Sentada sozinha, Mary via o sol se pôr. Os arrependimentos se infiltravam em sua mente como um rio que se expande a cada gota de chuva. Não podia imaginar que um dia sua vida seria diferente, que mudaria para sempre. Questionava-se se seus pais realmente a amavam. Se olhava no espelho, mas não via seu reflexo, só via a imagem distorcida de uma menina perdida e solitária, que muito sofria. Seu irmão mais novo sempre a perseguia para saber o que estava fazendo, muito curioso sobre o mundo e as coisas, das quais ela mesma não fazia questão de ensinar ou sequer aprender. Ela andava sozinha, sem rumo, floresta adentro. A menina sabia que era errado, mas gostava de estar sozinha em meio a natureza, sempre sentia olhos a observá-la, mesmo sabendo que estava só. Era uma sensação constan

