O jatinho pousa na Grécia.
Assim que descem, tem dois carros à espera deles e dois homens que lembram um pouco Thierry — sim, esse é o nome verdadeiro dele. Logo, enquanto estão na Grécia ou somente em família, ele será chamado de Thierry ou Apolo, que é seu codinome de mafioso.
Thierry pega na mão de Kate para descerem e a leva até eles.
— E aí caras — Thierry cumprimenta os outros dois.
— Pirralho — diz o que aparenta ser mais novo entre os dois, porém, mais velho que Thierry.
— Mano, você está enorme — observa o que parece ser mais velho.
— Quero apresentar para vocês a Kat, MINHA namorada.
— Oi — diz a jovem um pouco sem graça.
— Sou o Heitor — apresenta-se o rapaz de aparência madura. — Sou o irmão mais velho.
— Sou o André, o segundo filho.
— É um prazer conhecer vocês — Kat diz a eles.
— Bom, eu vou levar vocês para a casa do Thierry — André fala.
— Eu levo o papai, a mamãe e o pequeno — fala Heitor.
— Kat, minha querida, amanhã iremos organizar um jantar em casa para conhecer os primos de Thierry e o tio dele — comenta Teresa.
— Combinado — diz a moça com um longo sorriso.
— Então vamos, nós precisamos descansar — Thierry diz, passando a mão em volta de Kat e trazendo-a para perto.
— Vamos — diz André, assentindo.
Cada um segue para o seu destino. Após alguns minutos de estrada, Kat chega ao destino final. Os seguranças pegam as malas deles e levam para dentro. A casa é a beira-mar, dois andares, a parede é toda de vidro. Estavam no que seria a parte de trás da casa e eram quatro casas muito idênticas. Como o Thierry disse, era uma casa para cada filho Vossou.
— Já está sabendo do Heitor? — André pergunta.
— O que ele aprontou? — Thierry pergunta.
— Ele está namorando, já tem alguns meses, papai já começou a pressionar ele por um casamento. Cara, eu não quero me casar agora não.
— Merda, eu preciso de mais tempo — Kat escuta Thierry dizer baixinho.
A moça abaixa a cabeça, pois sabe o que significa. Ele está mais próximo da obrigação de se casar.
— Precisamos fazer alguma coisa, aquele merdinha está apaixonado — diz André.
— Depois vemos isso. Vem aí mais tarde. Traga sua mina — convida Thierry.
— Tudo bem, se ela já tiver chegado eu te mando mensagem – André diz e vai embora.
Então o casal entra na casa e vai direto para o banheiro. Os dois tomam um banho, trocam algumas carícias, depois se deitam. A viagem foi longa, ambos estão exaustos, mas além disso, Kat sente que Thierry está tenso.
— Ei, Thi... relaxa... Vamos resolver um problema de cada vez.
— Você tem razão, meu amor, vamos tentar dormir um pouco.
Ele a puxa para que a namorada deite em seu peito e eles adormecem.
Quando Thierry acorda, já são 18:00. Ele levanta, faz sua higiene pessoal e desce para falar com os empregados sobre como seriam esses dias em que estariam no local.
Kat, já acordada, vai atrás dele e o vê sentado do lado de fora da casa, observando as ondas do mar. Parece tentar encontrar uma solução para o seu problema. Por tudo que ele já disse à Kat, a moça imaginou que ele não se importaria em se casar, se fosse com ela.
Thierry
Com as mãos pressionando a cabeça e os olhos cerrados, o rapaz pensa com frustração: "Mais essa, agora. Primeiro, meu maior rival com a mulher que amo é o Demônio da Austrália, agora, meu irmão mais velho se apaixonou, o que acelera tudo. Meu tempo em direção ao altar foi reduzido. O André diz que não quer se casar, mas ele está enrolado com a menina com quem sai há muitos anos. Me casaria amanhã se a Kat quisesse.”
“Mesmo sabendo que ela não me ama como eu a amo, acredito que com o tempo eu poderia fazer ela me amar. O que mais me dói é pensar na possibilidade de perdê-la, depois de tanto tentar e agora conseguir uma aproximação. Tenho confiança que nesses três meses eu irei conquistar seu coração, mas casamento acho que ainda é cedo para ela.”
Então Tierry tem seu fluxo de tensão cortado quando ouve a voz da mulher de sua vida da sacada da casa. Ele levanta se limpando, pois estava sentado na areia, bem em frente ao mar. A brisa do oceano sempre o acalmava.
— Ei, meu bem, o que faz aqui?
— Oi, minha linda, vem cá.
Ela se aproxima e senta ao lado do rapaz.
— Estava só vendo as ondas aqui e pensando no que fazer.
— Thi, você tem tempo, ainda. Você tem 2 irmãos mais velhos, os dois precisam ficar noivos, depois se casarem, só aí você toma essa responsabilidade.
— Kat, meu medo não é o casamento. Meu medo é que quem eu quero não me quer. E se for demorar o tempo que demorou para aceitar um namoro, que por sinal ainda é falso... Imagine meu desespero em tentar te convencer a se casar comigo?
—Thi...
— Eu sei, eu sei... Você não está preparada, não quer me magoar e tudo que você fala sempre... Não acredita mais em amor. Eu já conheço seu discurso de trás para frente.
Ele tira a camisa.
— Eu só escolhi e insisti em amar alguém que nunca vai me amar. Pode ficar tranquila, dói, mas eu supero. Vamos só aproveitar essas férias e resolver o que viemos resolver, está bem?
Ele dá um selinho em Kat e sai andando. Entra no mar, enquanto ela se deita na areia.
“Porque tem que ser assim?” – Kat pensa consigo mesma. “Porque não posso simplesmente esquecer o Brad e amar ele?”
Lágrimas escorrem de seus olhos. Kat as enxuga, se senta novamente e olha para a água onde o Thierry está. Ele se encontra parado com apenas os pés na água. Em um impulso, ela se levanta e arranca as roupas, ficando apenas de lingerie. O abraça por trás.
— Oi, linda, me desculpa, está bem?
Thierry vira de frente para ela.
— Eu preciso pedir desculpas. Acho que devo ser menos defensiva — Kat comenta.
— Kat... Você sempre deixou claro seus sentimentos, fui eu que me iludi. Me desculpa se te cobrei algo que não tenho direito.
Ela passa os braços ao redor do seu pescoço.
— Tem sim, meu bem. Mesmo que tenha começado como um namoro falso, não sinto mais como se fosse, sinto como se fossemos namorados de verdade. Você pode me perdoar por ser fria às vezes? É um mecanismo de proteção.
— Não tem o que te perdoar, meu amor, eu te amo, sei que você não vai querer se casar comigo. Então dói porque nunca senti nada parecido por ninguém, mas não posso fazer nada quanto a isso.
— Vamos deixar rolar, se lembra?
— Lembro sim.
Thierry leva as mãos até a b***a de sua namorada, levantando ela um pouco. Por sua vez, Kat entrelaça as pernas em sua cintura.
— Você me deixa louco, olha isso — Thierry se esfrega nela, que joga a cabeça para trás.
— Ahhh.
— Quero fazer uma coisa diferente hoje.
— É, o que?
— Você confia em mim?
— Sim, eu confio.
— Então vamos para casa.
— O que você está aprontando?
Os dois entram. O coração de Kat soa como um tambor.
— Vou tomar banho, você vem?
Thierry olha para ela, quer surpreendê-la com algo que tem em mente.
— Eu passo uma água no corpo aqui embaixo. Vou despachar o André e já subo.
— Está bem.
O rapaz faz o que diz, veste um moletom e deita no sofá para falar com o irmão. Tenta despachá-lo, enquanto ele fala besteira. De repente vê Kat descendo as escadas. Ela está com uma camisola bordô, transparente na parte de cima e de alça finas.Estava com uma sainha curta. Thierry coloca o celular no colo e olha para ela, sabe que seu olhar já é de puro desejo, pois o dela corresponde ao seu. Kat se aproxima, pega o celular e coloca na mesinha de centro. Ela passa a mão pelo m****o do rapaz, que chega a saltar dentro da cueca e da calça.
— Ah, meu amor, você me leva a loucura.
Ela se senta se encaixando em Thierry. Não demora e se perdem neles mesmos. Logo depois ela se deita sobre o rapaz e ele beija sua cabeça.
— Me pegou de surpresa... —Thierry sorri. — Agora vem cá. Quero fazer algo diferente, lembra?
— Estou bem curiosa com isso.
Os dois se levantam e sobem para o quarto. Ele tranca a porta.
— Meu irmão disse que não vem, mas é melhor prevenir.
— E o que você pretende fazer, Apolo? — ela ri.
— Te levar ao céu, minha Atena.
Thierry diz isso e a puxa para ele. Rouba-lhe um beijo ardente... Isso faz com que Kat já fique acesa novamente.
— Amor, você confia em mim?
— Confio — ela fala em sussurros.
Thierry vai até uma gaveta no closet, pega uma venda, uma algema e um chicote.