Ele ainda estava com sua boca grudada na minha. Seus lábios moldavam o meu de uma forma exigente. Sua língua buscava à minha insistentemente e eu acabei dando à ele de bom grado. Eu não sei o que estava acontecendo comigo. Eu estava fora de mim. Estava deixando me levar pelo beijo, pelas mãos dele presas em minha cintura. Eu precisava voltar à razão. Precisava voltar para à santidade que fui designada.
O ar me fez falta e esse era à hora de voltar à razão. Ele não podia me tira do meu caminho, e eu não podia permitir que isso continuasse. Eu não posso continuar no erro. Não posso mais me ver nessa situação. O Empurro e ele me olha sem entender.
- O que foi? Ele indaga querendo se aproximar, mas eu desvio dele.
- Isso não pode acontecer. Você não pode fazer isso de novo.
- Há, droga Anastásia. Parar de querer se esconder atrás desta roupa, da palavra Freira. Ele grita nervoso e isso me assusta.
- É assim que você ver? Assim que você me ver? Que eu me escondo através desse hábito? Ele passa às mãos na cabeça.
- Me explica porque você decidiu ser freira. Você é nova. Tem uma carreira, e mesmo assim decidiu ser freira. Porque?
- Isso não é da sua conta. E se você acha que estou me escondendo atrás dessa roupa, do convento e da igreja, não temos mais nada que conversar. Falo pegando minha bolsa
- Eu quero te mostrar uma coisa. Ele fala pegando no meu braço.
- Eu não quero ver nada e não quero que Sr me mostre nada. Eu vou embora. Por favor não me procure mais. Me deixe em paz. Digo me desfazendo da mão dele na minha.
- Você ainda vai procurar meus imóveis. Ele fala irritado.
- Procure outra pessoa que seja digna da sua confiança. Você não quer uma pessoa que se esconde atrás das roupas ou de qualquer outra coisa. Falo abrindo à porta não dando à mínima para ele. Eu não estou me escondendo atrás de nada. Ele não tem o direito de falar assim comigo.
Fui embora triste. Eu precisava desabafar com alguém, precisava do conselho de alguém. Alguém que não fosse ligado à nada do que eu vivo. Alguém que não fosse apontado o dedo para tudo que eu estou vivendo. Sei que à madre tem razão em dizer que eu estou confusa. Que estou sem saber o que fazer da minha vida, mas eu preciso mais do que isso para tomar minha decisão. Eu tenho que pensar muito. Tenho que tirar essa indecisão e esse aperto no meu peito.
Cheguei no convento e fui direto para meu quarto. Eu não queria falar com ninguém. Não queria que ninguém viesse me perguntar nada. Tomei banho e me deitei. Assim que fechei os olhos ouvir o barulho do celular tocando. Eu sabia que era ele. Porém eu não estava afim de ouvi-lo mais. Não tínhamos o que falar. Me levantei e peguei o celular e desliguei o mesmo. Amanhã irei à empresa dele para devolver isso. Volto à deitar e fecho novamente meus olhos. Amanhã falarei com à Brianna. Ela é minha amiga e ela me entende.
Amanheceu e eu pedir à Madre Superiora para fazer uma ligação para Brianna. Marcamos de almoçarmos juntas em seu apto. Ela teria o tempo livre agora à tarde, então ela estaria disponível para à gente conversar.
Na parte da manhã ajudei às outras freiras com as crianças pequenas. Fizemos algumas atividades com elas e depois arrumamos ambas para irem à escola do convento. Voltei para meu quarto e tomei um banho. Já estava na hora de ir para casa de Brianna. Avisei à madre onde estava indo e ele me autorizou.
Antes de chegar à casa de Brianna, eu passei na empresa do Sr Grey e deixei o Macbook e o celular. Fui embora agradecendo à ela por tudo. Peguei um ônibus de volta para às áreas residenciais de Londres. Estava louca para conversar com Brianna. Ela podia me ajudar à tomar à melhor decisão para à minha vida. Ela poderia me ajudar à enxergar o que eu não estou vendo.
Na casa de Brianna ela me recebeu muito bem. Estava com saudades da alegria dela. Da espontaneidade dela. Quando à conheci gostei dela de cara. Nos demos muito bem.
- Como você está minha amiga? Ela indaga me abraçando.
- Estou bem, quero dizer com uma forte indecisão na minha vida. Ela franze à testa. À madre chamou à minha atenção. Ela me pôs contra à parede. Disse que era para eu escolher continuar ou não com os votos. Sua cara é de confusão.
- Mas porque ela fez isso? Suspiro me sentando. Brianna me acompanha.
- Eu não paro de pensar em um homem que entrou na minha vida para atrapalhar tudo que eu vivi e acreditava. Digo triste.
- Aleluia. Brianna fala levantando suas mãos para os céus. Eu não acredito que isso finalmente aconteceu.
- Brianna? Indaguei chateada com à reação dela.
- O que foi? Ana, isso não é para você, nunca foi. Você enfiou na cabeça que queria ser Freira para fugir da sua vida de antes. Sorrio fraco. O que foi?
- O Sr Grey me disse que eu me escondo nos meus hábitos e na palavra Freira. E agora está aqui, você me dizendo à mesma coisa em outras palavras.
- Sr Grey? Christian Grey?
- Você o conhece? Indaguei me levantando.
- Claro que sim. Quem não conhece o Russo mais bonito do mundo?
- Eu. Nunca ouvir falar dele.
- Presa em um convento e com uma viseira nos olhos, claro que não iria nunca saber de quem se trata. Mas é ele que está em seus pensamentos?
- Sim. Pior que até nos meus sonhos ele tem aparecido e à Madre acabou ouvindo eu falar dele dormindo.
- Ana, na boa. Eu te amo como uma irmã que não tenho, quero dizer, que não sei se tenho já que não sei quem são meus pais. Mas o fato é que eu nunca apoie essa ideia sua de ser Freira, e não via você assim o resto da vida. Escuta à madre e saia disso. Se Liberte. Vai atrás dos seus irmãos.
- Como? Como se eu nem sei onde procurar. Mesmo com o detetive atrás deles, não foi encontrado nada. E outra o que eu vou fazer da minha vida? O que será de mim?
- Vai viver. Vai deixar esses hábitos e vai viver. Vai viver um dia de cada vez. Você tem uma carreira, pode trabalhar nela e não viver mais de caridade. Vai valorizar à sua vida e se o Grey for o homem certo para você, aproveite e viva esse relacionamento.
- Eu não quero nada com ele. O Homem é um arrogante. Ela eleva as sobrancelhas. O que foi? Indago vendo ela me olhar.
- Você está gostando dele, só não sabe disso ainda. Não consegue reconhecer seus sentimentos. E eu não te condeno, porque você viveu anos naquele convento e não sabe o que é amor.
- Brianna, você está enganada.
- Não estou. Você nunca sentiu o que está sentindo. E outra você está confusa. Isso é normal quando você acreditava em algo e está vivendo outra coisa. Seus pensamentos e sentimentos estão confusos.
- O que eu vou fazer da minha vida? Digo colocando as mãos na cabeça mais confusa ainda.
- Já disse. Saia do convento. Tire essas roupas horrorosas, e venha morar comigo. Olho para ela que está sorrindo.
- Morar com você? Indago ainda em duvida.
- Sim. Eu sempre disse que minhas portas estavam abertas para você. Ela fala pegando na minha mão.
- Morar com você, seu cachorro e seu carcereiro. Falo do namorado dela. Ela gargalha.
- Você sabe que ele odeia que você fale assim dele. Mas sim. Tommy te adora e vai te receber muito bem. Temos um quarto pronto para você. Só te esperando.
- Eu não sei.
- Sabe sim. Sabe que tem que tomar à melhor decisão para sua vida, e essa decisão não é continuar naquele convento. Você é do mundo Ana. Sempre foi.
- Mas eu me adequei no convento. Fiz tudo para me manter ali.
- Fez errado. Acredito que se você tivesse saído daquele convento aos dezoito anos, essa hora poderia ter tido outra vida, poderia ter corrido atrás do seus irmãos. Mas sua cabeça dura demais, tomou outra decisão. Desistiu de você mesma. Fico olhando para ela. Não estou falando por m*l. Você precisa pensar na sua vida. E tenho certeza que Christian não vai sair da sua mente e nem da sua vida enquanto vocês dois não viverem algo.
- Que é errado. Ela balança à cabeça em negação.
- Errado foi o que você fez sem se dar uma oportunidade de conhecer à vida aqui fora. Você foi errada em se deixar agir pela dor. Se afundou em um mundo que você não conhecia e nem estava preparada para tal, então parar de pensar demais e venha ser feliz aqui fora. E se Christian não é o homem para sua vida, não se preocupe que aparecerá outros que despertará o amor em seu coração.
- Você faz tudo parecer fácil.
'- E é fácil. À gente que complica. Ela me abraça. Agora vamos comer.
Fomos para mesa. Começamos à comer e à falar do trabalho. Eu estava ainda pensativa. Por um lado Brianna tinha razão. Eu não me dei tempo para pensar. Cheguei no convento com dezesseis anos. Logo falei que queria ser Freira. Eu fiquei tão pensativa neste assunto que não me pus à pensar em outra coisa. Naquele momento era à melhor saída para mim. O melhor remédio para meu coração. E agora eu percebo que tudo que fiz foi afagar à minha dor pela perda em meu coração. Tudo que fiz foi fugir, me esconder como Christian disse. Suspirei. Eu tinha que buscar minha vida de volta. À vida que deixei aos dezesseis anos.
Mais tarde fui embora para o convento. Me despedir de Brianna e ela me fez prometer que eu pensaria com mais carinho em mim, na minha vida. Eu já sabia qual decisão iria tomar. Só estava com medo e assustada que isso poderia me trazer à realidade do que eu fugir durante anos.
Assim que cheguei no portão do convento. Christian estava lá parado. Bufei. Ele não se dar por vencido. Não era possível isso. Ele podia me dar um tempo para pensar. Eu quero esse tempo.
- Estava te esperando. Ele fala e eu respiro fundo.
- O que o Sr quer? Indaguei olhando para ele.
- Te levar à um lugar. Preciso te mostrar uma coisa.
- O que?
- Venha. Você não vai se arrepender. Fico com receio de entrar no carro que está com à porta aberta por ele. Por favor, eu te prometo que não vou fazer nada com você. Eu só quero te mostrar uma coisa. Me dou por vencida e assim entro no carro. Ele fecha à porta e dar à volta para entrar. Logo ele entra e fica me olhando.
- O que você tem para me mostrar?
- Calma. Você vai ver. Porém vai demorar umas duas horas daqui. Franzo à testa.
- Você está me levando para outra cidade? Por acaso achou um local para à fundação ou sua empresa?
- Não. Isso é para e por você e nada haver comigo.
- Não entende.
- Você vai ver. Olho para frente e me deixo ser levada para onde ele quer me levar.
- Me perdoa por ontem. Não foi minha intenção te magoar. Somente assinto. Ele pega na minha mão e beija à mesma. Não gosto de ver você chateada comigo.
- Porque você se importa tanto comigo? Você m*l me conhece.
- Porque eu gosto de você Lyubimaya. Eu não consigo parar de pensar em você. E eu sei. Sei que você é uma Freira, mas eu não tenho culpa dos meus sentimentos. Não tenho culpa de desejar uma Freira. Você não sabe o que eu faria para você não ser uma. Você não tem ideia do que eu faria para não ter nenhum empecilho para te ter nos meus braços.
- Eu prefiro não conversar sobre isso. Vamos deixar as coisas como estão. Ele suspira e vira seu rosto para à janela. Eu não quero falar o que estou pensando para ele. Neste momento quero pensar muito para não me arrepender de nada.
Ficamos calados o resto da viagem. Ele com seus pensamentos e eu com os meus. Chegamos no local era quase cinco da tarde. Estranhei porque se tratava de um parque arborizado. Cheio de árvores em sua extensão e uma pracinha para crianças brincarem. Tinha bancos para se sentar também. Lixeiras. Brinquedos para as crianças, e alguns equipamentos para exercícios de ginástica. Vou andando com Christian do meu lado. Ele não falou nada até agora e eu estou intrigada por está aqui. O que ele quer me mostrar aqui. Paramos em frente à pracinha onde tem várias crianças brincando.
- O que você queria me mostrar aqui? Indaguei olhando para ele. Ele olha para à pracinha e eu acompanho seu olhar.
- Aqueles dois ali. Ele me mostra uma menina que deve ter quatro anos para cinco, e um menino que deve ter seis ou sete anos. Parecem irmãos.
- O que tem eles? São seus parentes? Indaguei olhando para ele.
- Não. São seus irmãos. Olho para frente chocada. Rose e Adrian? Eu não acredito. Meus olhos enchem de lágrimas. Meus irmãos está na minha frente. Não é possível. Vou andando até eles e meu coração começa à bater forte. Eu quero os abraçar e quero dizer o quanto sentir falta deles. Eu os amo muito.