, bom em investigar informações. Não à toa mandou a mensagem recente. — Não faz ideia do que eu tenho para te contar. — Fale tudo! Paul conta que esteve na Argentina e que Oliver deixou um pequeno rastro por lá. Conseguiram seguir seus passos até certo ponto, onde ficou a dúvida de para qual país vizinho ele foi, o que deixou Brad muito preocupado, afinal, a Argentina é próximo de onde Kat está. Apesar do Brasil ter uma imensa extensão e diversos estados entre a fronteira da Argentina e o Rio de Janeiro, de certa forma estava próximo a Kat, mais próximo até do que ele. — Merda — Brad resmunga. — O que? Ele está na América do Sul, o que pode fazer para te prejudicar? — Não posso dizer, Paul, sinto muito, não é sobre minha vida e sim de outra pessoa, mas preciso dele morto o mais rápido possível. Na verdade, ele já deveria estar em uma cova rasa. Brad vai até o bar que tem em seu escritório e se serve com uma dose de Whisky. Ele vira em um gole só. Ele nota depois que foi seguido. — Vamos, Brad, você precisa voltar para a festa. — Já vou. Preciso respirar e pensar. Pode ir. — Brad... — Vai, Paul. — OK — ele respira fundo e sai. Brad tira seu terno e se serve com mais uma dose. Vira mais uma vez. — Droga — resmunga com um olhar mortal. — Preciso te achar seu desgraçado. Ele ia se servir com mais uma dose, mas prefere beber no gargalo da garrafa. Veste o terno novamente, mas nem se preocupa com a gravata. No fim das contas, leva a garrafa com ele. Já no salão de festas, Andressa vê Brad. Se aproxima dele para arrumar sua gravata. — Para — ele resmunga. — Brad, estamos em público, você está com a gravata toda bagunçada, devemos parecer um casal apresentável. Ele olha ao redor e concorda com a cabeça. Todos estavam olhando. Brad coloca a garrafa em cima de uma mesa, não pegaria bem ele sair em alguma foto bebendo diretamente do gargalo. Ele se afasta de Andressa e vai falar com outros homens, mas cada vez que o garçom passa perto dele, pega um copo e vira. No final da festa, todos vão embora e Brad permanece sentado em sua mesa bebendo sem parar. Ele faz sinal para o segurança. — Leva Andressa embora. — Eu não vou sem você, Brad, olha seu estado. Brad fulmina a moça com os olhos. Tenta se levantar e cai sentado na cadeira. Anton vê a cena e logo se aproxima. — Vamos, ninguém pode te ver assim — insiste Andressa. — Brad, ela tem razão, cara, vamos — corrobora Anton, primo de Brad por parte da mãe dele. Trabalha para o próprio Brad. — Eu não quero — se recusa o outro, bêbado. — Me deixa aqui. — Anda, cara, vamos logo. Eu te levo, confia em mim. — Mas vocês são chatos. — Eu bebo com você em casa. Brad ergue a cabeça com um novo ânimo. — Agora me convenceu. Vamos embora... And... sei lá seu nome, garota, vamos. Anton, meio que sem entender, pois não sabe do casamento por contrato, levanta Brad e leva o rapaz até o carro. Coloca-o deitado no banco de trás. Abre a porta para Andressa ir no banco do passageiro enquanto Anton vai dirigindo. — Olha, não esquenta, Brad já passou por muita coisa, era o garanhão da cidade, ficar com uma única mulher é novidade para ele. — Eu sei — suspira Andressa. — Tudo bem. Eles seguem para a mansão. Ao chegar lá, Brad está desmaiado, bêbado. Anton o leva para seu quarto enquanto Andressa tira o sapato do marido. — Pode deixar que cuido dele. — Acho melhor colocar ele para tomar um banho. — Pode deixá-lo dormir um pouco, irei me trocar e depois o acordo. Obrigada, Anton. Andressa acompanha Anton até a saída. Assim que o rapaz sai, ela sobe depressa com um sorriso de canto na face. Enfim, Brad estava em casa, num quarto destrancado, bêbado... não se lembrará de nada. — Você será meu, Brad Wilson...
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