Cap. 4

1991 Words
Slade Ele conseguia sentir Hayden no carro, percebeu quando ela saiu dele. Slade respirou fundo para sentir também, era fraco, mas, sim, era possível senti-lo. Não havia sido assim da última vez que ela o havia levado no carro dela. Ori, ele sabia, agora tinha um carro há duas semanas, e aquele garoto agora tinha um carro próprio, um Jeep Wrangler; era o que o garoto queria mesmo. A questão era porque podiam sentir aquele garoto dentro do carro dela? Ele franziu a testa e saiu. Ela havia dito que ele havia sabotado o carro dela; seu próprio irmão faria isso, iria tão longe para conseguir a posição dela como o futuro Beta da matilha? Slade sabia que a rivalidade existia entre os dois, mas sua escolha era clara para todos verem. Ori era sua Beta preferida, e sim, ele ouviu, não só de seu próprio pai, mas também do pai dela, discutindo a ascensão da futura Beta. Que quando ele estivesse de volta do Colégio Alfa, Hayden teria 18 anos e meio, idade suficiente para assumir o papel de sua futura Beta. Ele teve que sentar e ouvi-los debater sobre isso às vezes, ficou bem longe. Eles conheciam seus pensamentos sobre o assunto. Eles o trouxeram para a sala, apenas para que ele pudesse ouvi-los falando sobre quem era a melhor escolha. Ele também acreditava que eles ouviam Hayden falando sobre como Ori provavelmente se acasalaria fora da matilha, então era melhor colocá-lo como o futuro Beta da matilha assim que ele completasse 18 anos. Slade tinha a opinião de que Ori poderia fazer com que qualquer companheiro que ela tivesse viesse estar com ela nesta matilha. Ela era a futura Beta, sua segunda no comando, e ele não a via renunciando a essa posição para qualquer velho lobo que a cheirasse. Se ela atraísse um Companheiro Alfa e fosse ser uma Luna de uma matilha, então, sim. Mas qualquer outro lobo, mesmo Alfa classificado, se não fosse o Alfa real de uma matilha ou o herdeiro futuro de uma matilha, então ela poderia tê-lo para vir para esta matilha. Ficar como seu Beta. Foi o que ele disse a eles e isso, tanto quanto ele estava preocupado, era o fim disso. Dando ao seu pai e ao dela, por falar nisso, algo para pensar, embora ele tenha recebido um olhar zangado e aborrecido de Hayden, quando ouviu a opinião de Slade sobre o assunto. Agora isso? Ele se apoiou no carro dela enquanto esperava por ela e Lindal pararem de falar, e a viu colocando suas coisas naquele carro. Ele não estava feliz com isso, não ia ficar nada confortável em um Mazda 3, não importava o quanto ele fosse personalizado. Ele era muito grande e de ombros largos, voltar para pegar o Audi seria uma opção melhor. Ele poderia dirigir até lá, e ela poderia dirigir de volta, apesar de não poder. Era seu dever levá-lo até lá e na hora certa. Ela tinha regras reais do próprio pai, e ele sabia disso. Ele entrou no carro pequeno. Ela estava certa: se não saíssem desta matilha nos próximos cinco minutos, seu pai quereria saber por quê. Aquele homem sabia quanto tempo levava para sair do território da matilha. Poxa, aquele homem até havia dirigido até o Colégio Alfa onde Slade estava frequentando e voltando, sem parar, exceto para abastecer. Foi assim que ela conseguiu aquele limite de tempo de 13 horas de ida e volta; o homem estava testando a resistência de sua filha e sua capacidade de ficar acordada e alerta. Ori se encaixava em todos os testes que lhe eram dados, completava-os sem reclamar, porque ela queria sua posição como a Beta da matilha, e ele sabia disso. Sabia que ela também queria provar que poderia merecer isso, não apenas herdar por direito de nascimento. Da mesma forma, todos os desafios irritantes e, na opinião dele, desnecessários de seu pai. Ele ainda não havia visto Hayden ser submetido a nenhum. Aquele garoto, se fosse mais velho do que Ori, não teria que passar por nenhum obstáculo, subiria de patente de acordo com as leis padrões da matilha, de Beta para Beta. Ori passava por maus bocados porque era uma garota, e todos sabiam disso. Três minutos depois, eles saíram da matilha e dirigiram para longe, ele a viu se mexer desconfortavelmente no assento várias vezes. Sabia que ela geralmente não era uma pessoa agitada ao dirigir, estava realmente relaxada atrás do volante. Tinha tido aulas aqui na matilha desde os 15 anos, como todos faziam. As leis dos lobos eram diferentes das leis humanas, e todos precisavam ser capazes de dirigir, e bem, até completarem 18 anos, caso fosse necessário em emergências. Sua mente voltou para seu quarto, quando a viu se mexer novamente pela sexta vez, como ele se sentia, o que cheirava ao acordar, nada além de Ori. — Está dolorida? — Ele perguntou casualmente enquanto inclinava um pouco o banco e tentava se acomodar melhor. Não havia espaço suficiente para suas pernas se esticarem aqui como em seu carro, ou no dela. — Não, por quê? — Ela respondeu, mas parecia um pouco na defensiva para ele. — O que aconteceu ontem à noite? — Ele perguntou, mantendo-se o mais casual possível. Até fechou os olhos e apoiou a cabeça no encosto como se estivesse relaxado. — O que você quer dizer? — Ela perguntou. — Acordei nu no chão da minha sala. — E daí? Não é normal para você? — Ela murmurou. — Não, eu gosto da minha cama. Além de estar nu, minhas roupas estavam espalhadas e... bem, um pouco rasgadas. O único cheiro que eu senti lá foi o seu. — Sim, e daí? Fui eu quem te levou bêbado para casa. — Minha nudez. — Ele perguntou simplesmente. — Por que me perguntar sobre isso tudo? — Ela questionou de volta, e ele pôde ouvir a carranca em sua voz. — Estou curioso, você estava lá, Ori, então responda à pergunta. Meu quarto meio que… — Como ele poderia dizer isso sem chocar a mulher? E agora ela era uma mulher, não uma garota mais, ela havia completado 18 anos dois dias depois dele. — Estava, digamos, como se eu tivesse tido r************l com alguém. Os móveis estavam fora do lugar. Ele pôde sentir os olhos dela sobre ele agora, e houve silêncio por 10 segundos. — E o que você acha exatamente? Que nós ficamos juntos? — Ela debochou, soando completamente divertida para ele agora. — Não ficamos, apenas para você saber. Você estava muito bêbado. — Hum… isso não significa que eu não poderia ter relações sexuais. — Não estou dizendo isso. — Ela deu de ombros enquanto olhava para ele. — Então por que evitar me contar o que aconteceu? — Você realmente quer saber todos os detalhes chatos de eu te levar para o seu quarto, tão bêbado que precisa que eu preencha as lacunas para você, né? — Me faça o favor. — Ele assentiu. — Certo, é bastante chato, porém. Eu arrastei seu traseiro pesado de volta para o seu quarto, e enquanto eu tentava te levar pela porta, você tropeçou nos seus próprios pés, me derrubou junto. Acabei debaixo de você. Você ainda achou muito engraçado. — Ele a viu balançar a cabeça. — Eu te empurrei de lado, e você me disse, e aqui cito: “Você vai sentir minha falta, Ori, enquanto eu estiver fora”, todo carinhoso. Isso fez seus olhos se arregalarem, ele agora estava franzindo a testa para ela e murmurou: — Duvido seriamente disso. — Ah, e o que você se lembra para me refutar? Eu não estava tão bêbada quanto você. Mais do que um pouco tonta, isso era certo, mas não bêbada como você estava. — Como se eu fosse dizer isso, você não é uma garota para mim, Ori, apenas minha Beta e nada mais. — Ele murmurou. Ele viu a mandíbula dela se tensionar enquanto ela olhava para a estrada, e viu seus nós dos dedos brancos no volante. — Então você começou a rasgar suas roupas, mesmo enquanto eu tentava te colocar na cama. Você tropeçou de novo perto da mesa de centro, e me derrubou pela segunda vez. — Tive que lutar para tirar seu traseiro de cima de mim. Você ainda estava tirando suas roupas e falando sobre como sentiria falta da minha b***a nua e sexy. Eu dei um soco em você, e você apagou no chão. Deixei sua b***a nua onde você desmaiou no chão da sua sala. Fim. Qualquer coisa que tenha acontecido depois que eu saí, é com você. Você e eu, nada aconteceu além de tombar algumas vezes, você estava desmaiado quando saí do seu quarto. Ele captou o leve tom de sua voz. No início de sua declaração, ela estava irritada por ele afirmar que ela não era uma garota para ele. Ele a havia insultado, e ele sabia disso, mas realmente não se lembrava de todos os detalhes que aconteceram em seu quarto, ou a maldita garota também. Apenas sabia que havia uma. O restante de sua declaração tinha sido toda sarcasmo, especialmente quando ela havia dito “minha b***a nua e sexy”, e ele ainda não sabia o que pensar, mas a forma como ela estava desconfortável, sentada ali no banco do motorista, ele sabia que poderia ser muito agressivo na cama, muito exigente na satisfação de suas próprias necessidades, especialmente quando bêbado, ele perdia o controle quando estava bêbado. Ele ainda estava confuso, virou-se e olhou pela janela. Ele sabia que Ori nunca teve um namorado também, então apostaria que ela ficaria desconfortável depois de uma noite de s**o bêbado com ele, e ele faria, apesar de dizer a ela que não a via como uma garota, ele realmente a enxergava como uma garota, e uma que ele queria puxar para a cama. Mas não poderia tocá-la, nunca. Seria possível que, em seu estado muito bêbado, ele tivesse dito a ela o que sentia? Que ela sentiria falta dele, porque ele sentiria falta dela? Ele realmente não se lembrava, mas era possível e, quanto mais pensava nisso, mais acreditava. Uma noite de bebedeira com sua Beta. Diabos, ele sabia que se algum dia conseguisse fazer aquela garota ir para a cama dele, ele a teria por horas e horas. Ela era mais do que atraente para ele, incrivelmente sexy, e tinha o corpo perfeito, era completamente do seu tipo. Não que ele jamais deixasse isso transparecer — ele sentia atração por ela. A questão agora era: como ela reagiria se tivessem ficado juntos em um estado de embriaguez? O que, se tivessem, provavelmente teria sido tudo o que era, e se isso tivesse acontecido, ela claramente se lembrava. Também teria sido a primeira vez dela. Aquela ideia não era muito agradável, embora ele tenha se inclinado para trás na cadeira mais uma vez quando algo o atingiu. Ele precisava de um minuto para pensar sobre aquela ideia. — Vou dormir até chegarmos lá. — Ele disse a ela. — Vá em frente e faça isso. — Ela murmurou. — Tenho um monte de fêmeas alfas fogosas para t*****r por um ano inteiro. — Ele disse, só para ver qual seria a reação dela. — Tenho certeza de que todas elas vão adorar sua b***a nua e sexy. — Ele não precisou olhar para ela para saber que ela rolou os olhos ao dizer isso. Seu tom negava suas palavras, ela soava entediada para ele, não irritada. Ele se acomodou no assento e tentou lembrar exatamente o que havia cheirado naquela manhã: seu cheiro, isso era definitivo, era suave, mas estava ali, o que indicava que ela tinha saído do quarto horas antes dele acordar. Também não havia mais nenhum cheiro de excitação. Novamente, o que significava que ela havia saído horas antes de ele acordar.
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