Assim que o detetive saiu, Drew ficou parado por um momento diante da porta, como se precisasse reorganizar os pensamentos antes de dar o próximo passo. Caminhou até a sala e chamou calmamente: — Pode servir o jantar, por favor. A governanta, atenta como sempre, assentiu com um leve sorriso e seguiu para a copa. Minutos depois, a refeição foi servida na sala de jantar — sopa leve, pão quentinho, chá de camomila... tudo preparado com cuidado. Drew sentou-se à mesa em silêncio. A cada colherada, a mente repassava os acontecimentos como um filme sem pausa: a traição de Brittany, o sofrimento de Patrick, o colapso de Maris, a dor da filha, o susto do atentado, o nascimento dos netos, o renascimento de laços... Ele não comentou nada. Apenas comeu em silêncio. Quando terminou, tirou do bolso

