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1055 Words
**Zara** Era algo diferente, o meu toque sobre o corpo de Fenrir, algo bom, como se as minhas mãos fossem feitas para tocá-lo. Fiquei assustada quando ele colocou a minha mão sobre a sua masculinidade, mas ver a forma como ele gemia com os meus toques me fazia querer ouvir mais daquele som. Havia algo único na forma como ele se comportava, e saber que eu era a causadora daquilo fazia-me sentir poderosa. As nossas carícias se aprofundaram, e eu podia sentir a sua mão deslizar pelo meu corpo enquanto a sua boca devorava a minha. Eu não me reconhecia; sempre tive vergonha dessas coisas, para mim i********e era um tabu. Mas com Fenrir, as coisas eram bem mais intensas, e o seu toque fazia-me queimar. Podia sentir o vínculo mais forte entre nós e a necessidade que eu tinha de marcá-lo ficava apenas mais intensa. Senti os meus caninos se alongarem numa necessidade crescente, e quando ele sentiu os meus caninos roçarem nos seus lábios, ele se afastou, olhando-me nos olhos. Eu via o mais puro desejo à minha frente; Fenrir era puro instinto, e ver aquilo fazia-me gemer, desejando o que ele havia me prometido mais cedo. Eu estava me comportando como uma pervertida, mas não me importava; eu o queria, de todas as formas possíveis, como ele mesmo havia mencionado. Queria saber como era senti-lo dentro de mim, seu gosto, seu cheiro, tudo o que ele estivesse disposto a me dar. E, olhando nos seus olhos, eu via a mesma coisa. Estávamos perdidos, os dois, em sentimentos e emoções intensas; era um momento não apenas de ligação de vidas, mas de almas. Estávamos prontos para concluir o vínculo de companheiros. Já havia passado por muito na minha vida, e tudo o que eu desejava era poder esquecer as coisas r*ins e pensar apenas nas boas, e de todas as coisas, Fenrir era a melhor delas. — Alfa! — grita alguém, batendo à nossa porta e nos tirando daquele momento mágico. — Alfa, é urgente. Reconheço a voz do beta Ethan, assim como o praguejar de Fenrir. Ele não queria interrupções tanto quanto eu, e quando o beta insiste, batendo na nossa porta, ele me lança um olhar de desculpas antes de se levantar e ir abrir a porta para ele. — Espero que alguém tenha morrido para você estar me chamando! — diz ele, zangado, a ponto de até eu me encolher na cama. — Lobos na fronteira — diz ele apenas. Vejo Fenrir suspirar, chateado. — Te encontro lá em baixo em cinco minutos — diz ele, fechando a porta e vindo até mim. — Desculpa, pequena, vamos ter que adiar o nosso momento. — Está tudo bem — digo, tocando o seu rosto com carinho. — Apenas fique seguro. — Eu sou um alfa, não tem que se preocupar — diz ele, dando-me um beijo na testa. — É justamente por sere um alfa que eu me preocupo — digo, sorrindo para ele. Fenrir dá-me mais um beijo e parte, correndo com um largo sorriso no rosto. Com um suspiro, me levanto. Já estava tarde e eu ainda não havia comido nada, então resolvo descer até à cozinha para preparar algo para mim. Assim que chego à cozinha, encontro o conselheiro Isacar com uma xícara de chá na mão. — Desculpe incomodar, conselheiro — digo, fazendo uma pequena reverência. — Não se desculpe, Luna, o intruso aqui sou eu — diz ele com um sorriso no rosto. — Não deixe que a minha presença te incomode. — Jamais, conselheiro, estava apenas com fome — digo, corando. — Se me permitir, posso preparar algo para você. Sou um bom cozinheiro — responde ele, sorrindo. — Não mesmo, conselheiro, é um convidado e não devia cozinhar para mim — digo, apressada. — Vamos combinar algo — diz ele, colocando a sua xícara na bancada à minha frente. — Chama-me apenas de Isacar para começar. — Mas… — Sem mais, Luna. Você tomou do meu sangue, acho que podemos pular as formalidades depois disso — diz ele tranquilamente. — Apenas se me chamar de Zara — digo, vendo que ele não mudaria de ideia. — Combinado, Zara — diz ele, sorrindo. — Agora, se me mostrar onde estão os utensílios de cozinha, posso preparar algo para nós. Vendo que ele não mudaria de ideia, apenas sorrio e ajudo-o a encontrar tudo de que precisava. Isacar prepara uma xícara de chá para mim, e sento-me num banquinho enquanto ele prepara o nosso jantar. — Sabe, Zara, isso é algo que eu sempre fazia com a minha falecida companheira — diz ele enquanto corta um pedaço de carne. — Deve sentir muita falta dela — digo, sentindo a saudade que emanava dele ao falar dela. — Sinto sim, e fazer as coisas que gostávamos é, para mim, uma forma de relembrar os nossos bons momentos. Isacar tinha uma presença tranquila, e eu sentia-me calma perto dele. Não via perigo ou malícia nas suas palavras e comportamento; era como estar em família, ao menos era o que eu imaginava que uma família seria. — Zara, sei que já falamos sobre isso, mas gostaria de saber mais sobre a sua mãe — diz ele depois de um tempo. — Não me importo de falar sobre ela. Na verdade, eu nunca a vi, Alfa James sempre me disse que ela tinha morrido no parto, então apenas acreditei nas suas palavras. — Lembrar daquilo não me fazia bem, mas eu entendia que certas coisas tinham que ser deixadas para trás, e o assunto sobre a minha mãe era uma dessas coisas. — Sabe dizer se já viu alguma foto ou retrato dela? — pergunta ele. — Sim, lembro-me de que encontrei uma vez uma gaveta de Alfa James com algumas fotos dela, e ela parecia-se bastante comigo — digo, sorrindo. Ao menos isso eu podia afirmar, que a mulher da foto era realmente a minha mãe. — Que bom, então ainda temos esperança de saber quem ela é — diz ele, virando-se para mim. — O que quer dizer? — pergunto. — Vou providenciar algumas fotos para ver, e poderá dizer-me qual delas é a sua mãe. — Suas palavras acendem uma centelha de esperança no meu coração. Seria possível que eu descobrisse quem era a minha verdadeira família?
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