Os dias seguintes foram uma mistura de ironia, sarcasmo e uma tensão que crescia a cada instante. Leticia acordava cedo, preparava o café e deixava tudo pronto na cozinha. Enzo aparecia sempre atrasado, com aquele ar debochado, como se fosse um convidado na própria casa. — Café sem açúcar? — perguntou ele, ao provar a primeira xícara. — Se quiser doce, vá atrás da Olivia. — retrucou Leticia, sem levantar os olhos. Ele riu, provocador. — Sempre com respostas afiadas. É por isso que eu não me canso de você. Durante o almoço, a cena se repetia. Enzo pedia pratos elaborados, e Leticia servia apenas o básico. — Só arroz e frango? — reclamava. — Se quiser banquete, contrate um chef. Eu não sou sua empregada. — dizia, firme. — Gostava mais de você quando era minha dama de companhia. — pro

