O carro do pai de Margot parou numa rua tranquila e arborizada no tradicional bairro do Jardim Botânico. Dona Dafne acenou para o Coronel, que nunca descia do carro, enquanto abria o portão para Giulietta e Margot. A casa era um belo e centenário sobrado que pertenceu à família do seu avô paterno. As grades reforçadas nas janelas e sobre o muro baixo, e as câmeras de vigilância poluíam a bela fachada destoando do bem cuidado jardim de orquídeas e bromélias, demonstrando que a casa era de outra época, tempo em que a segurança não era tão vital. Giulietta dormia no quarto que fora do seu tio Daniel. Nas paredes azul-pastel, além dos pôsteres do DJ holandês Paul Vlaar, havia fotos da família, uma estante com alguns aeromodelos - hobby que ela herdou do avô - uma maquete do sistema solar pen

