liberdade...

912 Words
POV: Belinda Caminho sozinha de cabeça baixa até o altar, e me pergunto, como minha vida ficou assim ? o que fiz para merecer isso. E qual o propósito ? não faz sentido, não mereço isso, ninguém merece. . . A vontade que tenho é de pegar e rasgar esse contrato, sair correndo daqui, pegar o primeiro avião e sumir no neste mundo, e deixar tudo, e todos para trás. Ah como imagino isso, uma cena dramática, de mim pegando o contrato rasgando ao meio jogando no chão e pisando, e em seguida rasgando o vestido com toda a minha força tirar os saltos e jogar fora. levanto a cabeça e olho para Artur, ele nem sequer olha para mim. E Apolo ? deve estar com raiva, imagino ele chamando-me de ambiciosa, ou xingando com todos os palavrões possíveis, ele sempre me tratou tão bem, isso é tão injusto conosco, e xingar seria o mínimo. Após a noite do jantar minha mãe me leva ao escritório em nossa casa, para tratar de um assunto, que segundo ela, era muito importante, e envolvia meu futuro. - o que seria tão importante assim mãe ? me formei em arquitetura como o ultimo desejo de meu pai antes de falecer. ela sorri e caminha em minha direção. - você, vai se casar ! ! ela diz toda eufórica. de repente lembro de Apolo, que queria conversar algo importante comigo, em sua casa esta noite. - E . . Ele . . . Como assim ? Apolo pretende pedir minha mão ? De repente abro um sorriso de orelha a orelha, nos imaginando no altar, eu toda de branco com Apolo de terno verde escuro, que combinaria muito, ja que ele é ruivo, e em frente à um padre conduzindo a cerimônia. " - Belinda Brown, você aceita Apolo Evans como o seu legitimo esposo ? - Aceito " - não. E então ela me tira de meus pensamentos felizes - você vai se casar, com Artur Collins. quando ela disse isso, foi literalmente uma facada em meu peito, sinto um peso caindo em meu corpo. - que ? pergunto sem acreditar. - me casar com Artur ? Mas eu não quero me casar. Não com ele. digo impaciente. - querida, querer não é poder, isso é pelo seu futuro e pelo bem de todos. ( Mentirosa !) - não, não vou, não o amo, e jamais me casarei com alguém que não amo. nunca ! de repente escuto um estalo, e minha bochecha esquerda fica quente e dolorida, meus olhos lacrimejam, - ai ! ! digo aos prantos, e então olho para minha mãe. - você vai me obedecer, ou eu farei da sua vida um inferno. nesse dia fugi de casa, e fui para a casa de Apolo, a porta estava destrancada, entrei, achando que ele estivesse, a casa estava decorada com velas aromáticas. subi as escadas e procurei no quarto, mas havia um coração na cama, feito com pétalas vermelhas, pétalas também na banheira. no meio do coração uma caixinha vermelha. levei as mãos em frente à boca sem acreditar, ele ia pedir a minha mão. e então, um dos seguranças da minha mãe chegou, e de repente lembrei do que ela havia dito. " farei da sua vida um inferno " e com ele voltei para casa, sem lutar, com medo de que ela o machucasse, minha mãe seria capaz de tudo para conseguir o que quer. em frente à Artur, subo o olhar, e encontro seus belos olhos verdes, se não fosse toda essa situação desagradável quem sabe um dia não fossemos amigos ? - Estamos aqui reunidos, para unir, este belo casal, para toda uma vida. diz o Juiz, e meu coração acelera, minhas mãos soam. Artur olha atentamente para o juiz. e então eu abaixo a cabeça. assinamos o contrato, e trocamos as alianças de ouro. Artur nos fez virar de frente para os convidados, e levou nossas mãos para frente, mostrando nossas alianças. - e assim unidos, até que a morte os separe, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva. Artur fica em frente à mim, entrelaça nossas mãos, e beija minha testa. os convidados aplaudem, em pé, e o juiz fecha o livro com capa dourada, que estava no altar. e nos entrega a certidão de casamento, e para nossos pais, duas copias do contrato. os musicistas começam a tocar seus instrumentos, e caminho lentamente com artur para o Salão de festas, em nenhum momento olha para mim, entrega a certidão para o mordomo que sai em seguida. ele me puxa bruscamente para uma dança, quase me fazendo cair, entrelaço meus pulsos atrás de seu pescoço, ele faz uma cara séria. ele coloca suas grandes mãos grossas em minha cintura, minhas bochechas esquentam, e ainda segue sem olhar para mim. olho para minha mãe de relance, e ela esta tomando um vinho, nos observando de longe, e todos ao nosso redor, passam a dançar em pares. para de tocar a música lenta, ele sobe uma de suas mãos, é quando inicia valsa, dançamos tão bem que, quem nos vê, jura que somos um casal apaixonado. de repente, penso, em como seria essa dança com Apolo, nossa lua de mel, minha noite de núpcias. perderia minha virgindade com ele, A liberdade foi tirada de mim da pior forma. uma única lágrima, ousa escapar, e penso. Ah Apolo, sinto tanto a sua falta . . .
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