Descobertas Entre Companheiros

1104 Words
**Fenrir** Pensar que eu tinha machucado Zara me incomodava terrivelmente, e ver o seu dedo imobilizado era uma prova constante do que eu tinha feito. Eu. Prometer a ela que não arrancaria a cabeça de Lorcan doeu, mas eu devia isso a ela e sabia que apenas uma promessa não pagaria o m*l que eu havia causado. Sempre sonhei com o dia em que teria a minha companheira, e agora que a tenho, eu a machuco. Imperdoável. — No que está pensando? Posso sentir a sua inquietação — diz Zara, sonolenta. — Em como sou um i****a — digo, e vejo ela levantar a cabeça do meu peito. — Por que diz isso? — Porque só um i****a machucaria a mulher que ama. — Vejo Zara se sentar lentamente, os seus olhos dourados fixos nos meus. — Foi um acidente, e já te perdoei. Também não esperava que fosse fazer isso, Fenrir, mas aconteceu, e isso já é passado. Esqueça isso, apenas. Suspiro. Zara tinha razão numa coisa: já tinha acontecido, e eu não podia voltar no tempo para impedir o que houve. Tudo havia sido tão rápido que tinha me esquecido que segurava a sua mão quando o fúria me dominou, e o resultado disso não poderia ser mais desastroso. — Vou me sentir melhor com um beijo — digo, olhando para ela com uma expressão triste. Zara se inclina lentamente sobre mim, a suas mãos apoiam-se no meu ombro, e os seus lábios tocam os meus com delicadeza. — Satisfeito? — pergunta ela, mas é claro que eu não estava; jamais teria o suficiente de Zara. — Isso nem foi um beijo, Zara — digo, enquanto me sento na cama. Então a puxo para o meu colo, colando os nossos corpos. — Beija-me, pequena, mas do jeito que sabe que eu gosto. Observo a suas bochechas corarem, mas ela faz o que peço. Zara se inclina na minha direção e começa a beijar o meu pescoço, os seus lábios estalando no lugar, fazendo-me arder. As minhas mãos se apertam na sua cintura pequena, tentando não me mexer; queria que ela se sentisse confortável para explorar o meu corpo. Os seus lábios sobem pelo meu pescoço até a minha orelha, arrancando-me um gemido angustiado quando ela a morde de leve. Sinto uma das suas mãos se emaranhar nos meus cabelos, segurando com força minha cabeça. Eu estava refém de Zara, totalmente entregue aos seus beijos. Sinto a sua língua passear por meus lábios antes de ela o puxar com os dentes. Quando a sua língua adentra a minha boca, perco o pouco de controle que tinha. Aperto Zara contra o meu corpo, pressionando-a mais sobre a minha ereção. Gemo de prazer com aquele contato; queria mais, muito mais do que aquilo. Então, a deito sobre a cama sem interromper o nosso beijo, e as minhas mãos passeiam por seu corpo, deslizando por suas pernas. Tudo o que podia ser ouvido no meu quarto eram os gemidos que vinham tanto de mim quanto de Zara. A minha mão desliza por sua perna, apertando a sua cintura. Ela estava entregue às minhas carícias, enquanto os seus lábios ficavam exigentes sobre os meus. Encontro a sua calcinha e acaricio a sua pele por sobre o tecido fino. O cheiro dela enchia o ar, e saber o quanto ela estava excitada com os meus toques inflamava o meu próprio desejo. Em nenhum momento Zara me parou, e aquilo era o incentivo que eu precisava para continuar. Afasto a sua calcinha com cuidado e, quando os meus dedos tocam a sua pele, vejo-a tencionar. — Quer que eu pare, amor? — pergunto, enquanto acaricio o seu ponto sensível. Zara estava linda excitada, os seus olhos brilhavam, o seu rosto estava corado, os lábios levemente inchados, o seu peito subia e descia enquanto a sua respiração voltava ao normal. Uma verdadeira deusa aos meus olhos. Como ela não responde, apenas continuo a acariciá-la lentamente. Deslizo os meus dedos por sua extensão, fazendo-a gemer. Com cuidado, começo a penetrá-la com o meu dedo, não entrando muito, apenas o suficiente para que ela se acostume com aquela invasão. — Está desconfortável? — pergunto e vejo-a corar, escondendo o rosto no meu peito. — Não há motivo para se envergonhar, amor. Deixo o meu dedo na sua i********e por alguns segundos, enquanto acaricio o seu c******s. Vejo-a arquear as costas, os seus lábios emitindo doces gemidos. Não me contenho e tomo a sua boca num beijo cheio de desejo, a minha língua explorando a sua boca sem pudor algum. Sinto o corpo de Zara tremer sob o meu e o seu corpo apertar o meu dedo. A minha garota tinha tido um orgasmo intenso agarrada a mim. — Isso foi bom, não é mesmo? — digo, beijando o seu pescoço, a minha língua deslizando por sua pele. — E vai ser bem melhor quando eu estiver dentro de você. — Fenrir. — Ouvir a sua voz manhosa era a melhor coisa do mundo. Sinto o seu cheiro se intensificar no quarto; ao que parece, ela gostava bastante dessa ideia. — Gostaria disso, pequena? De me sentir dentro de você? — continuo, enquanto beijo os seus ombros. — Aposto que te levaria a um orgasmo bem mais rápido que agora. — Você é… — começa ela. — Muito descarado. Afasto-me um pouco e olho para seu rosto vermelho de vergonha; adorava vê-la daquela forma. Pego a mão de Zara e a coloco sobre a minha ereção. Vejo os seus olhos se arregalarem, e apenas gemo ao sentir o calor da sua mão. — Isso é o que acontece comigo toda vez que estou perto de você — digo, esfregando a mão dela sobre a minha calça, queria que ela se acostumasse com aquele contato. — É como uma droga para mim, Zara, sempre despertando os meus desejos mais loucos. Vejo a sua respiração se agitar, e quando retiro a minha mão, ela continua a me acariciar. Sorrio ao ver o desejo estampado nos seus olhos dourados. Zara não tinha ideia do que estava causando no meu corpo com aquele contato. — Amo o teu toque, pequena; amo a forma como reages a mim — digo, perdido na luxúria do momento. — Quero-te, Zara, por completo. — Fenrir — diz ela, com a voz baixa, os seus olhos examinando atentamente o meu rosto. Agora que Zara podia sentir as minhas emoções, tudo era bem mais fácil, pois ela podia sentir a intensidade do meu desejo por ela. — É minha, Zara, apenas minha — digo antes de reivindicar os seus lábios num beijo voraz.
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