CAPÍTULO 5

2167 Words
Eu m*l consegui dormir pensando nas palavras da irmã Gilda. Meus irmãos eram tudo para mim, mas eu não sabia o que faria se os encontrasse. Posso ter me precipitado em ser Freira, mas naquele momento era à única salvação que eu tinha para minha vida vazia e triste. Eu não sei o que poderei fazer se eles aparecerem, porém sei que não abrirei mão de tê-los em minha vida. Hoje era sábado e eu fui cedo para o hospital. Eu dava plantão o dia todo de sábado e no domingo. Era uma forma de ajudar às crianças e os pais que tinham problemas com seus filhos. Eu tinha três crianças que eram minhas pacientes firmes. Elas eu realizava tratamento durante à semana, pois eram mais complicadas. Sofreram abusos com os pais biológicos e os pais adotivos estavam tentando dar à eles uma vida normal. Então normalmente eu vinha no hospital dar à consulta eles na semana. Hoje eram paciente que sofreram abusos, vieram de ruas e viram coisas que não deveriam ver ou sofrer. Era difícil ver crianças tão abaladas e sofridas. Dói muito ver crianças que não tiveram uma infância igual à minha. Porque apesar de tudo que me aconteceu nos meus dezesseis anos, eu fui feliz toda à minha infância. Eu tive uma mãe maravilhosa que se esforçou para me dar de tudo, e hoje sinto que devo isso à ela. Devo à minha vida à ela. Devo toda generosidade e amor que ela me deu, e que eu posso passar para crianças que não tiveram à mesma chance que eu. Por isso eu vejo um ponto positivo em ser Freira, não que eu não pudesse fazer as mesmas coisas não sendo Freira, porém nosso contato com pessoas carentes são maiores. Elas vem à nós pedindo socorro para uma vida triste. Elas pedem ajuda para saírem do sofrimento, e eu estou mais que disposta à ajudar. - Como vai Laila? Indaguei para à menina brincando com uma das bonecas na sala. - Bem. Ela parece distraída. - Me fale o que você gosta de fazer? Peço e ela não me olha. - Você sabia que mamãe vai ter outro bebê? Ela indaga sem me olha. - Não sabia, mas o que você acha de ter um irmão ou uma irmã? - Mamãe e Papai falaram que não podem ficar com duas crianças. Suspiro e me sento no chão com ela. - Você deve ter entendido errado linda. - Não, eu ouvi eles conversando e papai disse à ela que tinha perdido todo dinheiro e não tínhamos mais nada. Eles não tinham como cuidar de duas crianças. Olho para ela que não me olha. Sinto à tristeza dela. Era difícil não compartilhar de uma dor de uma criança de dez anos. Ela estava sofrendo e eu só podia conversar com os pais dela sobre isso. - Espere aqui meu amor. Eu vou chamar sua mamãe para esclarecer isso com ela. Me levantei e sair da sala. À mãe dela estava sentada lendo uma revista na sala de espera. Ela não parece que está grávida. Deve está de poucos meses. Vou até ela. Boa tarde Sra Warren! Indago me sentando do lado dela. - Há, irmã, já acabou? Ela indaga despreocupada. - Porque à Sra à trouxe para se consultar? Questionei tentando entender o problema. - Porque ela está apresentando um comportamento diferente. Ela não quer comer mais, não fala mais. Na escola está apresentando o mesmo comportamento. Suas notas tem caído. - Alguma coisa na sua casa mudou? Ela presenciou algo que não devia? Ela balança à cabeça em negação. - À Sra está grávida? Ela me olha e enche seus olhos de lágrimas. - Será que ela está com ciúmes? Não, não pode ser. Eu à amo, é à minha primogênita e jamais deixaria de amá-la por causa de outro filho. Suspiro. - O caso não é esse. Ela disse que ouviu à Sra e seu marido dizendo que não podem cuidar de duas crianças. - Não. Ele disse isso em momento de desespero. Não estávamos esperando um outro filho, mas agora tudo está bem. Vamos dar um jeito. - Tem certeza disso? - Sim. Não vamos abrir mão dos nossos filhos. Ela fala convicta, mas eu não posso deixar nada acontecer aquela criança. Como eu sou voluntária aqui fiz uma parceria à Brianna de notificar casos de abusos e suspeitos para o conselho tutelar. Minha amiga não deixa nada passar, e estamos fazendo uma parceria ótima. - Venha comigo e explique isso à ela, porque à mesma acha que vocês vão se livrar dela. Ela acha que vocês não à amam. Falo me levantando. - Vamos. Eu falo com ela. Fomos para sala e eu à deixei entrar. - Laila, sua mãe veio conversar com você. Digo e ela continua na mesma postura. - Filha, eu não vou me desfazer de você. Eu te amo e me doeria muito perder você. - Mas papai e você disse que não podem cuidar de duas crianças. Ela abraça à filha. - Mas não quer dizer que vou abandonar você ou até mesmo seu irmão ou irmã. Papai e mamãe te ama muita. E nada vai mudar. Claro que à chegada desse bebê pode mudar nossa rotina, mas você estará comigo em tudo. Não importa o que temos que passar, você ficará com à gente. - Promete mamãe? À menina pede levantando sua cabeça pela primeira vez depois que entrou aqui. - Claro que sim. Não precisa ficar com medo. Vamos ficar todos juntos. Elas se abraçam forte e eu limpo minhas lágrimas. - Então Laila, você se sente melhor agora? À menina assentiu com um pequeno sorriso. - Fico feliz por isso. - Podemos ir embora? À mãe indaga se levantando. - Sim. Se precisar de mim, estou aqui todos os sábados e domingo. - Obrigada! Ela fala estendendo à mão e eu faço o mesmo à cumprimentando. - De nada! Só quero que à Sra saiba que vou colocar o nome da família de vocês para o conselho tutelar. - Porque? Ela indaga com certo tipo de irritação. - Porque não sei como é à vida de vocês, e não posso deixar uma criança desamparada. - Mas ela não vai ficar desamparada. - Eu não quero correr o risco de amanhã ou depois temos Laila com algum tipo de problema. Não se preocupe, o conselho tutelar só vai fazer uma visita à vocês semanalmente para ver se está tudo bem com ela. - Não vejo necessidade. - O problema aqui não é à Sra ou seu marido, é à sua filha. Laila é minha prioridade, então o conselho tutelar cuidará do bem estar físico e mental dela. Se estiver tudo bem, as visitas cessam. - Vamos embora Laila. Mamãe vai comprar um sorvete para você. Ela fala se virando. Eu não quero saber o que ela quer. Me interessa à criança. Me sento e tomo um pouco de água. Eu ainda tinha que ficar aqui até às seis da tarde. Não tinha à quantidade certa de crianças para atender. Como era um trabalho voluntário, não tinha uma lista de pacientes, então era esperar pelo próximo. Ouço uma batida na porta e me levanto para atender. Deve ser mais um paciente. Assim que abro, fico em choque pela pessoa parada me olhando. - Como vai Anastásia? Ele tira seus óculos. - O que o Sr faz aqui? Pedi e ele vai adentrando não esperando eu o convidar. E outra, sabe que é uma falta de respeito tratar uma freira pelo nome dela? Indago de braços cruzados. - Fui até o convento falar com você. Ele se senta, mais uma vez sem ser convidado. - Eu estou trabalhando. - Um trabalho voluntário. - Fala como se estivesse me condenando por fazê-lo. - Não. Admiro pessoas que se dedicam às obras de caridade. E estou aqui para você me ajudar à fazer mais uma obra. Franzo à testa. - Te ajudar em que? - Sente-se Anastásia. Ele pede e eu continuo de pé. - Gostaria que você se referisse à mim por Irmã Anastásia. É mais respeitoso para à posição que tenho. Ele dar um sorriso fora de série. - Não há vejo como irmã ou freira. Para te falar verdade, acho um desperdício uma beleza como à sua ser tampada por esses hábitos. Ele se levanta e vem até à mim. Seus cabelos devem ser lindos. Circula meu corpo e isso me incomoda. Imagino que sejam cumpridos. Bom para serem segurados durante uma noite maravilhosa... Ele sussura no meu ouvido, porém não o deixo terminar. Me distancio dele. - O Sr deveria ter mais respeito. Não só pelos meus hábitos, mas pelo ser humano que sou. Digo revoltada com o jeito dele. - Eu não costumo esconder o que penso e sinto. - Pois deveria. Ou então poderia dizer para mulheres normais. Ele franze à testa. - Mulheres normais? Você não é deste mundo? É algum alienígena disfarçado? - Não seja i****a. O Sr me entendeu. - Sente-se e vamos conversar. Ele pede apontando para o sofá à sua frente. - Pode falar que estou te ouvindo. Indaguei não me sentando. - Eu quero construir uma fundação. Porém preciso de um lugar e também de ajuda para começar à montar essa fundação. Ele fala vindo até à mim. Normalmente os homens não se aproximam tanto de uma Freira, mas esse humano na minha frente está passando dos limites. - E no que consiste essa Fundação? Pedi me desviando dele. - É uma fundação para jovens terem um lugar para fazerem esportes, estudarem algo como pintura, tecnologia. Não sei. Você pode me ajudar nisso. - Não sabia que o Sr era dado às obras de caridade. - Você me julga errado. Não me deu oportunidade de falar no evento. - Deve ser porque o Sr estava ocupado demais ao telefone. - Isso foi uma falha minha, porém você há de compreender que eu sou um homem de negócios, e não paro nenhum minuto. - E o que o Sr está fazendo aqui já que não pára um minuto. - Estou fazendo negócios com você. - Você está enganado se vai conseguir que eu te ajude. Pois eu não trato obras de caridade como negócios, portanto pode procurar outra pessoa para fazê-lo com o Sr. - Eu não quero outra pessoa que não seja você. E pode ter certeza que não vou te deixar em paz enquanto você não aceitar. - Eu não vou te ajudar com nada. Não tenho tempo para isso. - Uma Freira que não tem tempo de fazer obras de caridade? Não entende Irmã. - Sou Freira e Irmã quando te convém? Questiono com raiva dele. - Sim. Quando me convém te vejo como Freira. - Tudo para seu benefício. - Não acho que só eu sairei ganhando aqui. Se é que me entende. Ele fala se aproximando e eu desvio mais uma vez dele. E também não acho que você tem escolha para querer ou não me ajudar, pois minha tia já concordou que você me ajude. - Sua Tia? O que sua tia tem à ver comigo ou com à minha decisão? - Você não deve obediência à Madre Superiora? Olho para ele incrédula. - À madre superiora é sua tia? Ainda questiono sem acreditar. - Sim. Tia Gail. À única parente viva que tenho. E ela aprovou à minha ideia, e também aprovou que você me ajude. - Não sem meu consentimento. Normalmente à Madre e eu conversamos sobre algo que eu não quero e nem goste. - Achei que todas as Freiras eram obrigadas à servir sem reclamar. Respiro fundo. - O que o Sr realmente quer de mim? - Primeiro pare de me chamar de Sr. Meu é Christian, e outra quero que você me ajude à encontrar o lugar e à fundar essa fundação. - Porque eu? Ele novamente dar um sorriso que eu não sei como interpretar. - Porque eu gostei de você. Porque quero que seja você à me ajudar à colocar meu plano em ação. E quem sabe você aceite trabalhar para mim. - Trabalhar para você? Ficou louco? Ouço uma batida na porta e vou atender sob os olhares dele. - Outra paciente Irmã Ana. À Recepcionista do hospital fala e eu assinto. - Pode mandar entrar, este Sr já está de saída. Ela sai e ele vem andando parando na porta. Me olha antes de sair. - É à segunda vez que você me dispensa e eu não gosto disso. Dou de ombros. Quanto à trabalhar para mim, vamos conversar mais sobre isso. Nos vemos amanhã para debater novamente o assunto da Fundação. Te pego para almoçar. - Não. Ele não esperou eu responder e saiu colocando seus óculos escuro. O que eu fiz para merecer isso? Porque ele cismou comigo? Bufo. Terei que conversar com à Madre Superiora. Ela não pode ter aceitado isso sem falar comigo. Não mesmo.
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