O sol ainda não tinha nascido quando Espectro abriu os olhos. O relógio marcava pouco mais de seis da manhã. O corpo dela ainda dormia ao lado, o rosto tranquilo, os cabelos espalhados sobre o travesseiro. Por um instante, ele ficou ali, observando. Era raro ver paz assim, e mais raro ainda querer permanecer nela. Mas o telefone vibrou. E a realidade voltou com o peso de sempre. Pegou o celular de cima da cômoda, leu a mensagem curta de Magrão e soltou um suspiro pesado. “Caveira quer a gente no barracão. Agora.” Levantou devagar, sem fazer barulho. A luz suave da manhã entrava pela janela e tocava o rosto de Marina. Ele passou a mão pelo cabelo dela e sussurrou: — Dorme mais um pouco, princesa. Saiu do quarto sem olhar pra trás. A porta se fechou suave, mas o peito dele parecia barul

