Não faz mais sentido

1241 Words
— Eu sinto, é como se meu coração fosse arrancado... Eu a matei e fiquei esperando você me ligar... — Brad... o problema é que nada mudou, mesmo que você tenha matado a Andressa, eu ainda continuo noiva daquele velho nojento e eu nunca poderei me casar. Não antes de ele morrer. E como ficarei sabendo da morte dele? Ele destruiu minha vida. Nunca vou poder ser feliz, nunca poderei amar ninguém sem machucar a pessoa ou me machucar. Nunca poderei ter um filho ou filha sem que coloque a criança em risco. Mas quero que você viva a sua vida, você deve viver sua vida. Para mim não dá, mas, preciso que você seja feliz por nós dois. — Não fala assim, minha princesa, eu prometo que vou matá-lo, assim como já te prometi seguir em frente. Eu vou, mesmo que nunca te esqueça, vou seguir em frente por você. E limparei o caminho para que você possa ser feliz. É uma promessa de Brad Wilson para o amor da minha vida. Eles têm uma noite de amor, tudo calmo, cheio de dor, de uma saudade que viriam. Eles choram, se abraçam, lembram das coisas que viveram, sorriem, se amam de novo. Esse ritual se passou até o amanhecer. — É hoje — Kat acordou primeiro que Brad, mas não queria sair da cama, ela queria adiar o máximo que fosse a realidade de que talvez nunca mais o visse. — É — Brad acorda e responde o que ela disse a si mesma. Eles se abraçam e choram. Não demora e a campainha toca. Brad levanta secando o rosto e se dirige até a porta para atender. — Oi. — Ei, que caras são essas? —Theodoro diz assim que entra e vê os dois. — Nem parece que passaram a noite juntos. Kat começa a chorar. Théo se aproxima e abraça a irmã para confortá-la. — Ei, pequena, não fica assim — ele murmura. — Não dá, dói, vou te perder de novo, vou perder o Brad de novo. — Ela respira fundo. — Mas eu vou conseguir superar de novo. — Combinamos que não iremos... mais... nos... Brad se interrompe, se levanta furioso e vai para o quarto. Começa a quebrar as coisas. — A... gente... a gente não vai mais se ver. Prometemos.... seguir em frente... com... outras pessoas — soluça Kat, m*l tendo forças para completar. — Oh, pequena, vem cá — Théo a puxa para si e abraça ela. — Por que tinha que ser assim? — Kat pergunta. — Eu descubro o amor e ele morre. Aí consigo amar de novo e não podemos ficar juntos e é tudo culpa da mesma pessoa. — Brad vai matar ele, só tenha paciência — Théo tenta confortar ela. — Não. Eu não vou mais fazê-lo sofrer. Ele precisa seguir em frente e ser feliz. Entretanto, assim que profere tais palavras, Kat não se contém. Ela corre para o quarto. Ela olha para o estado de Brad, que está chorando muito. A menina corre e pula em seu colo. — Eu nunca vou te esquecer. — Eu nunca vou deixar de te amar. Meu primeiro amor Eles se beijam — Amor quando eu o matar, eu posso vir te buscar? — Não. — Por que princesa? — Eu vou embora. Assim que terminar o colégio vou embora. — Para onde? — Não sei. Não... Não me procura... vai ser feliz, lembra? Você me prometeu. — Kat... — Te amo muito, para sempre você terá um lugar no meu coração. Mesmo que eu me case ou consiga amar de novo um dia, você estará aqui guardado com nossas lembranças. — Eu não quero me casar. — Você me prometeu. — Eu sei… mas... — Eu te amo. — Eu também te amo. Antes que os dois tornem a se beijar, são interrompidos por batidas na porta. Só então se deram conta de que não estavam exatamente sozinhos. — Entra — Brad diz. — Eu preciso ir embora — anuncia Théo assim que abre a porta. — Irmão. Eu sinto muito, mas não vou esperar no colégio. Hoje será a última vez que verei vocês. Agora estarei realmente morta para vocês. Não me procurem por favor. — Kat — Pequena. Os dois dizem ao mesmo tempo. — Por favor. Vão ser felizes, eu também serei um dia... um dia serei. Cuida da mamãe e da Penny. Cuida do Brad. — Uhum... Te amo pequena. — Eu te amo grandão. Eles se abraçam. É uma despedida amarga. Kat sente o coração apertado como nunca antes quando o irmão parte. Então corre para o banheiro e encosta a porta. Se senta no chão e chora muito. Brad volta para o quarto. Bate na porta do banheiro. Kat não responde, mas ainda assim ele abre. Percebe o estado de sua amada. Ele se abaixa e puxa ela para um abraço. Ele a leva para a cama, enquanto lhe faz carícias. Não podia vê-la sofrer. — Quero ser sua uma última vez — ela sussurra ainda em prantos. A garota, como se estivesse desesperada, sobe em cima do rapaz e começa a beijá-lo. Brad tira a roupa da menina e troca as posições, ficando por cima. Ele beija cada pedacinho do corpo da garota, admirando cada detalhe. Quase paralelo a isso, ela tira a camisa de Brad. — Tira tudo. — Você é quem manda meu amor. Brad tira toda sua roupa como Kat pediu. Depois vai até ela e tira o resto das roupas da jovem. Eles se amam como nunca se amaram, aproveitam cada detalhe dessa última vez. Se beijam até perder o ar em seus pulmões. No fim de tudo, suados, apaixonados, se desejando… eles se abraçam. Um gesto de despedida. A menina sente que chegou o momento de fazer algo muito importante. — Brad. Toma — Kat entrega a ele a aliança dos dois. — Kat. — Não faz sentido... por favor. — Amor... — ele abaixa a cabeça e pega a aliança. — Tchau. Se cuida e cuida do Théo. Eu te amo. — Você também se cuida. Para sempre eu vou te amar. Ela vira de costas e sai correndo. Encosta no carro, respira fundo e enxuga as lágrimas. Entra no carro e hesita na hora de ir embora. Mais uma vez teve aquela sensação de deixar uma parte de si para trás. Mas ainda assim, promessa era promessa. Ele vai ao apartamento pegar suas coisas e parte para Sidney sem olhar para trás. No intervalo, as meninas vão ao dormitório. Kat está com a foto de Brad na mão. Se via sentada no piso e chorando muito. Todas a abraçam e ficam ali, nem retornam para a aula. No dia seguinte, Kat conversa com a diretora para arrumar mais missões para ela. A mulher organiza algumas a ponto da garota quase não parar mais no colégio. Ela ficava com o Thiago e, quando saía nas missões, sempre ficava com alguém. Não se prendia a uma pessoa específica. Foi a forma que encontrou para esquecer o Brad. A menina saiu do colégio, alugou um apartamento para ela. E além das missões que a diretora do colégio arrumava, ela começou a trabalhar fazendo b***s de espiã. Aos poucos ela se afastou de todos. Mantinha contato por telefone, às vezes aparecia para ir em um baile com as meninas, em um aniversário, mas ela ficava mesmo era distante.
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