Eu ainda estava olhando para à Madre com medo de ter falado alguma coisa alto pelo meu sonho. Esse homem dominou meus pensamentos e eu não posso continuar assim. Ele não pode fazer isso comigo. Eu estava tão bem, estava como eu queria, e agora esse ser entrou na minha mente que até sonhos pecaminosos estou tendo com ele.
- Irmã? À Madre me tira dos meus pensamentos. Olho para ela que está com uma cara preocupada. Você está bem? Indagou.
- Sim. Desculpe Madre. Digo me levantando nervosa. À Sra deseja alguma coisa?
- Sim. Você está estranha. Cheguei aqui estava soando. Até achei que estava com febre. Dormiu mais que tudo hoje. Franzo à testa. Pego meu relógio de pulso e fico em choque por ver que já são onze horas da manhã. Meu Deus, eu em anos nunca acordei tão tarde na minha vida, não depois de virar Freira.
- Desculpe Madre, eu não sei o que me deu para dormir tanto. Passei da hora. Minto. Perdoa Deus por mentir. Mais um pecado para minha alma.
- Você realmente está bem? Dormiu tarde ontem?
- Estou sim, e não dormir tarde. Ela fica me olhando. Eu vou tomar um banho e já desço para ajudar em algo.
- Tudo bem. Mas você não tinha que procurar mais imóveis hoje para Christian? Bufo.
- Não vai dar. Hoje tenho consultas à tarde com meus pacientes fixos, então impossível. Vou ter que deixar para quinta feira. Ela assentiu.
- Vou deixar você se arrumar. Ela fala ainda me olhando e eu espero que ela não esteja vendo minha alma pecaminosa. Eu preciso realmente me afastar do Sr Grey. Preciso voltar com à minha vida ao normal. Ela sai e eu vou para o banheiro. Começo à tirar minha camisola e depois tiro minha calcinha. Fico abismada como ela está molhada. Eu vou para inferno com certeza. Me ajoelhei ali mesmo no banheiro para pedir perdão à Deus.
Juntei minhas mãos e fechei meus olhos. Pedi à Deus perdão pela reação do meu corpo. Pelo sonho pecaminoso, e que eu iria rezar e jejum todos os dias como forma de penitência para meu pecado. Pedi à ele para afastar Christian da minha vida. Para me livrar de todo pecado que possa aproximar da minha vida. Eu quero continuar na presença dele, e nada vai me tirar do caminho dele.
Peguei minha calcinha e já lavei no chuveiro mesmo. Não queria que nenhuma irmã visse à situação que à calcinha estava. Era uma situação desagradável. Meu corpo não podia está tão afetado por ele. Eu não posso permitir isso.
Depois de um banho bem revigorante e de me arrumar decentemente com meu hábito, eu desci e já fui ajuda no almoço. Depois do almoço eu já iria para o hospital. Então tratei de ajudar e de colocar tudo na mesa para todas comerem. Eu me retirei, porque seria meu jejum. Farei isso para me livrar do pecado da Carne.
Fui chamar à madre Superiora. Entrei em seu escritório que estava com à porta aberta. Ela estava já de pé. Tenho certeza que já estava indo se juntar às outras Freiras para o almoço. Porém eu queria falar com ela sobre o retiro espiritual. Eu queria muito ir para me purificar e me encontrar novamente no caminho que eu escolhi.
- Algum problema Irmã Ana.
- Não, eu vim aqui pra te chamar para almoçar e também pedir para colocar meu nome do Retiro espiritual da próxima semana. Ela franze à testa.
- Você não vai tem muito tempo, e sei que não gosta devido ao último evento.
- Mas como disse à Sra, já tem muito tempo, então não teremos problemas desse vez.
- Irmã você teve um surto, teve medo de ficar no retiro. Tivemos que te trazer e até te sedar para você ficar tranquila.
- Madre, eu tinha dezoito anos. Tinha acabado de assumir minha decisão. Eu estava assustada, com medo, me sentindo sozinha. Agora é diferente. Eu estou mais segura de mim. Estou feliz com à minha decisão e nada vai acontecer. Ela suspira.
- Eu não acho prudente você ir.
- Madre, por favor.
- Irmã, eu sei o que está acontecendo no seu coração. Sei que está havendo uma bagunça na sua mente.
- Do que à Sra está falando?
- De Christian.
- O que tem ele? Questiono em dúvida. Não sei o que ela está falando.
- Eu percebo os olhares dele para você, e percebo também o seus olhares para ele. Balanço à cabeça em negação.
- À Sra está enganada. Ela sorrir e me puxa para sentar.
- Irmã Ana, eu sou Madre à muito tempo, metade da minha vida. Mas Consigo reconhecer quando um homem e uma mulher estão apaixonados.
- Eu não estou e nem posso.
- Antes de ser Freira, você é mulher. Você pode ter feito seus votos, mas seu coração não estava e nem está cem por cento aqui.
- Não é verdade. Eu quero continuar no caminho que escolhi.
- Mas Deus não quer que você continue.
- Como à Sra sabe disso?
- Você estava hoje dormindo e sonhando com Christian. Me levanto espantada. Eu falei o nome dele em sonho, ela me ouviu. Deus não. Isso não pode está acontecendo. Você não parava de dizer o nome dele.
- Madre...
- Não precisa me dizer nada. Você não irá à esse retiro e sugiro que repense o que você quer mesmo, porque se continuar aqui, eu vou mandar você para outro convento, para que você não acabe fazendo algo que denigre à imagem da igreja e também sua. Me assusto com isso.
- à Sra me mandaria para outra cidade? Mas como farei para continuar como voluntária no hospital?
- Quando disse que você não deveria ter tomado à decisão de servir à Deus dessa forma. Você veio pela dor e não pelo amor à nossa causa. Você deveria ter pensando melhor, porque você hoje terá que fazer uma escolha para sua vida.
- Eu escolho à minha vida de Freira. Eu não penso em outra.
- E seus irmãos?
- O que tem eles?
- Se eles forem encontrados, eu não poderei mantê-los aqui. Você já deixou bem claro que vai brigar pela guarda deles, mas você sabe que não pode ter dependentes, não pode ter nenhum parente ou familiar que necessite e dependa de você. Então te pergunto de novo. O qual decisão você vai tomar? Fico olhando para ela. No meu coração eu seguiria à doutrina de Deus. Eu seria freira para o resto da vida, mesmo achando meus irmãos. Eu tenho um plano b para quando eles forem encontrados, então não quero me distanciar dos preceitos de Deus.
- Eu deixaria eles sendo cuidados por alguém para eu continuar aqui. Eu não pretendo falhar no que me propus à fazer.
- Você já falhou sonhando com um homem Irmã. Isso é pecado e volto à dizer. Se tomar à decisão de esconder seus sentimentos, eu te afastarei dele. Eu te afastarei daqui. Pense bem no que você quer. Ela saiu me deixando sozinha. E agora o que vou fazer?
- Deixou seus sonhos falarem, então não tem outro jeito dela falar com você Irmã. Digo à mim mesma. Saio do escritório pensativa. Eu tenho que ir ao um lugar antes de ir ao hospital.
Subo e pego à minha bolsa. Saio e dou de cara com Karl. O que ele faz aqui? Não é possível que o Sr Grey mandou ele de novo.
- Boa tarde Irmã!
- Boa tarde Karl! Porque está aqui? Indaguei sem entender.
- Eu estou à sua disposição Irmã.
- Isso foi ontem. Hoje não tem necessidade, eu não vou procurar imóveis hoje para seu patrão. Portanto você está liberado. Digo saindo.
- Não irmã, eu não posso. Ele pode me demitir se a Irmã não for comigo. Bufo.
- Liga para seu patrão do seu celular. Peço e ele faz ainda em dúvida. Me entrega assim que começa à chamar.
- Karl, algum problema com à Srta Steele. Ele não tem jeito mesmo.
- Sou eu Sr Grey.
- Anastásia, você está bem?
- Estou. Mas queria te dizer que hoje não deu para fazer nenhuma visita à imóveis. Então estou dispensando seu motorista.
- Você não vai sair para nada? Não tem hora hoje no hospital?
- Tenho Sr Grey, mas isso não faz parte do nosso acordo.
- O meu acordo com você foi que teria um motorista para onde fosse, e não importa se você está ou não trabalhando para mim.
- Eu não lembro desse acordo, portanto dispenso o motorista. E por favor não o mande embora, porque sou eu que estou dispensando o mesmo. Falo desligando. Pronto, resolvido. Entrego o celular para ele.
Na Igreja me ajoelho e peço orientação à Deus. Quero mesmo um direcionamento do que eu tenho que fazer da minha vida. Se for da vontade dele que eu deixe o convento e tire meus hábitos que ele me deu um sinal. Me dê um sinal que eu não estou falhando. Que eu tenho que seguir à minha vida longe do ensinamento dado pelas Freiras e Madres durante esses anos. Fico uma hora pedindo discernimento e orientação para à minha vida, e depois fui para o hospital.
No hospital eu já tinha atendido meus dois pacientes que são fixos. Eu iria embora, mas o coordenador do hospital pediu para eu ficar até às seis, pois poderia haver mais crianças. Eu aceitei, já que não tinha nada para fazer no convento. E outra eu não queria voltar e ter minha consciência falando para mim que eu deveria tirar esse hábito e me jogar no mundo. Eu não queria pensar que cometi um erro ao escolher ser Freira. Não pode ser que esteja tão enganada. Eu não posso ter errado assim comigo mesma.
Já era quase seis, eu não fiz nada nas duas horas que se passou. Fiquei mais pensando na minha vida, perambulando pelo hospital, tentando achar uma saída para tudo que eu estou vivendo. Eu não sabia mesmo o que eu iria fazer. À Madre já me deu um intimato. Se eu ficar eu vou me afastar daqui. Mas eu não quero me afastar, não pelo Sr Grey, mas sim pelas crianças que tenho cuidado durante esses meses. Eu não quero abandoná-las. Não quero fazer igual aos pais delas. Elas já sofrem tanto, que não quero trazer mais sofrimento para o coração delas.
- Está enganando quem Irmã? Você mesma com esse pensamento de solidariedade. Bufo.Escuto uma batida na porta e me levanto para atender. Uma criança no último momento. Suspiro abrindo à porta dando de cara com Grey. Meus pensamentos já são inquietantes, e ele não me deixa em paz para conseguir pensar.
- Boa noite Anastásia!
- O que o Sr faz aqui? Indaguei e ele foi adentrando. Pode entrar. Digo sarcástica.
- Vim te ver. Conversar um pouco com você.
- Eu já estou indo embora. Cruzo os braços. Ele se senta não dando à mínima.
- Vamos jantar então.
- Já te disse que não posso fazer isso.
- No meu apto. Sem ninguém saber.
- O Sr ficou louco. Ele se levanta e vem até à mim. Vou me afastando dele com seus olhos predadores em cima de mim.
- Estou louco mesmo. Louco por você. Você não tem ideia do quão louco estou. Eu não paro de pensar em você um só minuto. Ele vai falando e se aproximando mais. Eu vou andando para trás até bater na porta. Eu quero você. Ele fala seus lábios estão bem próximos dos meus. Seus olhos estão nos meus.
- Sr Grey, não. Isso não pode acontecer. Por favor entenda. Peço e ele começa à cheirar o meu pescoço.
- Eu não consigo. É mais forte do que eu. Tento empurrá-lo, mas eu estou meramente fraca com suas carícias. Eu não posso me render. Não posso.
- Isso não é certo. Não pode.. Digo sentindo seus lábios no meu pescoço, subindo toda extensão do meu pescoço e rosto. Christian... Por favor... É errado... Ele parece não me ouvir e ataca meus lábios. Eu nunca beijei antes, e nunca fui beijada, ainda mais dessa forma tão exigente. Eu não sabia como corresponder à isso. Estava parada, mole em seus braços. Com sua boca moldando à minha de uma forma única, de uma forma que nunca vi antes, nem em filmes.