CAPITULO 2 - DIA HORRIVEL PT2

1222 Words
CONTINUAÇÃO Lembro como se fosse hoje quando ele voltou pra casa eu jurava que ele ia me bater por que a casa tava meio bagunçada, achei que estaria bêbado e furioso por mais alguma coisa que eu não tenha feito, mas não, ele chegou super sóbrio com um ursinho de pelúcia e um sorriso no rosto dizendo que agora as coisas iam melhorar, pedindo desculpas, que ele tava ganhando muito mais dinheiro... como se um dia tivesse parado de ganhar, e eu realmente achei que ele tava falando a verdade e que era dess empresa que ele tinha mas sei lá parecia ter alguma coisa mais macabra por trás disso que até hoje não sei o que é, mas na época eu toda boba né fiquei feliz por que finalmente ele ia parar de me bater, só que não foi isso que aconteceu. A mesma cena se repetiu e desde esse dia era um tapa, um soco, chute e depois vinha com um ursinho pra me 'alegrar'; ele brigava quando fazia alguma arte de criança e quando não fazia nada além de existir, entao eu vivia um dia de cada vez sonhando com o dia que ele ia me tratar como gente de verdade, eu sonhava que isso um dia fosse acontecer até hoje após essa merda de ligação. Ele saiu por um tempo e chegou em casa algumas horas depois mas não falou nada, ate achei que ele tinha comprado alguma coisa pro meu dia especial, isso mesmo meu aniversario de 25 anos, e mais uma vez como em quase todos os outros anos ele simplesmente entrou pro quarto e se trancou, alguns anos ele ate falou comigo mas foi pra me mandar fazer comida, lavar ou limpar algo. Depois de eu ter faxinado a casa inteira no meu dia especial eu parei pra descasar, tomei um banho e sentei no sofa esperando feito uma tola a hora que ele pudesse vir me desejar os parabens, aqui em casa eu nao tinha acesso a televisao por que ele sempre tava com o controle e nao tinha celular por que ele proibiu, entao a unica coisa que eu podia fazer para me intreter era olhar o ceu que estava mudando para chuvoso e pensar como seria minha vida se eu nao morasse mais aqui, eu estava no mundo da lua quando senti um puxao no meu braço e minha pressao caiu ficando tudo preto pelo susto, foi ai que com a voz dele eu voltei a mim. Luis Lucas - arruma suas coisas que em amanhã bem cedo você vai pra um leilão comigo. Juliana - que leilão pai? ___ me fiz de burra pensando que o que eu ouvi cedo podia ser mentira Lucas - o sua burra, acha que eu nao vi que voce tava acordada mais cedo? Vou te leiloar e alguns donos dos morros estaram na plateia e espero que o felizardo pague uma boa grana por voce então se arrume por favor. Juliana - ah tá não fiquei nem doida eu ein, leiloa voce mesmo, ate parece que eu tenho cara de objeto. Lucas - pelo visto a sua boca ja melhorou ne? quer outro soco? Escuta aqui garota eu preciso que você se vista amanha de uma maneira apresentavel e arrume suas coisas, vou te mostrar pra eles e logo fazer os lances, amanha vai ser o dia que você vai ter um novo lar. __ tudo bem que eu pensava em sair daqui, mais assim nao era uma opção. Juliana - o senhor bebeu ? Apresentável? Se eu quisesse isso eu até perguntava com que roupa né por que desde a época do ronca que eu não compro roupa. Lucas - garota não me obrigue a ir aí e te arrastar pelos cabelos ate seu quarto, mexe essa b***a logo que amanha eles vao gostar de ver ela. Juliana - porco nojento __ falei meio baixo rezando pra ele nao ouvir, na minha boca ainda tava os pontos da outra vez que eu respondi ele e nao queria aquele medico tarado colocando a mao na minha boca e na minha coxa e me custurando dinovo, por sorte meu pai sempre tinha negocios com ele e eu nunca precisei pagar ele daquele jeito sabe. Sai bufando da frente dele e entrei pra dentro do meu quarto ja chorando, me sentei na cama e nao parava de pensar: "como ele podia fazer isso comigo?" Eu sei que sou filha dele e que se eu nao obedecer eu levo uma surra, mas eu não sou uma propriedade que pode ser vendida ou leiloada pra quem dá mais. Eu podia acreditar que isso tava acontecendo de verdade, até ele vim no meu quarto e ver que eu ainda nao tinha feito nadida de nada e tava sentada, entao ele me arrastou pelos cabelos e me jogou no chão, pegou meu braço com força e me empurrou no guarda roupas e repetiu berrando e cuspindo na minha cara ' amanha as 18:30am eu entro por essa porta, esteje pronta p***a e espero que a casa esteja limpa ja que voce nao vai mais estar por aqui ' e assim eu fiz por que nao queria ficar mais sem um tufo de cabelo e consequentemente no dia após meu aniversario eu fui arrastada para um galpão onde tinha vários homem feios e ridículos babando na minha pessoa. Parece que meu pai tinha me feito de oferenda pro capeta, por que o tanto de Belzebu e tinhoso que tinha eu acho que ele só encontrava por aquelas bandas viu, uma pena que nem a noite esconda essas cara horrorosas. Pelo que eu ouvi meu pai falando com o socio dele parece que la no meio tinha um conhecido dele que tinha contratado alguns serviços do meu pai e era pra ele me dar o lance campeão, mas meu pai era sacana e queria que todos os donos de morro conhecessem ele pra futuramente também contratar o trampo dele e por isso espalhou o leilao por mais morros que o combinado com esse "colega" dele, por isso estava ali bem uns 10 cara com seus sub's, só acho que eles eram tão sem nação quanto meu pai por estarem aqui e parece que nao sabiam a atrocidade que estavam cometendo. Olho ao redor e cada um com a cara mais feia que a outra, e de todos que eu olhei tinha um ali que me chamou a atenção, era um garoto praticamente, pelo menos a cara era, mas pra ser um dono de morro no mínimo ele tinha que ter uns 25 ou 30 anos, o que parecia ser mesmo. Ele nem me olhava direito, tava toda hora de cabeça baixa, parece que nem ele mesmo queria estar ali, ele deixou o cara que tava com ele me observar e decidir se eles iriam participar dessa barbárie assim como os outros. Eu só queria ir embora dali, sair correndo, fugir do meu pai e nunca mais ver ele, eu queria ser livre e não sei quando vou conseguir isso por se depender dele eu vou sair de cárcere privado pra uma garota que esses traficantes usam e abusam até não servir de mais nada. É isso, esse é o resumo mais cumprido que eu pude te dar, agora é esperar a minha sentença.
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