CERCANDO O MORRO

1491 Words

A Baixada não gostava de perder. Quando a carga sumiu e o Comando respondeu com sangue, Marcão sentiu que o jogo precisava virar. Não era hora de recuar: era hora de mostrar força. O galpão cheirava a gasolina e café frio quando ele entrou, já com o rosto cerrado e a mente funcionando a mil. Cebola estava encostado na parede, inquieto; Borracha mastigava um palito, calculando tudo com a calma de quem já fez esse tipo de operação antes; China folheava um mapa dobrado; Rato limpava o caminho das comunicações digitais no celular. Neguinho chegou por último, com passos que denunciavam a pressa e o medo de quem carrega segredo. — A gente não pode só esperar — disse Marcão, direto. — Esses caras do Comando tão se achando donos do pedaço. A gente entra, faz barulho, planta medo. Se eles pensar

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