**Diana**
Eu estava deitada no peito de Dante, ainda ofegante. Aquilo tinha sido maravilhoso, e eu sentia-me satisfeita nos seus braços. Ele acariciava as minhas costas com carinho, e eu estava em paz, apenas a aproveitar aquele momento. Podia sentir a sua euforia através do vínculo, e ela espelhava a minha.
— Precisamos ir, docinho. Não quero que alguém apareça e veja a minha companheira nua — disse ele com carinho, e epaanas naquele momento me lembrei que estávamos expostos na floresta.
Fiquei tensa nos seus braços e sentei-me rapidamente. Ao olhar para Dante, ainda nu, tapei o rosto, corando de vergonha. Ouvi a risada dele com o meu gesto e senti quando ele colocou algo nos meus ombros. Ao tirar as mãos do rosto, vi que ele já tinha vestido as suas roupas. Rapidamente, ajeitei o roupão no meu corpo.
— Não precisa de ter vergonha; eu já vi tudo, se lembra? — disse ele, sorrindo.
— Dante! — exclamei, irritada, mas ele me ignorou e deu-me um beijo. Agarrando o seu rosto, puxei-o para mim, derrubando-o no chão, e me afastei dele rindo.
— Vamos, vou matar a sua vontade em outro lugar, docinho — disse ele, pegando-me nos seus braços.
— Quem disse que estou com vontade? — perguntei, aninhada nos seus braços.
— Agora eu sei o que se passa na sua mente, se lembra? — Arregalei os olhos e corei enquanto ele ria; já tinha esquecido daquilo, mas o meu companheiro estava atento aquela mudança.
Era tão bom estar nos braços de Dante. O seu calor, o seu cheiro, tudo nele me atraía. Ao lembrar-me do momento que tínhamos tido há poucos minutos, sentia o desejo consumir o meu corpo.
— Se continuar a pensar nessas coisas, não vou conseguir chegar em casa — disse Dante com a voz rouca. Olhei para os seus olhos e vi as suas orbes negras me fitarem; estava brincando com fogo, ao que parecia. Sorri e tentei não pensar mais no seu corpo junto ao meu.
Ele caminhava a passos largos, o dia já estava quase a amanhecer, e eu começava a sentir o cansaço a me dominar. Sabia que estava segura e que Dante cuidaria de mim, então fechei os olhos e descansei nos seus braços. Acordei quando Dante me deitou num colchão macio. Sentia o seu cheiro por todo o lado, e, quando ele se deitou ao meu lado, aninhei-me nos seus braços e voltei a dormir.
Não sabia que horas eram; o que tinha me acordado era o meu estômago roncando — estava cheia de fome. Ao mexer-me, senti braços fortes a me apertarem ainda mais. Sorri ao perceber de quem eram aqueles braços. Virei-me na sua direção e encontrei o seu olhar preguiçoso.
— Oi — disse, com um sorriso envergonhado.
— Bom dia, amor — respondeu ele, dando-me um beijo rápido. Corei com o seu gesto. Ia demorar um tempo para que eu me acostumasse com àquilo, mas eu estava gostando.
— Onde estamos? — perguntei, ao perceber que aquele não era o meu quarto na casa da alcateia.
— Estamos em casa, amor — respondeu ele, com tranquilidade.
— Em casa? — perguntei, confusa.
— Sim, agora vai morar aqui comigo — disse ele, me puxando para cima do seu corpo. — Quero acordar todos os dias com a minha doce companheira.
Sorri para ele, abraçando o seu pescoço. Eu nunca tinha tido um lar, uma casa ou qualquer outro lugar para chamar de meu, mas ali estava Dante, a dar-me tudo o que eu jamais achei que teria.
— Vou entender isso como algo positivo — disse ele, abraçando-me.
— Gosto disso, mas ainda posso continuar a ver a Zara? — perguntei, um pouco preocupada.
— Claro, querida, pode continuar a fazer tudo o que fazia antes. Jamais te privarei da sua liberdade — respondeu ele, acariciando as minhas bochechas.
Animei-me com as palavras de Dante e lhe dei um beijo nos lábios, mas, ao tentar afastar-me, ele segurou a minha nuca e aprofundou o beijo. Senti a sua língua a invadir a minha boca enquanto a sua mão apertava a minha b*nda. O meu corpo pegou fogo naquele instante, e o desejo despertado no dia anterior voltou com tudo, fazendo-me querer mais dele.
Dante retirou a mão da minha nuca e deslizou pelo meu corpo, encontrando os meus m*****s sensíveis, que ele massajou, arrancando pequenos gemidos da minha boca. Podia sentir o seu m*mbro ganhar vida sob mim. Eu queria aquilo e desejava mais daquele contato. Levantei-me com cuidado, guiando-o para a minha entrada molhada.
Senti uma pontada de dor quando ele me preencheu por completo, grata pela cura rápida dos lobisomens. Dante era grande, e eu podia senti-lo me tocar num ponto específico que fazia o meu corpo arrepiar-se por inteiro.
— Pela deusa Diana... — disse ele, segurando com força a minha cintura. — Quer me matar?
Fiquei confusa com as suas palavras. Vi-o trincar os dentes e me preocupei pensando que ele havia se machucado.
— Te machuquei? — perguntei, tentando me levantar, mas as suas mãos mantiveram-me no lugar.
— Não, mas acho que está tentando me matar de prazer — disse ele, com um sorriso travesso. Respirei, aliviada por ser apenas uma brincadeira, e comecei a me mover.
Agia por impulso, tentando replicar o que ele tinha feito na noite anterior, e, a cada vez que o sentia me preenchendo, gemia de prazer nos seus braços. Conseguia sentir o prazer a crescer dentro de mim; as mãos de Dante passeavam pelo meu corpo enquanto o nosso prazer se intensificava através do elo mental que compartilhávamos.
Senti quando o prazer nos tomou de forma avassaladora e caí no seu peito, ofegante, com um largo sorriso de satisfação. Os braços de Dante me envolveram, e eu desejava nunca mais sair dali, mas o meu estômago tinha outros planos. Ele riu ao ouvir o meu estômago roncar de fome.
— Vamos, docinho, vou te dar um banho e te alimentar — disse ele, levantando-se e pegando-me nos seus braços.
Eu, com toda a certeza, podia me acostumar com àquilo.