ESPECTRO - O PESO DO SILÊNCIO

1528 Words

Acordei com o sol ralo entrando pela fresta da janela, aquele tipo de luz que não promete nada bom — só clareia onde a merda já aconteceu. A noite tinha sido curta; dormi m*l, pensando no que falei com Marina, no que o Caveira ouviu, no caderno do Pardal queimando na minha mochila como prova e ameaça. Tomei um café rápido, vesti a jaqueta e desci devagar, sentindo o peso de cada passo no assoalho. Quando cheguei ao barraco do Comando, já tinha gente ali, o costumeiro ritual de manhã: café frio, cigarro, olhos que medem quem entrou e quem saiu. Caveira me esperava no centro, com a postura que faz o resto do morro calar. Ao lado dele, Baianinho—sempre com aquela risada curta presa na garganta; Nando Fiel, a cara de quem já viu tudo e guarda um mapa do crime na cabeça; Magrão e Bico, pronto

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