Capitulo 3.2

1285 Words
A atenção que a senhora não tinha antes, agora estava totalmente voltada para si, mas uma atenção r**m. As pessoas passaram a olhar a maias velha com nojo, raiva, e desprezo, os murmúrios de que a alma da senhora iria queimar e apodrecer no inferno começaram, A senhora ouvia os comentários de raiva voltados a si, mas continuava seguindo seu caminho sorrindo e trabalhando de forma honesta e sorridente. Após alguns segundos Yuri pode entender, que provavelmente o "Oxalá" mencionado, seja de alguma cultura ou religião, até mesmo a vertente de uma determinada religião. Yuri suspirou enojado e fechou os olhos torcendo para que o trem chegasse logo a próxima estação, ele odiava quando tinha que ver esse tipo de situação. Ele odiava muita coisa, mas nunca soube como se posicionar em relação, se ele tivesse coragem o suficiente mandaria todos calarem suas malditas bocas, e em seguida falaria tudo que sempre esteve agarrado em sua garganta. Mas ele era fraco. Ele não conseguia. Ele não era ninguém. Assim que sua Playlist de música acabou, O trem chegou na estação. Yuri se levantou apressado e saiu do trem, agilizou seus passos para sair do local. Não suportava locais com muita gente, ou que necessita de muita interação. Quando saiu daquele lugar cheio pode respirar fundo, e se sentir mais tranquilo. Começou a andar de forma tranquila até a escola, que não era muito longe da estação. Enquanto caminhava pode perceber uma placa com: "Me ajude, estou com fome.'', E ao lado um morador de rua, de certa forma o coração de Yuri se apertou, tratou de caminhar para ajudar o homem. O homem que estava sentado no chão, até se assustou, pensou que Yuri iria o apedrejar, ou jogar água quente em si, entretanto quando percebeu que o jovem estudante não faria m*l a si o olhou curioso. — Oi... eu não tenho muito, mas espero que te ajude. - Yuri falou de forma tímida entregando o Onigiri que havia comprado, e lhe entregando uma garrafa com água gelada para o mesmo. — Qualquer ajuda é bem-vinda, jovem. - O homem disse emocionado. - Obrigado, Obrigado mesmo, Que deus te abençoe. — Amém. - Yuri sorriu, e pegou sua carteira. - Eu acho que você pode comprar alguma coisa que você precisa. - Entregou parte do único dinheiro que tinha para o homem e ele agradeceu abraçando Yuri, e o mesmo apenas retribuiu de forma carinhosa. — Obrigado, Obrigado. - O homem continuou agradecendo até Yuri ir embora. Não muito distante dali, Yuri pode perceber algumas senhoras entregando panfletos sobre "Deus é amor, venha conhecer o amor de Deus.'', enquanto viam a situação do morador de rua ao seu lado, seus sorriso carregavam claramente falsidade e desprezo. Yuri apenas suspirou irritado caminhando apressado e tratou de chegar logo à escola, assim que chegou pode ver seu amigo Taeyang vestido de forma totalmente arrumada e deslumbrante correndo animado até si, mas quando chegou perto Taeyang acabou caindo de cara no chão, entretanto levantou sorridente e abraçou Yuri. — Você veio! - Taeyang falou animado. — E você caiu. - Yuri ditou rindo baixo. — é que o mundo não aguenta o meu brilho, então sempre tenta me derrubar. - O acastanhado falou se gabando. — Autoestima é tudo, né? - O moreno o respondeu brincalhão. — Aish, esquece isso e vamos entrar. Você tem que participar da reunião do time de basquete, vai ser uma reunião em conjunto com o time de líderes de torcida. - Taeyang falou animado e começou a puxar Yuri para dentro da escola. — Você voltou para o time de torcida? Achei que você tinha dito que não precisava mais disso, tinha desistido e voltaria aos estudos. - Yuri relembrou da fala de seu melhor amigo. — Quem te disse isso foi o Taeyang mais novo, a muito tempo, você está agora falando com o Taeyang mais velho e maduro. - O garoto afirmou divertido. — Tae... isso foi na sexta-feira. - Yuri o lembrou. — Blá, blá, blá. - Taeyang gesticulou com a mão uma boca. - Enfim, você falou com aquela pessoa que eu te mandei o número? - o perguntou. — Não, eu já disse que não preciso disso. - O moreno respondeu revirando os olhos. — Eu já disse que sim. Três palavras: Precisa de terapia. - O acastanhado respondeu de forma objetiva. - Você precisa ir lá, Yu, vai te fazer bem. — Se eu fosse você eu iria. - Ethan falou assustando Yuri. - Vai te fazer bem. - Ditou de forma simplista ignorando a feição de Yuri que perguntava: "Como você apareceu do meu lado de repente?" — Yu? Você está bem? - Taeyang perguntou preocupado percebendo a feição de seu amigo. — e-estou, não foi nada. - Yuri o respondeu envergonhado. — ah, lembrei, você não pode ir a terapia, né? seus pais não deixam... - Taeyang ditou de forma triste, mas sorriu em seguida. - Mas você já tem 18 anos, você não pode ir sozinho? — Não, Tae, por mais que por lei eu seja um "Jovem-adulto", para terapia ou atendimentos do tipo preciso de uma permissão de um responsável, pois a maioridade para isso legalmente aqui é 19 anos. - Yuri o respondeu de forma preguiçosa. - é tipo fazer tatuagem, que tem uma burocracia danada só para fazer algo que você quer ou precisa. — aaah, que bad. - Os ombros de seu amigo caíram com desanimo. — Talvez ano que vem, Tae. - Yuri ditou e Taeyang assentiu. — Mas e seus pais? eles já pararam de ser um pé no saco? - Taeyang perguntou curioso. — Você sabe que não, semana passada eles passaram uma noite inteira me xingando e brigando comigo apenas por eu ter dito "merda". - Yuri suspirou. - Eles falam que eu não era nem um pouco gentil, e como eu sou filho deles eu preciso sempre falar coisas boas e maravilhosas. — Seus pais são muito hipócritas, eu não gosto deles, só porque você falou merda eles te xingam e te apontam como erado? Sendo que eles estavam te xingando! - Taeyang exclamou irritado. - Nossa, Já não basta eles terem ligado para a polícia dizendo que eu tinha sequestrado você, sendo que eu só te levei no shopping para comprar seu presente, olha... - Taeyang não conseguiu nem terminar de falar. — Olha pelo lado bom... eu não precisei me afastar de você igual a última vez. - Yuri tentou apaziguar a situação. — Isso porque eu precisei denunciar os seus pais por homofobia. - Taeyang me olha. - Eles são loucos, quererem me afastar de você por eu ser gay e "afeminado". - Taeyang suspirou e ajeitou se paletó decorado com paetê azul narval, e a barra de sua calça que combinava com o paletó. — Não precisa se preocupar, Tae, eles nunca mais falaram de você ou me pediram para acabar com nossa amizade. - Yuri mentiu para o mais novo tentando o acalmar. O mais novo entre eles assentiu, e logo chegaram no estádio fazendo Yuri olhar para todos ali com tédio. Odiava essas reuniões de segunda, principalmente na segunda, mas ao menos ele não precisava assistir a primeira aula, e ouvir sua professora chata de coreano passar enormes textos para ele copiar, ler em voz alta e tentar explicar algo que nem mesmo havia entendido. Taeyang já sabendo como seu amigo era, escolheu um dos lugares do fundo e deixou a sua mochila sobre seu colo para seu amigo deitar e dormir. E então Yuri apenas deitou a cabeça no colo de Taeyang e adormeceu assim que começou a ouvir o líder do time de basquete falar.
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