A madrugada m*l começava quando o morro mergulhou num silêncio estranho, daqueles que antecedem tempestade. Caveira estava sentado no barraco central, com o cigarro queimando devagar entre os dedos e o olhar cravado na janela aberta. A fumaça subia preguiçosa, mas os pensamentos dele iam rápidos, todos voltados pra um nome só: Carlinhos. Ao lado dele, Baianinho mexia no rádio, tentando captar a frequência dos vapores que estavam espalhados pelas vielas. Nando Fiel limpava o cano da pistola, o rosto sério, sem dizer palavra. Magrão e Bico estavam encostados na parede, trocando olhares curtos, prontos pra qualquer ordem.Caveira soltou a fumaça devagar antes de falar, com a voz rouca. — É hoje que a gente fecha essa conta. — O Baianinho olhou pra ele. — Já confirmou que ele tá se

