— Chefe! O rato principal tá querendo vazar pelo bueiro! — o Coveiro gritou do meio do tiroteio, a voz rouca rasgando o barulho das rajadas enquanto ele apontava o cano quente do fuzil na direção de um sedã blindado escuro. O carro tava cantando pneu, tentando furar o nosso cerco por uma rua de terra lateral, levantando uma cortina densa de poeira sufocante e destruindo, sem dó, as barracas de fruta dos moradores que tavam no caminho. — É o tal do Capitão, o cabeça da milícia aqui do setor. Se esse desgraçado sumir na rodovia, a gente perde a melhor parte da diversão. Eu senti um estalo violento no meu pescoço, aquela veia da têmpora pulsando no ritmo frenético das explosões que tomavam conta do centro de Nova Iguaçu. Um sorriso doente, psicopata, de quem já vendeu a alma pro inferno há m

