Patrick sentou-se à mesa com o cenho franzido. Louis já chegou rindo, como sempre, e Harry vinha logo atrás, mexendo no celular. — E aí, senhor coração inquieto — provocou Harry, puxando a cadeira. — Como está sendo a convivência com a nova assistente? Patrick pegou o copo de água, bebeu devagar e tentou disfarçar. — Tranquilo. Louis gargalhou. — Tranquilo? Você quase rosnou pra mim hoje de manhã só porque eu brinquei com ela! — Você passa dos limites, Louis — retrucou Patrick, sério. — Ela é nossa funcionária. Minha assistente. E é filha do Francisco. — Sim, sim… — disse Louis, erguendo as mãos como quem se rende — e tem pernas que desafiam a gravidade e um sorriso que parece pedir perdão antes mesmo de fazer alguma coisa. — Louis... — avisou Patrick, num tom grave. Harry não agu

