Rosa está deitada na minha cama, de frente pra mim. Aparentemente dorme feito um anjo. Essa expressão não faz o menor sentido porque anjos dormem cerca de duas ou três horas. Isso porque nosso cérebro descansa muito rápido no céu. Agora, que eu sou um anjo caído, sinto quase tanto sono quanto um humano. Sei que os anjos da guarda recebem poder do céu e descansam rápido aqui na terra também.
Ouvi um suspiro pesado sair pelas narinas de Rosa e ela se virou de costas para mim. Por Deus, por que eu quero tanto abraçá-la embaixo desse edredom? Por que eu fui inventar de convidá-la pra dormir aqui, primeiramente? E por que diabos ela tá se aninhando ao meu corpo como se quisesse...
- Me abraça, Billie? - Ela resmungou, com voz de sono. Que tipo de monstro eu seria se negasse um pedido desse?
Passei meus braços ao redor dela, e enfiei meu rosto na curva do pescoço da garota. Ela apoiou os braços em cima dos meus, que estavam em sua cintura e a seguravam firmemente contra meu corpo. Ter a b***a de Rosa perto do meu quadril fez alguma coisa lá embaixo se animar. Briguei com minha b****a mentalmente. Eu nunca, em toda eternidade, achei que ter uma b****a seria realmente uma "b****a", no sentido de palavrão mesmo. Ter essa coisa me dá muito problema!
- Assim tá bom? - Questionei. Meu hálito colidiu com sua nuca, e eu senti a garota ter um arrepio.
Rosa rebolou contra meu corpo. Por Deus, o que essa menina tem? Que fogo no cu é esse?! Não que eu esteja reclamando, mas é que isso me deixa realmente confusa!
- Melhor que isso, só se você... Estivesse... Beijando... Meu pescoço... Daquele jeito que só você sabe... - Ela resmungava, como se estivesse com muito, muito sono. E ao mesmo tempo, completamente excitada.
Esternocleidomastóideo. A p***a do músculo do t***o no pescoço. E o dela tá ali, dando sopa, enquanto ela discretamente se move contra o meu quadril e eu finjo que não vejo ou sinto. É preciso muito, muito autocontrole pra eu não f***r com essa garota nesse exato momento.
Começo a me questionar os motivos de eu resistir. Medo do limbo? Medo do Caim? Talvez, medo de ficar viciada nessa p***a de corpo humano que antes eu considerava algo horrível, e hoje quero enfiar a minha boca e chupar com tudo?
Talvez, talvez.
Meus olhos se fecharam quando ela pegou minha mão e a colocou por dentro da blusa dela, em sua barriga. Eu acariciei o local, sentindo a textura macia de sua pele, sentindo aquela p***a de piercing cor de rosa que ela tinha no umbigo e desde o momento que vi, não consegui esquecer.
- Tá me provocando. - Afirmei. Os pelos da nuca dela se eriçaram.
- Talvez... - Ela empurrou a própria cabeça para trás, fazendo meu rosto afundar em sua nuca.
Resistência? Autocontrole? Não conheço mais o significado dessas palavras. Não depois dela rebolar contra meu corpo mais uma vez.
Subi minha mão por dentro de sua camiseta e, por fim, ataquei seu músculo do pescoço. Eu não aguentava mais resistir a ela... E ela tava tão perto.
Comecei a beijar seu pescoço enquanto deslizava a mão em sua pele macia. Deliciosa... O sabor do pescoço dela era melhor que qualquer outra coisa que já provei.
Ouvi a respiração de Rosa ficar mais pesada. Ela se contorcia na minha frente, e isso fazia com que sua b***a roçasse em meu quadril. Aquela fricção era deliciosa.
- Billie... - Eu cravei meus dentes no pescoço dela, antes de sugar o lóbulo de sua orelha levemente.
- Fala... - Respondi baixo. - O que você quer? Por que... Me provoca tanto?
- Porque eu eu quero você... - Ela respondeu, tão baixo quanto eu.
Controle não existe mais embaixo desse edredom. Virei o corpo de rosa para minha frente, e assim que seu rosto estava de frente para o meu, ataquei sua boca com a minha.
Seus lábios macios me receberam com a mesma intensidade de sempre. Ela estava ávida por mim. Minha língua explorava cada pedacinho da sua boca, e minhas mãos estavam perdidas no corpo da garota a minha frente.
O contato frente a frente era pouco. Eu queria mais. Subi em cima dela, encaixando minhas pernas entre as dela, e me senti pulsar. Por Deus, eu tô realmente pulsando... Obrigada, Senhor, por não ter me feito com um pênis. Eu com certeza estaria em pé agora.
Minha mão, que explorava o corpo dela, subiu seu vestido deixando-a exposta, de calcinha. Acariciei sua b***a, depois, sua barriga novamente. E comecei a descer.
Adentrei a mão em sua calcinha. Finalmente meus dedos estavam ali. p***a, p***a! Isso é completamente delicioso.
A forma como Rosa teve a respiração alterada pelo meu toque e parou o beijo pra poder gemer contra minha boca me deixou completamente louca. E eu comecei a mexer os dedos, contra sua região mais sensível, e de forma bem vagarosa.
- p***a, Billie... - Ela gemeu. Eu sorri com malícia. Achei o c******s, não achei? Órgão responsável por mais de noventa por cento do prazer feminino. Se bem estimulado, provoca uma p***a de um orgasmo que faz as mulheres virarem os olhos.
Vagarosamente, aumentei a velocidade dos meus dedos em seu ponto mais sensível. Como ela estava gemendo, eu levei a mão livre até a boca dela e a tampei.
- Shhh. Vai acordar o Caim. - Falei, baixinho. Tirei a mão da boca dela e ela afundou o rosto no meu ombro, se contendo com os lábios ali. Eu ouvia seus gemidos aumentarem, a medida que meus dedos se mexiam mais contra sua i********e.
Senti as unhas de Rosa em minhas costas. Estavam por baixo da camiseta, e ela se agarrava em mim, mexendo o quadril contra meus dedos. Sua i********e estava tão deliciosamente molhada...
- Billie, eu vou... - Ela ofegou mais uma vez contra meu ombro, de forma mais pesada.
O que veio a seguir, foi o colapso do corpo de Rosa se desmanchando em prazer na minha mão. Seu corpo estremeceu, arrepiou, e eu assistia essas reações com uma luxúria que jamais senti. O orgasmo feminino é simplesmente maravilhoso de se ver.
- Isso... Goza pra mim... - Falei, baixinho, enquanto ela se contorcia.
Quando o orgasmo acabou, ela estava ofegante e eufórica. Tirou o rosto do meu ombro e o posicionou na frente do meu.
- Duvido que já não tenha feito isso. Você não é nada inocente, Brown. - Quem é Brown? Ah, ah é... É meu sobrenome nessa terra. Merda.
- Você foi a primeira. Tirando eu mesma, é claro. - Rosa deu risada ao me ouvir.
- Você é muito sincera. Eu adoro isso em você. - Ela me deu um selinho, e depois, mordiscou meu lábio inferior. - Quero fazer isso... Com você. - Ela me olhava, enquanto senti sua mão invadir meu short e seus dedos serem deslizados por cima da minha calcinha. - p***a, Billie... Você ficou molhada desse jeito só de me tocar? Você é incrível...
- Olha as coisas que você faz comigo, Rosa... - Falei. Juntei meus lábios mais uma vez com os dela, enquanto ela adentrava com os dedos em minha calcinha.
Eu estava sensível. Não sou tão escandalosa quanto Rosa, nem ao menos me movo descontroladamente como ela. Se eu sinto? Sinto, sinto seus dedos me tocarem, sua boca me beijar, e o orgasmo que veio foi maravilhoso. Mas nada, nada mesmo, supera o fato de que assistir o orgasmo de Rosa me enche com um prazer tão grande, e talvez até maior, do que ter um orgasmo. Os seres humanos, gozando, são incríveis.
Os anjos não sabem o quanto estão perdendo por ficarem no céu sem t*****r com humanos.