Quando fomos até o Comando , e eu fui com ele. Vi de perto o respeito que os homens tinham por ele. Caveira, Baianinho, Nando Fiel... todos olhavam com firmeza, mas também com curiosidade. Eu era a “testemunha”, a garota que viu Carlinhos fazer o que fez com o Pardal. Mas naquele momento, não me senti apenas isso. Senti que fazia parte de algo maior — perigoso, mas real. Eles fizeram perguntas, e eu contei tudo. Como vi Carlinhos puxar o gatilho, como o Pardal caiu sem ter chance. E, enquanto eu falava, o Espectro me mantinha perto, o braço firme nas minhas costas. Quando tentaram me afastar pra conversar a sós com ele, ele foi direto: — Ela fica. Tudo que eu falo, ela pode ouvir. Aquela frase me marcou. Porque ali, naquele instante, eu entendi que ele não era só o homem de ferro que o

