Cap. 3

1912 Words
Oriana Ela acordou vestindo jeans boca de sino, uma simples camiseta fácil de vestir, seu corpo ainda doía da noite passada ou, realisticamente, algumas horas atrás. Era quase duas da manhã quando ela havia voltado para o quarto, e não tinha ideia de quanto tempo ela e Slade tinham tido relações sexuais um com outro. Embora tenha durado mais do que ela pensava. Ela estava certa de que o tinha levado de volta ao quarto antes da meia-noite, porque sabia que precisava de um sono decente para a longa viagem de hoje. Mas no final, ela só conseguiu ter cerca de quatro horas e meia de sono. Ela ainda estava cansada, mas não podia mostrar para ninguém. Ela tinha descido aqui sem acordar Slade de propósito, estava um pouco desconfortável, e só conseguia atribuir isso a como a última r************l da noite tinha ficado mais intensa lá no final. Aquele garoto ou homem — ela deveria dizer agora, ele tinha 18 anos agora. Parecia ter algumas necessidades sexuais reais a serem saciadas, necessidades alfas sangrentas. Ele poderia ir sem parar por horas, mesmo embriagado. Embora ela não tivesse sido melhor, mesmo sendo sua primeira vez, isso não a impediu de rolar pelo chão da suíte com ele. Sua própria necessidade de satisfação assim que tudo começou, também estava alta. Ela sempre havia se negado a ficar com alguém. Ela nunca saiu com ninguém, não precisava de nada e******o acontecendo, ou seu pai e o Alfa Roman achando que ela não estava pronta para ser a Beta, e namorar, ao invés de treinar, faria exatamente isso. Então ela sempre se dedicou aos estudos e ao treinamento da unidade alfa, isso era tudo. Agora, esse pequeno problema, ela não queria nem precisava que alguém achasse que algo estava errado com ela esta manhã, e andar tinha sido realmente desconfortável para ela. Então ela fez o seu caminho para baixo depois de um longo banho; embora não tivesse ajudado. Ela tinha descido antes de todo mundo de propósito. Quando o Alfa Roman perguntou onde Slade estava, ela já estava sentada à mesa do Alfa, com o café da manhã na frente dela. Ela olhou para ele e afirmou: “Provavelmente ainda está dormindo.” Ele resmungou, e ela o viu se comunicar mentalmente com seu filho para fazer ele acordar e descer as escadas. Ela viu os olhos de Slade se moverem em direção a ela enquanto ela puxava a cadeira para ele, como sempre fazia. Ele estava realmente olhando para ela esta manhã, algo que ele normalmente não faria. E uma parte dela se perguntava se ele se lembrava da noite anterior, embora ela desconfiasse muito disso, ele tinha bebido muito álcool de lobo, mais do que ele normalmente beberia. Provavelmente ela também, e foi assim que os dois acabaram nus. Ambos estavam apenas bêbados, e todas as inibições haviam desaparecido. Ela não se deixaria abalar pelo olhar ou pelas palavras dele, apenas respondeu, como sempre fazia. Ela poderia ser toda Beta o tempo todo e ignorar a maioria das coisas, não se exaltava facilmente na maioria das vezes. Se ela fizesse isso, Hayden estaria no hospital da alcateia com muita frequência. Esse garoto sempre estava provocando-a, sobre ser uma Beta fêmea, e como isso era inútil para a alcateia, porque ela eventualmente se acasalaria fora da alcateia em algum momento, e deixaria essa alcateia sem uma Beta. Ele constantemente dizia para ela apenas renunciar para que ele pudesse assumir o cargo. Ela muitas vezes queria socá-lo em seu lugar. Ela era a Beta por direito de nascença, e ele era o segundo, no entanto, ele tinha começado a andar por essa alcateia como se fosse o próximo Beta, nas últimas semanas, desde que seu pai tinha começado a treiná-lo separadamente para ser um Beta. Ele nem sequer tinha idade suficiente para assumir o cargo ainda, tinha apenas 17 anos e meio. Ela queria estrangular seu pai e sua mãe por terem tido um filho apenas seis meses depois que ela nasceu. Ela até sabia por que tinham feito isso, porque ela era uma menina e, na opinião deles, um Beta de alcateia deveria ser um garoto. Que absurdo! Ela podia se virar muito bem e, de fato, se virava sozinha. Estava lá enfrentando os solitários quando atacavam a alcateia, participava da patrulha de fronteira como parte de seu treinamento, sua Loba, China, era uma excelente lutadora, grande e forte como um Lobo Beta deveria ser. Entravam e lutavam como o restante da unidade fazia. Nada as impedia. Ela se levantou da mesa e levou seus pratos para a área de limpeza, entrou na cozinha e pegou a comida preparada para a viagem para que não tivessem que parar para comer e atrasar a viagem. Era uma caixa térmica cheia de comida, bebidas e lanches. Ela levou para o carro. Não era novinho em folha, na verdade, era o carro antigo de sua mãe, algo para Ori dirigir por dois anos e então, aos 20, ela teria um carro novinho em folha. Seu Nissan Juke estava no estacionamento, onde ela o havia deixado há alguns dias. Ela entrou nele e franziu a testa, o banco estava recuado e ela teve que ajustá-lo para a frente para alcançar os pedais, só ela dirigia. Já era dela há duas semanas, ninguém além dela dirigia. Ela inspirou fundo e quase rosnou ao sentir o cheiro de seu irmão, Hayden, lá dentro. Isso não podia ser algo bom. Ela o levou para a frente da casa da alcateia, como era de se esperar dela, para buscar o Alfa, e pegou a maleta dele. Ela a viu perto da porta da frente e a puxou para fora enquanto gritava: — Slade, temos que ir! — Pela casa da alcateia. Ela sabia que a audição alfa dele pegaria suas palavras. Ela estava fechando o porta-malas após guardar a bagagem, quando ele saiu pela porta da frente, junto com seu pai, o pai dele e Hayden também. Anders, seu pai, desceu as escadas em direção a ela, seguido por seu irmão. — Agora, Ori, você sabe que essa viagem é importante. Direto até lá, levar Slade na hora e inteiro. Depois direto de volta, você está no relógio. Dirigir longas distâncias como essa é uma das coisas que uma Beta precisa ser capaz de fazer. — Eu sei, ter as horas difíceis e manter-se alerta, focada. — Ela afirmou. — Isso mesmo. Eu vou estar cronometrando você... nem um minuto a mais das 13 horas que te dei. — Trânsito? — Não é meu problema, você tem que se virar por conta própria. Estou te dando 1 hora para paradas e abastecimento. É isso. Ela concordou, sabia que não haveria margem para acidentes de trânsito ou obras na estrada. Ela tinha que ser capaz de pensar rápido e resolver os problemas para chegar ao seu destino e voltar a tempo. — Você estaria melhor se eu fosse quem o levasse. — Hayden declarou. — Deixe pra lá, filho. Ela olhou além de seu irmão e para Slade. — Você vem ou vou deixar você aqui, Slade! — Ela gritou, sabia que o relógio que seu pai a colocou já estava contando. Segundo ele, sentia ela sair da alcateia, e ele estaria sentindo isso. Assim como seu retorno. Slade desceu as escadas relaxado como sempre fazia, o maldito homem era irritante nos melhores momentos, ele estava testando a paciência dela, e ela tinha pouca paciência neste exato momento. Ela ainda estava dolorida da noite anterior, e não sabia exatamente como ficar sentada por tanto tempo iria ser. Ela, na verdade, estava mais confortável em pé. Ele entrou pela porta que ela estava segurando aberta para ele, como suas funções de Beta ditavam que ela deveria fazer. Regras malditamente antiquadas. Ela a fechou assim que seus pés entraram, e contornou o carro para entrar ao volante. Rangeu os dentes contra a sensação desconfortável de estar sentada, ela ainda doía na região. Ori se moveu um pouco e olhou para seu pai quando ele disse: — Ori, não estrague isso. Ela apenas assentiu, seus olhos se moveram para o irmão, e ela viu um sorriso de escárnio em seu rosto, então estreitou os olhos para ele, e esse sorriso desapareceu no instante em que seu pai se virou para olhar para o próprio filho. Ela se afastou da casa da alcateia mais do que irritada, ela também conseguia sentir os olhos de Slade sobre si, enquanto virava da estrada principal e rumava para o lugar de Lindal, estacionando o carro na frente. — Fora. — Ela murmurou percebendo a sobrancelha arqueada de Slade. — Porquê? — Ele perguntou. — Porque Hayden fez algo com meu carro para garantir que eu não chegue a tempo. Vamos trocar de veículos. — Ela disse a ele. — Por que ele faria isso? — Por que você acha? — Ela perguntou de volta enquanto saía, se comunicando mentalmente com Lindal, pedindo para emprestar o carro dela para a viagem. A mulher respondeu com pleno divertimento: “Isso será desconfortável para Slade.” “Ele que aguente.” Se ela estava desconfortável por algo que nem mesmo ele se lembrava, então ele também poderia estar. — Quer que eu dê uma olhada nisso? — Ela perguntou enquanto saía de casa segurando suas chaves, e a porta da garagem dela se abriu. — Claro, coloque fora da vista também. Ela tirou a bagagem de Slade e a comida, e as colocou no banco de trás do Mazda 3 de 2015 de Lindal. Era um carro bem menor, e ela viu Slade finalmente sair do dela e dizer: — Eu não vou entrar nisso. — Sim, você vai. Entre, senão vão perceber que algo está errado. Todos sabem quanto tempo leva para chegar ao portão da frente. Isso é o orgulho e a alegria de Lindal, não há nada de errado com isso. — Tem um motor novinho em folha e tudo mais. — Lindal sorriu para ele. — Não vai quebrar. Ele só estava parado olhando para ele com uma ruga na testa. — Entre, ou Hayden será seu Beta. — Ela murmurou. Ela o viu suspirar e finalmente entrar no carro. Sua altura de um metro e noventa e seus ombros largos não combinavam com o carro, mas era um veículo muito bem equipado, parecia novinho em folha. O pai de Lindal era o mecânico da alcateia, este carro provavelmente era o mais confiável de toda a alcateia. Ela sabia que Slade tinha uma caminhonete própria, para se adequar ao seu corpo muito maior, mas Lindal era de constituição esbelta, não era uma guerreira ou nem mesmo estava treinando para ser. Ela estava seguindo os passos de seu pai, indo trabalhar nos carros da alcateia ao lado dele. O carro de Lindal também não a incomodava. Ori tinha um metro e setenta com um físico atlético, ela não queria ser uma loba toda musculosa, e, na verdade, não gostava muito desse visual. Ela malhava e estava em forma, tinha um abdômen definido, mas não pretendia aumentar a massa muscular. Ela tinha sangue Beta puro correndo em suas veias, não precisava ser grande e volumosa para ser forte e feroz, isso vinha com sua linhagem. Ela também sabia que isso seria útil mais tarde na vida. O inimigo a veria, uma Beta fêmea, com um corpo esbelto, e pensaria que seria fácil de derrubar, quando, na verdade, não era.
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