1
Era só mais uma noitada.
Jasmim tinha saído com uma amiga para curtir a noite, dançar, beber e aproveitar sem pensar muito em nada além do som alto e das luzes piscando. A energia do lugar era leve, cheia de risadas soltas e copos se encontrando no meio da música.
Foi então que um homem se aproximou.
Moreno, alto, musculoso, com uma presença que chamou atenção antes mesmo de falar.
— Oi… posso te acompanhar?
Jasmim sorriu de canto, tranquila.
— Oi. Pode sim.
A amiga dela logo abriu um sorriso malicioso, observando a cena com interesse.
— Nossa, você é muito bonito… não tem um amigo com você não?
Jasmim riu, já percebendo a intenção da amiga.
— Vanessa, que isso…
— Ué, amiga, ele quer você e eu não quero ser vela.
O homem soltou uma risada leve, divertido com a sinceridade.
— Ela é bem direta, hein.
— Sempre foi — respondeu Jasmim, ainda sorrindo.
Ele inclinou a cabeça, curioso.
— Bom, meu amigo tá chegando. Quem sabe você tenha sorte. Vocês estão bebendo o quê?
— Cerveja — respondeu Jasmim.
— Certo. Vou buscar um balde pra gente.
Ele se afastou por um instante.
Vanessa imediatamente se virou para a amiga, empolgada.
— c*****o, você tem um chamariz de gostoso, viu? Esse preto… p***a, tô desconcertada.
— Você não vale nada, garota — Jasmim riu, empurrando de leve o braço dela.
— Ué, quem sabe o amigo dele também não seja bonito?
— Tomara, né. Tô na seca — Vanessa respondeu, arrancando risada das duas.
Pouco depois, ele voltou com um balde cheio de cervejas.
— Esse sabe escolher cerveja boa, hein — disse Vanessa, rindo.
Ele riu junto.
— Claro. Eu me chamo Raul.
— Jasmim — ela respondeu, sorrindo.
— E eu sou Vanessa. Cadê seu amigo, hein?
Raul soltou uma risada curta.
— Ele chegou, tá estacionando.
— Ótimo — disse Vanessa, já abrindo uma cerveja.
O clima ficou mais leve ainda depois disso.
Entre um gole e outro, Jasmim e Raul começaram a conversar baixo, mais próximos, como se o barulho ao redor fosse diminuindo só para eles dois, enquanto a noite seguia abrindo possibilidades que nenhum dos dois tinha planejado.
As músicas tocavam alto, vibrando pelo corpo inteiro, e Jasmim já estava completamente solta na pista, se deixando levar pelo ritmo sem pensar em mais nada. A luz colorida batia nela enquanto ela dançava, leve, confiante, como se aquele momento fosse só dela.
Raul a observava de longe com um sorriso preso no canto da boca.
Quando ela percebeu, riu de leve.
— Que foi?
Ele se aproximou um pouco mais, ainda sorrindo.
— Você dança muito.
— Ah, que nada — ela respondeu, rindo, jogando o cabelo pro lado.
— É verdade — ele disse, sem desviar o olhar.
O clima entre os dois mudou aos poucos, ficando mais próximo, mais intenso sem precisar de pressa. Raul passou a mão de leve na cintura dela e a puxou devagar para perto.
Jasmim não recuou. Pelo contrário, sorriu, olhando direto pra ele.
E foi assim, natural, que os dois se beijaram.
Um beijo leve no começo, depois mais encaixado, como se a noite tivesse finalmente encontrado o ritmo certo pra eles.
Enquanto isso, do outro lado, o amigo de Raul finalmente chegou.
Alto, moreno, bonito, com uma expressão divertida ao ver a cena.
— p***a… já começaram cedo, hein — ele comentou, rindo.
Vanessa virou na hora, analisando ele de cima a baixo.
— Você é o amigo, né?
— Sim — ele respondeu, sorrindo de lado. — E você… a gatinha impaciente?
Ela soltou uma risada alta.
— Meu Deus, você é direto também.
Raul riu junto, ainda com Jasmim próxima dele.
— Eu falei que ele era assim — ele comentou, segurando Jasmim pela cintura com mais firmeza, sem tirar os olhos dela.
Vanessa cruzou os braços, fingindo indignação.
— Ah, que maldade falar que eu sou impaciente pro menino…
Raul gargalhou.
— Não menti, ué.
Jasmim riu, balançando a cabeça.
— Vocês dois são iguais.
Vanessa olhou para o amigo de Raul e suspirou, como se tivesse chegado a conclusão de algo importante.
— Bom… eu sou realmente impaciente. Então acho que a minha linda beleza pode te fazer companhia essa noite.
Ele soltou uma risada surpresa.
— Meu Deus, você é bem direta.
Vanessa sorriu, satisfeita.
— Muito prazer, sou Vanessa.
— Liam — ele respondeu, ainda rindo.
Ela pegou na mão dele sem cerimônia.
— Vamos lá buscar mais um balde de cerveja e deixar esses dois aí.
— Bora — ele concordou, já entrando na dela.
Os dois saíram juntos, rindo e conversando como se já se conhecessem há horas, de mãos dadas sem nem perceber.
Raul e Jasmim ficaram ali, observando a cena, rindo juntos enquanto a música continuava alta e a noite seguia cada vez mais leve, como se tudo estivesse exatamente onde deveria estar.