A mãe olhou com ternura para a filha e, percebendo o brilho de curiosidade nos olhos dela, sorriu e começou a explicar: — Maris… quando Allan Kardec perguntou aos Espíritos Superiores: “Deus é infinito ou limitado?”, a resposta foi direta, porém profunda: “Infinito em todas as Suas perfeições.” Ela tocou de leve no coração da filha, como se plantasse uma semente: — Mas o que significa isso na prática? Que Deus não tem princípio e nem fim. Ele não é como nós, que nascemos e morremos. Ele não é como o tempo, que corre em linha reta. Deus é. Ele sempre foi e sempre será. E essa infinitude se manifesta em tudo: no amor, na justiça, na bondade, na sabedoria, na misericórdia, na criação. Maris escutava, encantada. A mãe prosseguiu: — Deus é infinito em justiça, o que quer dizer que Ele vê

