DIA DE SOL

1118 Words

O sol ainda não tinha nascido completamente quando Espectro chegou em casa. O cansaço pesava nos ombros, e o cheiro de pólvora ainda parecia preso nas mãos, como se a noite anterior não quisesse deixá-lo em paz. A rua estava silenciosa, só o som distante de um rádio em alguma janela e o vento frio da manhã cortando o ar. Girou a chave devagar, empurrou o portão e entrou. A casa ainda estava escura, com a luz fraca da cozinha acesa. No sofá, o casaco de Marina estava jogado, e o perfume dela pairava no ar, leve, doce, um contraste com o peso que ele carregava na mente. Subiu as escadas, passos lentos, cada degrau parecendo mais alto do que o outro. Quando abriu a porta do quarto, ela dormia encolhida entre os lençóis, os cabelos espalhados pelo travesseiro. Por um instante, Espectro ficou

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