Enquanto o ônibus se afastava, Zero não conseguia parar de olhar as duas. De mãos dadas, Giulietta e a amiga aguardavam pela carona do pai de Margot. Estavam visivelmente abaladas, pareciam alheias ao vai e vem dos pedestres e ao tumulto do fim de tarde gelado da Avenida João Pessoa, perto das sete horas da noite. O coletivo dobrou a esquina da Avenida Ipiranga e seu pensamento percorreu rápido todos os acontecimentos daquele dia estranho. Zero também sentia um incômodo, uma sensação r**m de um desagradável embrulho na barriga, era difícil absorver tudo aquilo. O sorriso fácil e seu bom humor o deixaram enquanto pensava. Ele não deveria ter feito um monte de coisas, como convencê-las a subir no observatório, por exemplo, ou insistir para Giulietta testar o capacete... Seu comportamento ins

