O fim

1282 Words
Brad acorda nu em sua cama. Olha confuso ao redor e não vê nada e nem ninguém. Tenta se lembrar da noite passada, mas nada acontece. Ele se levanta e a cabeça dói muito. Vai para o banheiro e, ao entrar, ele dá de cara com Andressa nua enquanto se banha. Brad engole seco. Apesar de tudo, é homem, e ver o corpo dela sem qualquer veste ali na sua frente não ajudava em nada. Claro que seu p*u subiu na hora. Seu celular toca e ele sai do banheiro para atender o telefone. Com a mão pressionando a cabeça, ele começa a observar o quarto: o vestido da Andressa jogado no chão, o terno dele, sapato, calcinha dela, cueca... — p***a, o que eu fiz? — balbucia. Ele vai até o closet pegar uma roupa e depois se dirige até o quarto de hóspedes. Tranca a porta e entra no chuveiro. Deixa a água gelada cair em sua cabeça. O rapaz tenta voltar no tempo e sua última lembrança é a de estar sentado na festa bebendo. — Kat — murmura. Ele se lembra de que é aniversário dela. Por isso está indo para o Brasil. Eles combinaram de ir à boate comemorar com as amigas dela. Então seus pensamentos são interrompidos quando escuta alguém tentar abrir a porta. Brad sabe que é a Andressa, mas a ignora. — Não é possível que levei ela para a cama! – rosna entredentes, socando a parede. Brad se veste, se seca, e vai o mais rápido que consegue para a pista de pouso. Faz de tudo para não ver Andressa antes de sair e consegue o feito. Ele chega no Brasil. Ruma direto para o apartamento, mas quando vai desfazer a mala, vê algumas fotos comprometedoras em suas coisas. Isso o assusta. Ele tenta entender se aquilo foi na noite anterior. Como explicaria isso para a Kat? Sacudiu a cabeça, pois recusou-se a pensar nisso por mais tempo. Afinal, tinha de ir buscar sua princesa para levá-la ao colégio. É sexta-feira e vão passar a noite juntos. Já no sábado, na boate, Brad pretende pedir a mão de Kat em casamento. Tinha que manter a mente lúcida. Então ele programou um almoço em uma cobertura de hotel. Está tudo combinado: os pratos que serão servidos, o anel já foi comprado, decoração, tudo foi planejado há algum tempo. Ele não pode perder isso, então pega as fotos e leva com ele. As elimina numa lixeira fora do apartamento, para não correr riscos de Kat flagrar aquele descaso. Na frente do colégio, Kat sai animada, pois seu olhar e o de Brad logo se conectam. — Oi, princesa. — Oi, meu amor. Ele a pega no colo e a beija. — Brad, estamos na porta do colégio, seu doido. Ele ri. — Tudo isso é saudade, meu amor. Ele dá um selinho nela e a coloca no chão. Pega em sua mão, entrelaçam os dedos e vão para o carro. Dirigem-se ao apartamento. m*l passam pela porta e Brad já pega Kat e coloca no balcão da cozinha. Começa a beijá-la e ele vai descendo seus lábios enquanto despe a garota. — Ah! – Kat geme e tira sua camisa. Ali mesmo, em cima do balcão da cozinha, eles fazem amor. Em seguida, ele a pega no colo e leva para a cama, onde acabam por desenvolver um segundo round. Após isso, vão para a banheira, transam novamente e depois tomam um banho para logo em seguida se deitarem. — Que fogo foi esse? – Kat pergunta, assim que ele começa a fazer carinho em sua cabeça. — Você acha que é fácil ficar quase um mês longe da mulher da minha vida, vendo-a só pela tela do celular? As bochechas da menina ruborizam e ela se aconchega mais perto de Brad. — Me deu fome, vou fazer um lanche pra gente. — Vamos, eu vou te ajudar. Eles voltam para a cozinha. — Que bagunça fizemos — repara Kat, olhando ao redor. — Isso é o de menos — Brad ri. — Pode deixar que depois eu arrumo. Agora vou buscar um refrigerante pra gente, já volto. — Tudo bem, enquanto isso eu faço os lanches. Brad veste uma roupa e vai ao mercado que tinha pertinho dali. Enquanto isso, Kat faz o lanche e resolve juntar as roupas. Junta o lixo e resolve colocar para fora, afinal de contas, nas sextas o caminhão do lixo fazia a coleta. Ela pega a chave, retira todos os lixos que juntou fazendo o lanche, recolhe o do banheiro, com as camisinhas que usaram, e desce. Ao chegar na caçamba onde fica o lixo de todos os moradores dos apartamentos do prédio, ela vê uma foto no chão. Abaixa e reconhece assim que vê a foto. Era o Brad nu. Outra, tinha ele com outra mulher na cama. Ambos cobertos por um lençol e ela fazendo uma selfie. Por fim, com o estômago gelado, se depara com um bilhete: “querido esposo, como não posso te acompanhar, leve essas fotinhas, uma minha para colocar em sua carteira assim que terminar tudo com a sua amante e essa foto nossa para lembrar de nossos momentos maravilhosos. Não vejo a hora do seu retorno, já sinto saudades, quero suas mãos percorrendo meu corpo novamente… Ass: Sua Andressa.” Kat nem termina de ler o bilhete e seus olhos enchem d'água. Ela pega trêmula todas as fotos e o bilhete, sobe para o apartamento, coloca as fotos em cima do balcão e vai para seu antigo quarto. Enquanto chora, pega uma mala que ficou lá, junta as roupas e coisas que deixava no apartamento e se troca. Enquanto chora, ela murmura não acreditar nessa traição. Quando termina de arrumar suas coisas, vai até o quarto que eles ficavam a fim de pegar o restante de suas coisas. Passa a mão sob os lençóis onde eles haviam acabado de se amar. Ela vê um porta retrato com a foto deles e joga na parede. Nesse exato momento Brad retorna. — Meu amor o que foi isso? — Ele reconhece de onde vem o barulho e corre até o quarto. — Para que essa mala? A menina olha para ele e só chora, não consegue falar nada. — Princesa, o que está acontecendo pelo amor de Deus? – Ele se aproxima dela. Kat levanta o olhar, olha bem nos olhos dele e respira fundo. — Não tente mais me fazer de trouxa, senhor Wilson. Espero que logo chegue seu herdeiro. — Que p***a é essa, Kat? — Eu te avisei, Brad Wilson, que se você encostasse naquela mulher isso aqui — ela indica a aliança, tirando-a do dedo — acabaria. — Kat, eu nunca encostei nela. A gargalhada de Kat é ácida. — Eu juro — persiste Brad. — Ela vem tentando investir, mas eu nem em casa durmo mais. E quando eu vou em casa eu tranco a porta do quarto para ela não entrar. — Chega! — retruca Kat, no grito. — Isso não vai dar certo. Ela vai a passos largos até a cozinha, pega a foto e o bilhete e joga no rapaz. — Não tem contato, Brad? — Princesa, me escuta. — Eu não fico mais aqui — ela recua. — Não me procure mais. Esquece que me conheceu. E se alguém descobrir de mim aqui no Brasil, eu mesma vou atrás de você e te mato. Seja feliz com a sua esposa. E eu serei feliz custe o que custar. — Por favor, meu amor, não faça isso. Já está acabando, faltam 2 anos. — Eu te avisei, Brad. Ao contrário de você, eu tenho palavra!
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