— Vamos lá, meu pequeno patrão. Vou preparar sua dose de leite antes que tu resolva interditar o apartamento e chamar o sindicato. Caminhei em direção à cozinha parecendo o Corcunda de Notre Dame depois de levar uma surra. Olhei pro lado e vi o contrato do Dr. Gustavo em cima da mesa, brilhando como uma barra de ouro. A dor nas costas até deu uma trégua quando lembrei que aquela era a minha carta de alforria, minha passagem de saída desse ovo de dois cômodos. — É, bebê... aproveita esse tapete duro hoje, porque em breve a gente vai estar dormindo em colchão de gente rica em Nova Iguaçu, com ar-condicionado no talo e tudo — falei, pegando a mamadeira e começando a sacudir o leite com a habilidade de quem já fez isso mil vezes no escuro. — Mas se tu pular na minha barriga lá também, eu te

