Eu ainda estava assustada com o sonho que tive. Eu nunca tinha sentido isso. Nunca tinha tido nenhuma excitação. Sei que nosso corpo reage de várias formas, porém isso estava adormecido em mim. Eu nunca tive qualquer orgasmo ou pensamento desse tipo. E agora eu estava aqui me sentindo m*l pelo que meu corpo sentiu. Estava m*l pelo sonho que tive. Nunca nesses anos todo nenhuma reação e nem mesmo sonhos pecaminosos com nenhum homem.
- Deve ser que você nunca esteve com um homem tão intenso como ele. À minha consciência resolveu se manifestar. Na verdade você nunca esteve com homem nenhum sem ser os sacerdotes da igreja. Bufo com esse pensamento ridículo. Eu tinha por obrigação me confessar, mas eu estava com vergonha do que aconteceu. Estava com vergonha dos meus atos. Nunca teria coragem de revelar meu sonho e à reação do meu corpo para um padre, não faria isso nem com à Madre Superiora, dirá com um padre. Então resolvi manter isso para mim e para Deus. Me confessei para Ele e orei para que nenhum pecado venha me desviar da vida e comunhão que tenho com Ele.
Como hoje não tinha muitas coisas para fazer, somente ficar aqui no convento e ver o que às madres e freiras precisavam, eu iria me focar em começar à procurar os Imóveis para aquele homem, para que ele possa sair do meu pé mais rápido possível. Porém para isso eu teria que saber qual tipo de imóveis ele gosta e quer. Bufo porque eu terei que falar com ele, mas eu não irei sozinha. Vou conversar com ele com alguém presente. Não vou mesmo deixar ele chegar perto de mim.
Desci e tomei café da manhã com as outras Freiras . Depois fui até à Madre Superiora e para meu dia começar bem, para não dizer outra coisa. o Sr Grey já estava ali querendo falar comigo.
- Que bom que apareceu Irmã Ana. Christian queria falar com você.
- Imagino que seja sobre os imóveis. Digo e ele assentiu se levantando.
- Bom dia Anastásia! Ele fala não dando importância à Madre.
- Irmã Anastásia Christian. Não permito essa falta de respeito. À Madre Superiora pede e agradeço internamente por ela fazer isso. Ele dar um meio sorriso.
- Como você disse, eu estou aqui para resolver a questão dos imóveis. Podemos começar fazendo isso hoje.
- Sim. Eu já iria pedir à Madre para te ligar e conversarmos. Quero saber qual tipo de imóvel que deseja e qual seu gosto para tal. Indaguei e ele se apontou à cadeira para eu me sentar. Eu estou bem. Só quero que o Sr me explique para que eu possa começar à procurar.
- Eu tenho uma reunião daqui meia hora, então não posso te passar isso com riqueza de detalhes agora, mas minhas assistentes podem te passar tudo que eu gosto e quero. Assentir. Vou deixar um carro à sua disposição para ir até o escritório.
- Tudo bem. Mas não precisa do carro, eu posso ir de ônibus, é só o Sr me passar o endereço. Digo.
- Aceite. Será mais rápido. Olho para à Madre Superiora para ela me ajudar. Eu não quero depender dele para nada.
- Irmã Ana, acho melhor ele proporcionar isso, pois não quero você andando pra lá e pra cá sozinha.
- Eu posso ir com outra irmã.
- Pode sim, não vejo problema nisso, mas hoje não tem ninguém para te acompanhar. O motorista de Christian vai te levar. Suspiro não vendo outro jeito de sair disso.
- Tudo bem, eu vou pegar minha bolsa e já vou para sua empresa. Me levanto. Com licença. Saio do escritório e vou até meu quarto. Escovo meus dentes e pego minha bolsa. Saio e dou de cara com Christian e um outro homem perto do carro dele.
- Anastásia esse é Taylor, meu motorista e segurança particular. Ele vai me levar até onde eu vou fazer à minha reunião e depois vai te deixar no meu escritório. Assinto.
- Bom dia Sr.
- Bom dia Irmã. Pelo menos o motorista é mais sensato do que o patrão. Christian abre à porta para mim e eu entro. Ele dar à volta depois de fechar à minha porta. Entra pelo outro lado.
- Como você está? Grey indaga assim que Taylor dar partida no carro.
- Estou bem. Falo olhando para as minhas mãos. Eu não gosto de ficar tão perto dele. Ainda mais depois do sonho pecaminoso que tive.
- Porque está vermelha? Droga.
- Não sei. Respondo sem graça.
- Eu acredito que eu te afete assim como você me afeta.
- Não começa Sr Grey. O Sr poderia me respeitar. Digo firme olhando para ele.
- Eu não acho que falar o que sinto estou te faltando ao respeito.
- O Sr está falando com uma Freira.
- Que não deixa de ser mulher e ainda linda. Bufo.
- Sr Grey, se tivermos que toda vez que nos encontrar e o Sr me faltar ao respeito, eu prefiro não começar à trabalhar para o Sr nisso. Não estou aqui para escutar suas cantadas, suas gracinhas. Exijo e quero respeito. Eu sou uma Freira e quero ser tratada como uma, pelo Sr ou qualquer outra pessoa.
- Eu jamais farei algo que você não queira. E me perdoa se eu não consigo te ver como uma Freira. Eu quero entender o motivo de uma garota nova, inteligente e bem sociável querer ser Freira, querer passar sua vida toda em um convento. Fico olhando para ele, e lembro que aos dezesseis anos, essa não era à vida que queria para mim. Antes dos meus pais morrerem e dos meus irmãos serem tirados de mim, eu nunca pensei nisso. Eu queria ser médica, sempre quis ser, mas não ser Freira, porém Deus me deu essa oportunidade de fazer minha vida diferente. Eu sou quem eu quis ser depois que meus pais morreram e nada vai mudar isso. Você está bem? Saio dos meus pensamentos.
- Sim. Digo olhando para à minha janela.
- Eu gostaria que você me considerasse um amigo. Se tiver algum problema, eu posso te ajudar. Limpo uma lágrima solitária que escorreu pelo meu rosto.
- Muito obrigada! Mas eu não preciso de nada. Falo não querendo revelar à ele os meus problemas e minha tristeza.
- Tem certeza? Eu posso e quero te ajudar?
- O Sr está sendo muito gentil, mas eu tenho certeza. Ele me dar um pequeno sorriso.
- Se você precisar de mim, não exite em me procurar. Sorrio do jeito dele. O que foi? Porque esse sorriso?
- Porque em uma hora o Sr está agindo como uma conquistador barato, e outra hora está todo solícito. Querendo me ajudar.
- Conquistador barato? Você fere meus sentimentos assim Anastásia. Mas eu não sei como te explicar. Você me chama como nenhuma mulher me chamou. Você não tem ideia do que eu queria com você e o que eu faria para ter você. Olho para ele com receio que ele diga mais do que deve de novo.
- Acho bom o Sr nem começar de novo. Falo olhando para ele.
- Tudo bem. Eu estou chegando no meu local. À gente se ver. Assinto. O carro para e ele me olha mais uma vez. Até mais. Não digo nada e ele sai.
Taylor me levou até um prédio, onde estava instalado o escritório do Sr Grey. Assim que cheguei ele me acompanhou até o décimo andar e Greta e Andréia já estavam me esperando. Elas me deram boa tarde e depois me levaram à uma sala para conversarmos. Elas foram me falando o gosto do patrão delas. Elas faziam questão de enfatizar que ele gostava de lugares grandes, bem amplos. Me deram alguns lugares para visitar. Esses lugares era prédios para ele estabelecer à empresa. E quanto ao local da Fundação, elas deixaram nas minhas mãos, porque ele disse para elas que isso era para eu escolher como eu queria.
Eu espero sinceramente que ele não coloque à Fundação sob à minha responsabilidade. Não quero isso. Mesmo porque tenho o sonho de encontrar meus irmãos e quando isso acontecer, eu quero ficar com eles e continuar sendo Freira. Sei que não posso ter nenhum dependente, mas eu posso contratar alguém para cuidar deles quando eu não puder, e outra eu posso pedir uma licença de alguns dias para ficar com eles, matar à saudade deles e depois volto para à minha vida religiosa. Agora se isso não for possível, eu não terei outra alternativa senão abrir mão da minha vida religiosa para cuidar deles. Eu não posso mais uma vez perdê-los. Me condenaria pelo resto da vida por isso.
Ficamos umas duas horas trancadas na sala discutindo sobre o que o patrão delas gostava. Fui anotando tudo que elas falavam, e assim eu tinha muitas coisas para procurar. Principalmente olhar os prédios que elas me passaram que talvez chamasse a atenção dele. Peguei minhas coisas e me levantei. Andréia veio e me deu uma caixa.
- O que é isso? Indaguei olhando da caixa para ela.
- Um MacBook e um celular. O Sr Grey pediu para lhe entregar.
- Mas eu não preciso. Agradeça o mesmo para mim. Digo saindo e ela vai para minha frente.
- Ele disse que à Irmã não poderia sair daqui sem isso. O Mac já tem internet, e o celular já está configurado para seu uso. Respiro fundo. Ele não tem jeito mesmo. Pego à caixa da mão dela.
- Obrigada! Digo sem graça. Esse homem é sem limites mesmo. Vou saindo e pego o elevador. Fui andando para um ponto de ônibus para poder começar à fazer minhas pesquisas. Os prédios que às assistentes disseram ficam no centro de Londres, então eu não demoraria para chegar lá de ônibus.
Dentro do ônibus vou repassando às anotações que fiz do que o Sr Grey quer e gosta. Tomará que eu acerte achando o que ele quer. Não quero ficar enrolando com isso, e também quero mais distância dele possível. Ouço um barulho. Olho para o lado e uma mulher está olhando para mim.
- É o seu celular freira. Ela fala e eu franzo à testa.
- Eu não... Suspiro. Desculpe, acabei de ganhar ele. Pego o mesmo e atendo.
- Onde você está? Esse homem não tem limites mesmo. Será que agora não terei paz?
- Estou indo para o centro de Londres procurar seus imóveis Sr Grey. Digo calma.
- Você está de que? Ele parece irritado.
- Ônibus.
- Eu deixei um carro com motorista à sua disposição. Ele vai te pegar e vai te levar onde você quiser.
- Não há necessidade. Eu posso ir e vir de ônibus sem problema.
- Eu não te perguntei se há necessidade ou não. O carro estará de prontidão até você terminar de achar os imóveis. Ele desliga e eu fico sem reação. Estou lidando com um homem bipolar. Não é possível isso. Eu mereço. Além de me fazer trabalhar para ele, de não sair do meu pé, eu ainda tenho que aguentar à arrogância dele. Suspiro pesado. Espero que isso acabe logo e cada um siga sua vida.