The Rain

4107 Words
Uma das características do rei Niall Horan era justamente o fato de ser um homem racional, resolvia seus problemas baseando-se na lógica e no bom senso. Talvez Ares tivesse escolhido Mércia da mesma forma que escolheu Esparta, séculos atrás, e por isso seu rei era respeitado e temido pelos inimigos. Niall não era nem de longe um homem mau, não tinha crueldade dentro de si, mas também passava longe de ser um homem passional e emotivo. As constantes guerras para proteger seu reino custaram boa parte de seu coração bondoso e, apesar de não ser frio como uma pedra, também não deixava as pessoas se aproximarem com muita facilidade. Mas havia uma pessoa capaz de derreter seu coração e fazê-lo baixar a guarda de sua armadura e jogar a espada longe do alcance de suas mãos. Josh Devine era o Comandante do Exército de Mércia e não pensaria duas vezes antes de morrer por Niall se fosse preciso, não somente porque era seu rei e ele lhe devia lealdade, mas porque o amava tão intensamente que era capaz até mesmo de guardar todo esse amor para si, pois via o coração do rei como algo inalcançável, não tinha esperanças que Niall o visse com outros olhos, e mesmo assim preferia não tê-lo como homem a perder a amizade que tinham. Devine não sabia, mas seu amor era sim correspondido. Niall, por não saber lidar com absolutamente nada que envolvesse sentimentos, não se abria e achava que estava confundindo a amizade e admiração profunda que tinha por Devine, com amor. Não, não poderia ser. E, mesmo se fosse, não seria apropriado. O que Niall realmente precisava era de uma mulher que lhe desse filhos, e precisava o mais rápido possível, pois o tempo estava passando e sua juventude também. Pensou em Harry e no que havia acontecido em seu aniversário e viu aquela mesma pressão para encontrar uma rainha crescendo dentro dele, caindo pesadamente em suas costas. Achava que Liam acabaria casando-se com Gemma mais cedo ou mais tarde e que era muito provável que Zayn fizesse rainha uma plebéia qualquer, pois queria ter completo controle de suas riquezas e não estava disposto a casar-se com uma nobre que pudesse lhe passar a perna. Niall estava em seu quarto tentando dormir, mas não conseguia. Não sabia exatamente de onde aquela insônia estava vindo, mas achou que poderia andar pelos arredores do castelo, talvez seu corpo cansasse e ele pudesse voltar para o quarto e descansar. Era verão e automaticamente a noite estava agradável. Voltou a vestir suas calças e botas, usava uma fina blusa vermelha que mostrava parte de seu peito que sustentava um colar feito com uma tira fina de couro e a ponta de uma flecha de prata. Obviamente o Comandante Devine estava fazendo a guarda na porta do quarto de seu rei junto com outro cavaleiro da guarda pessoal de Horan. Assim que o rei abriu a porta para sair, olhou Josh e fez um sinal com a cabeça para que o Comandante o seguisse. Os dois andaram pelo corredor escuro e Josh pegou uma das velas que iluminavam para seguir Niall até onde ele quisesse ir. — Está tudo bem, Majestade? — Devine perguntou cuidadoso, não sabia se deveria perguntar ou não. — Não consigo dormir. — Niall respondeu assim que os dois chegaram em uma varanda aberta na torre oposta de onde os quartos do castelo ficavam. A noite tomava conta de todo o reino e quase não se via ninguém pelas ruas da aldeia. Niall recostou-se na beirada da varanda sentindo apenas o vento fresco e quase imperceptível tocar seu rosto. — Algo o incomoda? — Devine perguntou quando o silêncio de sua armadura barulhenta se fez presente. Ele parou perto da porta da varanda, como se quisesse vigiar caso alguém aparecesse. — Muitas coisas. — Horan respondeu suspirando. Estavam de costas um pro outro, mas tinham quase uma sintonia mágica de sempre saber no que o outro estava pensando. Josh calculou que talvez Niall não quisesse conversar e ficou em silêncio. Alguns grilos cantavam noite adentro e Horan, por força do hábito, percebeu que o castelo de Harry era muito bem guardado por muitos soldados e aparentemente seu povo sentia-se seguro, pois parecia que todos estavam dormindo em suas casas, sem quaisquer preocupações. Niall virou-se de costas para a aldeia e encarou Devine que guardava a porta como bom soldado que era. — Josh. — Ele chamou e, com a postura perfeita de um soldado, Devine virou-se para encarar seu rei. — Pois não, Majestade? — Pensa em se casar? — Não era bem dessa forma que Niall tinha planejado perguntar e, pela clara surpresa do outro, ele não esperava ouvir aquilo também. — Penso. — Devine respondeu, baixando os olhos, como se Niall realmente tivesse o poder de ler com quem ele realmente gostaria de passar o resto da vida. — Por que a pergunta, Majestade? — Acha que devo me casar? — Niall não respondeu o motivo de ter perguntado aquilo porque não prestou muita atenção. Suas vozes naquela varanda eram a única coisa que chamava a atenção dele, fora os olhos desviantes de Devine. — Majestade, és rei. Pode fazer o que quiser. — Josh respondeu sincero. — Sua monarquia concede-lhe a vantagem de não se curvar a ninguém. Decides o que achas melhor que seu coração determine. — Corações não tomam boas decisões, Josh. — Niall voltou a dar as costas ao homem. — Minha cabeça é que faz as escolhas corretas. — Às vezes, não se trata de fazer a escolha correta, Majestade. — Josh respondeu sem pensar. — Mas sim de fazer o que o faz feliz. Ao ouvir aquilo, Niall encarou o homem novamente. Para um Comandante de um exército, que matava inimigos sem sentir qualquer tipo de culpa e estava acostumado a servir simplesmente, aquela era uma resposta que Horan jamais pensou que ouviria. Franziu o cenho e retribuiu o olhar de uma maneira diferente e teve certeza de que estava apaixonado por aquele homem. — Peço perdão se falei demais, Majestade. — Devine ficou ligeiramente assustado com o silêncio e a clara falta de resposta do rei e desviou o olhar. — Está tudo bem. — Horan suspirou pensando mesmo que agora estava com sérios problemas amorosos, ele não fazia ideia de como lidar com aquilo. — Vou tentar dormir. — Ele disse rapidamente e passou por Josh, que o seguiu, andando a passos largos de volta a seu cômodo. Devine voltou ao seu posto original pensando no que tinha acabado de acontecer. Arrependeu-se de ter parecido tão sentimental naquele momento e teve medo que Niall não tivesse gostado do que ele falou, não ficou muito claro para ele o que o rei estava pensando. Teve medo de ter perdido naquele momento a conexão que tinha com Horan e entristecer-se foi inevitável. ~x.x~ No quarto do rei Harry, Louis estava em pé perto da cama pensando no que estava acontecendo. Estava mesmo sonhando ou estava, de fato, em pleno quarto do rei? Sentiu uma ansiedade tomar conta de si mesmo enquanto olhava toda aquela riqueza e luxo ao redor do cômodo. Estátuas, cálices, muitas jóias, a coroa do rei sobre um módulo redondo, as cortinas não cobriam a janela aberta e a cama era tão grande que ele nunca imaginou ver algo como aquilo simplesmente para uma pessoa dormir. Styles fechou a porta e acendia algumas velas. Dispensou seus empregados e seu ajudante pessoal, queria ficar sozinho com Louis. Percebeu que ele não estava se sentindo confortável e, mesmo com o olhar, tentou acalmá-lo. O rei se aproximou dele, tocando seus ombros de leve, não queria assustá-lo mas podia ver em seus olhos o quanto Tomlinson estava nervoso. — Louis… — A voz do rei era um sussurro e ele tocou o rosto do ferreiro com carinho. — Nesse lugar do castelo, eu sou Harry apenas. Não sou seu rei, sou seu igual. — Styles explicava com calma. — Não estou impondo que esteja aqui, não é uma ordem, nada vai lhe acontecer se quiser ir embora. A porta não está trancada. — Eu quero estar aqui, Majestade. — Louis disse verdadeiro, porém nervoso. — Então pare de me chamar assim. — Styles sorriu tranquilo e Louis respirou fundo. — Estou explicando porque sei que o conceito existe, mas nesse quarto não há pesos de coroas ou soberanias. Não é porque sou rei que saio impondo para as pessoas que durmam comigo. — Entendo… — Louis aos poucos ia ficando relaxado. — Mas eu quero estar aqui. Não acho que tenho obrigação de estar porque vós sois meu rei, mas porque quero sentí-lo dentro de mim… — Tomlinson sentia os lábios do outro se aproximando. — De todas as formas… — Ele sussurrou por último e logo voltou a beijar aquela boca que pouco lhe importava se era da realeza ou não. Enquanto abraçava Styles e o tocava de formas que sabia que poucos poderiam tocar, criava um laço que sentia que seria quase inquebrável. Louis era um homem devoto dos deuses, mas não acreditava que os reis eram de fato seus representantes fora do Olimpo, porém enquanto abraçava Styles, sentiu como se estivesse sendo beijado pelo próprio Apolo em pessoa. A boca de Harry passeava pelo pescoço de Tomlinson que não lembrava-se de algum dia ter ficado tão e******o como estava. Estava com pressa, mas Harry não parecia querer ir a lugar nenhum. Quando sentiu as mãos de Louis ávidas para tirar suas roupas, o impediu com um sorriso de canto. — Calma. — Ele pediu percebendo que Louis estava respirando ofegante. — Me deixe olhar pra você, quero sentir cada parte sua nas minhas mãos… — Harry começou a tirar a roupa do ferreiro devagar, olhando todas as partes do corpo dele. Tirou sua blusa e beijou seus ombros e seu peito, apertou sua cintura e suas costas. Sentiu seu cheiro e Louis apenas fechou os olhos para aproveitar concentrado o momento. Styles desceu com a boca por sua barriga, circulou seu umbigo com a língua e finalmente começou a tirar as calças rústicas e nada bem cuidadas que Tomlinson vestia. Colocou-o sentado na cama e tirou suas botas, sorriu ao ver o m****o dele completamente duro, como se estivesse orgulhoso de si mesmo por ter conseguido deixar Louis e******o daquele jeito. Devagar e mostrando que não havia motivos para apressarem nada, o rei colocou o m****o de Louis em sua boca e começou a chupá-lo devagar, quase torturando-o. Louis conseguia sentir a textura da língua e da boca quente do outro, não entendendo como ele sabia exatamente como fazer aquilo, pois era exatamente do jeito que Tomlinson gostava. Harry então segurou nas coxas do outro, dobrou seus joelhos sobre a cama e levantou seu quadril, Louis então sentiu Harry separando suas nádegas e passando a lamber sua entrada, como se tivesse tentando penetrá-lo com a própria língua. O ferreiro gemeu alto, nunca havia sentido aquilo e Harry a cada momento, mais e******o, pensando que provavelmente seus guardas do lado de fora podiam ouvir Louis. O rei passou um bom tempo dando prazer ao outro com sua boca, queria satisfazê-lo de todas as formas, queria demonstrar o quanto o queria. Já Louis, quando viu que acabaria gozando a qualquer momento, puxou Harry pelos cabelos longos para que ele parasse. — Também quero olhar pra você. — Tomlinson disse com a voz arfante. Harry sorriu entendendo que realmente, naquele momento, ele faria qualquer coisa para satisfazer aquele homem. — O que quer que eu faça? — O rei perguntou levantando-se, ficando em pé perto da cama entre as pernas de Louis, que ajeitou-se sentado, como se fosse um espectador de algum tipo de espetáculo. — Tira a roupa pra eu ver. — Louis sorriu mordendo os lábios olhando Harry perfeitamente vestido com suas melhores roupas. Ainda usava a capa vermelha e os sapatos com um salto baixo. — Estás acostumado às pessoas vestindo e despindo-te… Quero ver você fazer isso sozinho. — Louis complementou e Harry abriu o sorriso pensando que realmente aquilo deveria ser excitante. Assentiu com a cabeça que faria e então, com cuidado e lentamente, desprendeu a capa vermelha dos ombros, deixando-a cair sobre seus pés. Ele tirou as ombreiras da armadura, as luvas e abriu o colarinho da blusa que vestia, fechada com tiras de couro trançadas. Demorou mais do que poderia e apenas via os olhos de Louis quase não piscando. Tirou a blusa revelando a pele branca e a barriga marcada por músculos levemente definidos, Harry usava o cós da calça baixo, era feita de couro e, praticamente de maneira torturante, desamarrou cada tira de couro que prendia a calça em seu corpo tão lentamente, que Louis teve que se segurar para não pôr as próprias mãos e livrar Harry logo daquele pedaço de couro. O rei tirou os sapatos e as calças deixando-os no mesmo lugar em que ficaram. Estava completamente nu em frente à Louis e o ferreiro sentiu-se privilegiado, sentiu-se especial por estar vendo aquele corpo como se o próprio Apolo encarnado estivesse ali, brincando com sua sanidade mental. Harry mantinha os anéis e as pulseiras e correu os dedos pelos cabelos de Louis, massageando sua cabeça antes de mostrar o que realmente queria. Sentado, Louis olhou pra cima e encontrou os olhos verdes de Harry mais escuros, cheios de luxúria, desejo, ele passou a língua pelos lábios antes de começar a falar. — Abra a boca. — O rei disse assim que viu que Louis direcionou o olhar para seu m****o, já perto do rosto dele. Harry não precisava nem pedir, era exatamente o que Louis estava prestes a fazer.  Tomlinson chupou o m****o duro do rei com fome, como se aquilo fosse alguma espécie de fonte que o mantinha vivo. Não sentia mais nenhum tipo de nervosismo, não tinha medo ou receio daquela i********e que crescia entre os dois. Nunca antes tinha sentido tanto prazer em simplesmente dar prazer a alguém daquele jeito que parecia tão certo, as coisas fluíam naturalmente entre os dois, era quase inexplicável como pareciam ter esperado a vida inteira para, finalmente, encontrarem-se e completarem-se. Harry sabia que iria gozar a qualquer momento, não só por Louis estar chupando-o daquele jeito, mas também pelo conjunto de coisas que haviam acontecido até ali. Tirou seu m****o da boca do outro e o beijou imediatamente. Ajeitou-se na cama por cima dele e enroscaram-se entre pernas e lençóis, em busca de descobrir um ao outro, descobrirem o que gostavam e o que queriam um do outro. Styles não teve medo ou pudores na hora de enterrar seu m****o dentro de Louis, calando seus gemidos entre beijos enquanto movimentava seu quadril de forma ágil para dentro dele. Louis sentia os cabelos de Harry sobre seu rosto e o suor começando a brotar em suas costas, nuca e pescoço. Ao mesmo tempo que sentia o rei mover-se dentro dele, as mãos gigantes de dedos longos do rei começaram agora a masturbá-lo habilidosamente. Louis não estava pensando em nada que não fosse naquilo, em sentir de uma vez todas as sensações que percorriam seu corpo, o peso de Styles sobre seu corpo, empurrando-se e violando-o da maneira mais íntima que alguém poderia fazer, despertavam no ferreiro um sentimento explosivo, enquanto que Harry esqueceu-se por um momento que estava em seu quarto e sentia-se no próprio Olimpo. Como se numa confirmação alucinante de Zeus, um trovão no céu bradou com força no momento em que os dois gozaram. A luz azulada dos raios no céu iluminaram o quarto e uma ventania entrou pela janela. Nada daquilo distraiu os dois, que apenas concentraram-se no próprio orgasmo, cobertos de esperma e suor, sem a menor intenção de moverem-se nem que uma guerra começasse em algum lugar de Wessex. A chuva começou fraca, mas logo já tomava força. Os trovões no céu era altos, assustadores e algo completamente incomum. Não costumava chover naquela época, era verão e as noites andavam agradáveis. Harry apenas levantou-se de onde estava para fechar a janela, pois a chuva estava começando a entrar em seu quarto. — O que está acontecendo? — Louis perguntou virando a cabeça na direção da janela. — Não sei exatamente… — Harry riu fechando a janela com força, mais uma chance para Louis admirar os músculos das costas e braços do rei. — Zeus está furioso por alguma razão. — O rei acrescentou, voltando à cama ligeiramente molhado pela chuva que acabou tocando-o. — Você está bem? — Estou. — Louis respondeu recebendo Harry em seus braços, o rei pousou a cabeça no peito do ferreiro. — Só me assustei. — Você está seguro comigo. — Harry disse um tanto quanto manhoso, sonolento. Adorava o sol e o verão, mas a chuva secretamente o acalmava, gostava de ouvir o barulho. Louis passou uma das mãos pelos cabelos umidos de Styles, sorria sem se dar conta, mas não escondia a curiosidade e aflição que começou a sentir no momento em que teve receio que aquela noite seria a única, que não haveriam outras e que, por mais especial que tivesse sido, Louis tinha que admitir que não conhecia aquele homem direito. Apesar do rei nunca ter tido a mesma fama que outros reis, como Zayn por exemplo, Styles nunca havia cortejado nenhuma moça ou rapaz, mas sabia de alguns que haviam passado a noite com ele. Tomlinson queria afastar aquele pensamento, mas estava difícil não pensar. Lembrou-se da moça loira bonita que havia visto naquele dia. — Majestade… — Ele disse baixinho, com medo que Styles já tivesse pegado no sono. — Está dormindo? — Não, mas eu vou parar de responder a você se continuar a insistir em me chamar dessa forma. — Harry mantinha os olhos fechados, fez Louis rir e realmente não levantou a cabeça pra falar com ele. — Certo… Harry. — Louis disse achando graça de si mesmo. Não era difícil, mas era estranho. — Sim? — Styles ajeitou-se na cama, apoiando o cotovelo nos cobertores e segurando a cabeça com uma das mãos. Acariciou o peito de Louis enquanto olhava em seus olhos azuis. — Aquela moça que chegou com os Lordes… — Louis disse ficando mais sério. — Quem é ela? — Ele perguntou sem querer parecer intrometido, o rei deu de ombros. — Nem eu sei, Louis. — Ele respondeu despreocupado. — Aqueles homens não me inspiram a menor confiança e raramente meu instinto sobre as pessoas está errado. — O que eles querem? — Louis franziu o cenho. — Que eu me case com ela. — Harry não tinha problemas em falar sobre o assunto, não o incomodava, pois tinha certeza que aquilo não iria acontecer de nenhuma maneira. — Eles dizem que minha mãe fez uma promessa que me casaria com a filha da feiticeira que me curou quando eu era bebê. — A Feiticeira de Nortúmbria? — Louis quase deu um pulo da cama. — Então ela é real? — Louis, acalme-se. — Harry o tranquilizou, voltando a tocar seu peito fazendo-o deitar-se de volta na cama. — Eu sinceramente não sei se as história desses reinos são verdade, eu mesmo tenho minhas dúvidas. — Minha mãe me contou todas as lendas de Nortúmbria. — Tomlinson lembrava-se ainda de algumas. — Althea. — É, esse é o nome dela. Eles dizem que Zeus se enfureceu com ela e mandou um raio que a matou. — Styles contou a história como se não acreditasse muito naquilo, mas Louis, por algum motivo, sentiu que deveria ser mesmo verdade. — Ela usava magia obscura para conseguir suas curas. — Louis comentou lembrando-se que sua mãe conhecia bem as histórias. — Os deuses se enfurecem quando tentamos impedir o destino que nos dão. As Moiras não gostam que se metam em seu trabalho. — Tomlinson falava sobre as três irmãs Moiras que, dentro da mitologia, teciam o destino dos mortais e decidiam quando cada um morreria. — Louis, esqueça isso, certo? — Harry massageou as têmporas. — Provavelmente estão aqui atrás de dinheiro, esses reinos não são ricos. Sei que vão tentar nos associar com eles, não acredito que nada disso seja verdade. — Harry realmente estava despreocupado. — Certo, eu não quis aborrecê-lo. — O ferreiro se desculpou recebendo um beijo do rei. — Não, você não me aborrece. — Styles disse voltando a sorrir. — Venha, vamos descansar. — O rei ajeitou-se na cama, colocou-se atrás de Louis abraçando-o pelas costas, puxou um dos cobertores para que cobrissem ambos e acariciava seus ombros e suas costas, fazendo com que ele adormecesse logo. A chuva, no entanto, parecia longe de cessar. ~x.x~ Liam acordou no meio da noite, pelo barulho dos trovões. Ainda estava na cama de Zayn e viu que o moreno igualmente perdeu o sono. Malik estava na janela olhando a chuva agressiva batendo no vidro grosso, pareceu estar com o olhar longe, não prestando atenção no que acontecia à sua volta. — Zeus… — Liam disse sonolento ouvindo os raios iluminarem o céu. — E Poseidon. — Zayn complementou e então, levantando-se, Liam olhou cuidadosamente para onde Malik também olhava. O quarto de Zayn tinha vista pro mar de Wessex e era impossível não notar que estava agitadíssimo, formando ondas assustadoras, como se a chuva se misturasse ao oceano e a cor do céu juntasse o mar num infinito azul escuro. — O que está acontecendo? Por que os deuses estariam furiosos? — Liam chegou mais perto da janela. — Algo me diz que isso tem a ver com aqueles Lordes e a promessa da rainha Anne. — Zayn disse sério, afastando-se da janela. Tanto ele quanto Liam ainda estavam nus no quarto. — Acredita naquilo? — Payne seguiu os passos do outro, estavam frente a frente perto da cama. — Não sei o que pensar. — Zayn disse suspirando e não deixando de se preocupar com as consequências de seu próprio reino quanto àquilo. A última coisa que ele precisava era irritar Dionísio. O silêncio se fez entre os dois e claramente Liam podia ver que Zayn estava incomodado com tudo aquilo. Provavelmente não dormiria mais depois que a chuva começou, afinal, de todos os reis, Zayn provavelmente era o mais devoto ao Olimpo. Os olhos castanhos de Zayn estavam fixos nos de Liam e, por um segundo, mesmo sem dizerem nada, ambos pensaram que a fúria dos deuses se devia ao fato do que os dois tinham acabado de fazer. — Quer falar sobre o que acabou de acontecer entre nós? — Liam começou a conversa e viu Zayn sorrir de canto. Payne podia jurar que ele até estava sem graça. — Não quero que fique se gabando, saiba que você não tem méritos de conquista aqui. Eu vim atrás de você, então tecnicamente, você não me convenceu a nada. Além do mais… — Cala a boca, Payne. — Malik interrompeu o outro rindo. Liam falava sem parar, mais para convencer a si mesmo de que não, não havia caído nos encantos de Malik, fora Zayn quem cedeu. — Você não vai contar a ninguém o que acabou de acontecer. — Liam disse firme, mesmo com Zayn tocando-o novamente, segurando em seus ombros e, aos poucos, enroscando-se no pescoço do rei de Kent. — Tudo bem. — Malik concordou sem dar muita importância. — E foi a única vez. — Payne continuou mesmo não conseguindo resistir ao fato de Zayn estava novamente beijando-lhe o pescoço e lambendo seus ombros. — Certo.. — Ele concordou segurando o riso. — Isso não vai voltar a acontecer. — Payne continuava explicando, mas abraçando o outro pela cintura. — Estou falando sério. — Estou vendo. — Zayn riu colocando uma de suas pernas entre as de Liam. — Eu vou pro meu quarto agora. — Liam dizia, mas sem tirar as mãos no outro, apenas sentindo a boca de Zayn passear por seu peito. — Ninguém está te impedindo, Payne. — Malik disse sussurrando entre beijos e mordidas leves nos m*****s de Liam. — Eu estou falando sério, eu vou ir. — Liam gemeu quando sentiu Zayn descendo com a boca por sua barriga e coxas, até ficar de joelhos na frente dele. — Ok. — Zayn respondeu sabendo muito bem que Liam não estava indo a lugar nenhum. — Foi apenas uma noite e… — Mas antes que ele pudesse continuar a frase, fechou os olhos sentindo Zayn engolir seu m****o novamente. É, aparentemente, Payne não estava mesmo indo a lugar nenhum naquela noite.
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