Só porque é você

1627 Words
Depois daquele dia ela sumiu. Dias passaram, pensei que ela havia viajado ou mudado. Mas ela deve morar neste lugar há muito tempo. Eu que sou nova por aqui. Meus amigos e ficantes vêm de perto do centro para me ver. Muito embora, eu já tenha um grupo exclusivo aqui, é que em lugrres como este, somos minoria e precisamos nos unir. Mas voltando ao sumiço da Simone, realmente achei que eu havia feito algo de muito errado. Fiquei com esse sentimento até encontra- lá no mercado. _ Olá _ cheguei com cautela. _ Oi _ pareceu irritada. _ Você sumiu. Está tudo bem? _ Eu estive fora _ havia uma barreira tensa entre nós _ Problemas pessoais. _ Eu gostaria de te ajudar, se eu puder? _ Como você poderia me ajudar, ou ajudar à qualquer um? Você nem trabalha. _ Você acha mesmo isso? _ Acho. Vejo você o dia todo em casa e quando sai, vai passear. _ Como eu arranjo dinheiro para passear? _ Sei lá. Suas amantes te bancam. O meu sangue subiu na última frase dita por ela, respirei fundo para não brigar. Algo aconteceu com ela, algo muito grave. Parecia outra pessoa, uma pessoa muito machucada. _ Você não acha isso. Só quer me ferir porque você está ferida. Tudo bem, Simone. Precisamos conversar. Não concordou nem refutou. Apenas terminou de fazer compras. Eu acompanhei fingindo um interesse pelo conteúdo do meu carrinho que não existia mais. No caixa, o seu cartão foi recusado e eu paguei para ela. Estava envergonhada e ferida, agora. Entrei na sua casa para ajudar com as compras. Não tinha energia elétrica na casa, foi cortada. Coloquei as sacolas que trouxe sobre a mesa e fiquei frente a frente com ela. _ Pode me dizer o que está acontecendo? Me abraçou e começou a chorar. O tempo em que esteve fora, foi para cuidar do pai internado. Todo o dinheiro da família foi usado para pagar o hospital e o enterro e ainda deviam outro montante. Trabalhar era inútil, pois não conseguia mais se manter com o seu salário. Ainda tinha a morte do seu pai. _ Deixa eu cuidar de você? _ seu olhar veio para o meu _ Eu não posso resolver todos os seus problemas, mas posso ajudar a encontrar uma solução. Acho que minha proposta foi muito r**m, porque ela começou a chorar mais ainda. Acabou pegando algumas coisas e indo comigo para minha casa, por conta da energia elétrica. Fiz o jantar enquanto ela tomava banho e se instalava no meu quarto para passar a noite. No decorrer da noite nunca vi ninguém tão silencioso. Liguei a tevê numa série bem água com açúcar que eu achei que ela gostava e fingi interesse nas imagens da tela. Logo, ela também estava assistindo, mas eu assistia a ela. Seu corpo começou a curvar e foi quando fiz deitar a cabeça em meu colo. Penteava o seu cabelo liso com os meus dedos. Senti meu celular vibrar e comecei uma longa conversa de negócios. Os olhos castanhos curiosos procuravam pelo meu rosto vez ou outra. _ Estou atrapalhando a sua ficada de hoje? _ ciúmes camuflado em brincadeira. _ Você é a minha ficada de hoje _ declarei e continuei digitando. _ Conversa fiada! _ tomou o celular da minha mão e começou a rolar a conversa _ O que é isso? _ É a proposta de um trabalho _ peguei meu celular de volta e continuei a conversa. _ O que você faz? _ Ganho dinheiro _ soei simples. _ Claro. Mas o que você faz para ganhar dinheiro? _ O que me propõem. _ Tipo o que? _ Geralmente, faço projetos. _ Que tipo de projeto? _ Projeto de idéias. Você já deve ter tido uma ideia. Me diz qual foi? _ Uma vez pensei que seria uma incrível evolução se pessoas deixassem o seu WiFi com acesso livre. Todos teriam WiFi onde quer que fossem e ninguém precisaria pagar para a operadora por internet móvel. _ É uma ideia excelente. Se você me contratasse, eu trabalharia essa idéia para você. Pesquisaria o que há a favor e contra em todos os âmbitos legais, físicos, virtuais e etc. Entregaria para você o projeto detalhado dentro das normas em troca de um pagamento e uma comissão em cima do lucro e verba agariada. Mas acho que ele só geraria a falência das operadoras móveis. _ Parece complicado. _ É um pouco. Às vezes viro a noite, mas compensa. _ Que faculdade você fez? _ Não acho que existe uma faculdade para isso. Mas alguns cursos voltados para administração, marketing, pesquisa de mercado, captação de recursos e claro que ter informática é imprescindível. _ Você não parecia ser tão esperta. _ E você faz o que? Além de vender maçãs do amor. _ Sou professora de português para alunos da graduação. _ Você deve ganhar bem pouco. Sei que deve ser uns dois a quatro mil para professores graduados. Mas acredito que você não entra nesta categoria. _ Realmente não. _ Existem outros ramos profissionais para alguém altamente letrado. Posso listar isso para você. _ Sou o seu novo projeto? _ Você é o meu projeto há muito tempo _ sorri. Ganhei um beijo nos dentes de surpresa. _ Eu não devia ter saído daquele jeito, na última vez que estive aqui. Eu queria ficar. _ Eu sei. Mas você está aqui agora e nada mudou. Você fica comigo se quiser e só rola o que você tiver vontade. Estou apaixona por você. Beijou meus lábios e sentou no meu colo. Entrei com a língua entre os seus lábios e busquei a sua língua para chupar, enquanto minhas mãos apertavam o seu bumbum. A lembrança da nossa última noite me causou uma onda de t***o. Fui entrando com as mãos na sua camisola, passei pelo seu corpo até encontrar os s***s soltos e macios, Girei os polegares nos b***s sentido endurecer sob o meu toque e me concentrei neles. Um gemido abafado escapou da sua boca na minha. Desci uma mão para o meio entre as suas coxas abertas ao meu redor. Deslisei os dedos pela f***a entreaberta, sob a calcinha. Ela suspirou. Continuei deslizandos os dedos ali, enquanto nos beijamos e meu polegar movia o bico do seu seio em uma deliciosa fricção. Um gemido mais expressivo escapou entre suspiros. Sua respiração estava alterada. A impaciência a fez tentar tirar a calcinha, mas levei a sua mão de volta ao meu ombro e voltei a acariciar as partes mais sensíveis da sua v****a. Senti o tecido úmido e comecei a desenhar círculos em seu c******s, ainda sob o tecido, mas eu sei bem onde fica o centro de prazer dele e nem o fino tecido entre o meu dedo e o meu objetivo vai atrapalhar, muito pelo contrário. Aumentei a fricção por um tempo. O espaco de tempo em que o seu corpo se prepara para o grande momento em expectativa crítica e finalmente curva corpo apertando sua pélvis sobre os meus dedos e estremece no a ápice do prazer. Parou tudo, mas a sua v****a se move em espasmos molhados. Simone se afastou dos meus lábios, incerta. Observou por um instante, me olhou nos olhos. Deve pensar, é só isso?. A fiz deitar na cama tirei a sua calcinha. As pernas fechadas indicando insegurança. _ Você não acha que acabou, né? _ Eu já gozei. _ A segunda é sempre melhor. Abriu as pernas e eu voltei a explorar sua maciez, estava muito molhada e a carne sensível ainda trêmula. Penetrei dois dedos e procurei o ponto certo, movimentos de vai e vem concentrados alí. Surpresa e um gemido. Ela achou mesmo que não ia sentir mais prazer porque gozou. Tenho algumas novidades para você. Vai gozar para mim até não poder mais. Se entregou ao prazer em êxtase, logo veio um orgasmo apertando os meus dedos, quente e gostoso. Como não parei m*l os gemidos cessaram, veio outro orgasmo e outro. Tentou tirar a minha mão, mas o quinto orgasmo a impediu. Estava suada e vermelha de vergonha. Achei que deveria parar. _ Você está bem? _ queria entender sua reação. _ Estou. _ Podemos continuar? Achou graça _ O que!? _ Já quer parar!? _ Tem mais? Sorri e desci na cama para alcançar a sua v****a com minha boca. O seu gosto na minha língua acionava todo meu paladar. Seus dedos entraram no meu cabelo. Imaginei o que ela esperava de mim. Continuei a chupar um pouco antes de voltar a penetrar os dedos no mesmo ponto da parede interna da sua v****a. Não demorou até os orgasmos se tornarem contínuos e suas mãos agarrarem a cabiceira da cama. As suas pernas estavam totalmente abertas e a sua linda b****a se esfregava na minha boca em cada ápice. Finalmente a Simone se entregou ao prazer. Será que eu já podia começar com os brinquedos? Deitei ao seu lado e ela me beijou, parecia solenta. _ Você nem tirou sua roupa. _ Eu nem comecei. Você vai ter que comer muito arroz com feijão para me fazer gozar. _ Acha mesmo? Afirmei. Sentou na cama e tirou a minha camisa e o top. Foi distribuindo beijos demorados pelo meu corpo até o limite da calça que tirou, depois a calcinha. Observei ela lidar com a estranheza de um sexo igual ao seu. _ Você sabe o que fazer, eu sei que sabe. Tocou levemente com os dedos antes de chupar o meu c******s. Meu corpo respondeu bem demais porque era ela. Foi tão fácil me dar prazer que ela duvidou que havia conseguido. Puxei o seu corpo para um beijo e desliguei a tevê, dormimos abraçadas e nuas.
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