Cinco anos depois
Cinco anos se passaram desde que eu resolvi ser freira. Desde então venho cumprindo minha missão de ajudar às pessoas carentes, coisa que não pude fazer pelos meus irmãos. Se penso neles? Sim. Todos os dias. E por mais que contratei um detetive para achá-los esses anos todos, eu não fui muito feliz nessa tentativa, e isso me causa uma dor imensa por não saber onde eles estão. Tia Elena foi muito infeliz em ter sumido com eles. À madre superiora até tentou me ajudar, mas nada surtiu efeito até agora. Enquanto isso eu levo à minha vida sem nenhuma pretensão. Sem nenhuma regalias. Eu vivia no convento até hoje e nem pretendia sair dali. Minhas missões era feita em cidades carentes vizinhas e quando acabava, eu sempre voltava para meu quarto que dividia com Brianna. E por falar em Brianna, ela tem se dedicado muito ao seu trabalho de assistente social. Ela se formou para ser assistente social. Minha amiga está se saindo muito bem. Ela traçou seu rumo e está crescendo muito na sua área.
- Irmã Ana? Olho para trás vendo à Irmã Suzanna. Ela chega perto de mim ofegante pela corrida. Que bom que te alcancei. Ela respira fundo buscando o ar.
- Calma, o que houve? Indaguei colocando minhas mãos no ombro dela.
- À Madre Superior pediu para você ficar com as crianças na sala de música hoje. À Irmã Nelva não vai poder ficar com eles hoje. Não está se sentindo bem. Franzo à testa.
- É grave? Indaguei preocupada.
- Não, só uma gripe boba. Ela vai ficar bem. Só que não podemos submeter às crianças à uma virose ou gripe, mesmo porque Londres já vai começar à ficar fria. Nisso ela tem razão. Londres vai entrar na época mais fria de todos os tempos, então temos que tomar cuidado dobrado com as crianças do convento.
- Vou voltar então. Deixa eu ir lá senão aquelas garotinhas ficam atacadas. Saio sorrindo. Às meninas pequenas são muito arteiras. Elas aprontam cada uma.
Chego na sala de música e vejo às pequenas de seis à nove anos correndo. Elas tinham uma agitação anormal. Eu não entendia de onde surgia tanta energia. Mas mesmo assim eu era apaixonada por elas. Por cada uma delas.
- Irmã Ana. Carly vem correndo até à mim. Ela tem quatro anos e toda vez que eu via ela eu lembrava de Rose. Seus olhos pareciam muito com os olhos da minha pequena irmã. Reprimo às lágrimas que toda vez se formava em meus olhos. Por mais que eu seguir em frente, minha vida não era à mesma sem meus irmãos. Sentia muita falta deles e meu sonho é encontrá-los. Não importa o quanto demore, eu sei no meu coração que vou encontrá-los.
- Estou vendo que à bagunça está completa aqui né? Indago pegando à mesma no colo. Ela sorrir com seus pequenos dentinhos.
- Só um pouquinho. Ela fala escondendo sua cabecinha no vão do meu pescoço.
- Sei, mas agora vamos todas sentar e cantar uma música.
- Posso tocar piano com você irmã Ana? Bibiene pede e eu assinto. Eu aprendi muito com elas. Não sabia tocar uma nota de piano e aqui eu pude aprender à tocar. Bibiene é à criança mais doce e mais inteligente que já vi. Ela tem sete anos, e aprendeu à tocar piano aos quatro anos aqui mesmo no convento. Ela é muito esperta para à idade dela.
- Vamos todas sentar aqui para podermos cantar uma música. Bibiene vai me ajudar à tocar. Elas sentam e assim começamos à tocar uma música no embalo do piano. Bibiene tocava divinamente, acabei acompanhando à mesma com Carly no meu colo.
Passei o dia ali com elas. Fizemos diversas brincadeiras e depois fomos todas para o refeitório para comermos. Ajudei às menores com suas comidas. Logo depois arrumei às mesmas para irem para sua aulas. E assim meu dia foi embora. No final do dia, mais exatamente às nove da noite, eu fui checar se cada menina estavam em seus quartos para se recolherem. Acabei indo para o meu depois disso.
Tomei um banho, vestir uma camisola de algodão cumprida. Trancei meus cabelos e antes de me deitar, ajoelhei me no chão. Pedir à Deus pela vida dos meus irmãos, pedi à Deus que algum dia eu pudesse vê-los. Encontrá-los para poder tirar essa dor e tristeza que tenho em meu peito. Chorei mais uma vez lembrando que hoje, Adrian está com sete anos e Rose com quase cinco anos. Ambos não devem lembrar de mim e nem saber que eu existo, porque não duvido que tia Elena nunca disse para eles sobre à minha existência. Se ela foi capaz de me afastar deles, ela para mim teria coragem de tudo. Mas eu não desejo o m*l dela. Espero de coração que ela seja perdoada pelos seus erros e pecados. Oro todos os dias pela vida dela, para que ela esteja fazendo meus irmãos felizes, pois é só isso que peço para eles. que eles sejam felizes, que eles estão felizes. Meu coração doeria mais se soubesse que Elena não fez nada por eles, somente ficou com eles pelo dinheiro de Ray. Acabo minha oração e depois me deito.
O dia amanheceu e a Madre Superiora já estava me esperando para conversar em seu escritório. Me vestir e fui ver o que à mesma queria tão cedo. Deve ser para continuar com as meninas hoje. Espero que à Irmã Nelva esteja melhor. Não por não querer ficar com as meninas, mas sim pela saúde dela. Assim que passo pela sala de jantar, às meninas maiores já estão tomando café da manhã. Dou bom dia e sigo para o escritório da Madre Superiora.
Assim que chego na porta que está fechada, bato na mesma. Escuto um entre e eu abro a porta adentrando. À madre está sentada olhando alguns papéis em sua mesa.
- Bom dia Madre Superiora. Indaguei me posicionando à frente da mesa.
- Bom dia Irmã Ana. Dormiu bem? Assinto com um pequeno sorriso.
- À madre me chamou para ficar com às crianças hoje de novo?
- Não. À Irmã Neiva está bem melhor hoje.
- Que bom!
- Sente-se. Temos muitas coisas para conversar. Franzi à testa me sentando.
- Cometi algum erro, alguma falha Madre Superiora? Pedi tentando lembrar algo que fiz.
- Não. Calma Irmã Ana. Você não fez nada. Desde que resolveu assumir sua postura de Freira, nunca cometeu um erro. Age com seriedade, amabilidade e com respeito com todas nós e os de fora também. Portanto não se preocupe. Nunca achei que você seguiria tudo com tanta veemência.
- Obrigada! Digo e ela assentiu sorrindo. Mas então o que tanto à Madre quer comigo?
- Irmã Ana, como disse, você vem fazendo seu trabalho perfeitamente. Sua generosidade tem transformado muito o lugar. O hospital me agradece todos os dias por você ser voluntária lá pelo menos duas vezes na semana. Eles querem estender isso para três dias, mas não é só isso que quero te dizer. Um orfanato precisa de uma diretora, e eu recomendei você.
- Como? Questionei sem entender.
- É irmã Ana. Um orfanato no centro Bristol, precisa de uma diretora e eu indiquei você.
- Mas eu teria que deixar tudo aqui para ir assumir esse orfanato. Falo me levantando.
- Sim. Irmã, nós não paramos de fazer nosso trabalho. Não nos concentramos em um só lugar. Por isso recomendei você.
- É um desafio e tanto. Não sei se estou preparada para assumir tal lugar. Um frio percorrer meu corpo. Uma sensação estranha, parecendo que algo vai acontecer.
- Está sim e eu confio em você. Seu nome foi o mais citado, e para começar teremos um evento de caridade que vai trazer muitos benefícios não só para esse orfanato, mas para outros ao redor de Londres. Suspiro. Precisamos de você nesse evento.
- Como? Indaguei de novo sem entender o motivo de eu estar nesse evento.
- Você nos representará nesse evento. Você será à palestrante do evento. Fará o discurso de apresentação dos nossos orfanatos. Falará como funciona o convento e os orfanatos ligado ao mesmo.
- Eu não sei se sou à melhor pessoa para falar em público. Digo me sentindo desconfortável com essa responsabilidade. À Madre Superiora sorri para mim.
- Você é sim. Não precisa ficar insegura. Irmã Ana, você é estudada. Fala perfeitamente, coisa que nós freiras mais velhas não temos muito o jeito e nem o dom. Balanço à cabeça em negação. Fique calma, eu vou te ajudar com todo o estudo sobre os orfanatos. E o convento, você já conhece. Não vamos ter problemas. Não se preocupe.
- Quando será esse evento? Indaguei suspirando contrariada. Eu não queria me expor. Já fazia isso andando de lugares à lugares ajudando às pessoas. Participando de ações em comunidades carentes, mas um evento para arrecadar fundo desse proporção, jamais fiz e nem queria fazer. Mas talvez Deus tem algo nos planos dele para me ensinar. Talvez o propósito dele seja bem maior para minha vida. Eu creio nisso.
- Será na sexta feira.
- O que? Eu só tenho dois dias. Afirmo preocupada.
- Não se desespere. Você vai se sair bem e teremos muitas doações para nossos lares.
- Quem mais vai?
- Você e a Irmã Gilda. Vocês duas vão representar nossos orfanatos e conventos. E tudo dará certo Irmã. Não fique temerosa. Você vai se sair bem. E quanto à assumir o Orfanato de Bristol, você fará isso na próxima semana.
- Eu tenho mesmo que ir? Me desculpe madre, mas eu nunca fugir uma ordem sua ou até mesmo dos desígnios de Deus para minha vida, mas eu não quero ter essa responsabilidade tão grande. Nunca me vir assumindo algo assim.
- Mas já se viu comandar uma ala pediátrica inteira.
- É diferente.
- Diferente nada. Você é formada em psicologia infantil. Já vi você dando um show de simpatia e carinho para às crianças que estavam enfermas. Já vi você dormir debruçada na cama de uma criança no hospital porque os pais não aceitaram à doença dela. Portanto não é diferente. Você será uma diretora fabulosa, e conquistará mais crianças do que qualquer outra. Não tenha medo. Você não teve medo de ser Freira, então não tenha medo de assumir uma responsabilidade maior. Somente assinto. Eu não estava esperando isso, mas agora não tinha para onde correr. Vou aceitar meu destino assim como aceitei ser Freira. Como disse antes, Deus tem algo maior para minha vida, senão ele não me colocaria nessa provação.
Agora era pegar todos os dados dos orfanatos e dar o meu melhor. Espero mesmo que eu não estrague à confiança que à Madre Superiora está depositando em mim. Odiaria decepcioná-la. Me levanto e agradeço à madre pela oportunidade, mesmo não estando certa sobre isso.