CAPÍTULO 4

1084 Words
Fiquei paralisado, meu corpo tremendo enquanto Delmom parava o dedo, causando uma sensação ardente e desconhecida. Seu rosto mudou: seus olhos escureceram ainda mais e as veias se destacaram em suas bochechas. De repente, ele se afastou, deixando meu corpo e arrancando um gemido involuntário dos meus lábios. Engoli em seco enquanto observava sua noz se mover tensamente. Para minha surpresa, ele me levantou com as mãos até que eu me sentasse, expondo meus s***s. Ele não tirou os olhos semicerrados enquanto observava minha respiração acelerar, revelando minha condição. O silêncio entre nós era insuportável. Eu tinha receio de me mover para não provocar nada, enquanto minhas entranhas pulsavam e, embora envergonhada, queria que continuasse. Fechei os olhos, tentando controlar minhas emoções. — Você tem receio de mim — Delmom disse com uma voz seca e calma, sem a grosseria anterior, mas com uma intensidade que me arrepiou. Sua mão agarrou meu pescoço, me forçando a olhar para ele. Parei de respirar, presa entre o medo e um estranho fascínio pelo seu domínio. Estou ficando louca? — Seu pai me deve mais do que dinheiro — disse ele friamente. Não importa o quanto você me tema, não há saída para você. — Você está insinuando que minha única saída desta casa é a morte? — Minha voz tremeu. — Não — ele respondeu, inclinando ligeiramente a cabeça. Se encontrar uma maneira de me vencer, o que é impossível, então não terá de ficar aqui. — Você me deixa ir? — m*l reconheci minha voz, tão fraca e rouca. — Não. — Mas você acabou de dizer o oposto… De repente, seus lábios desenharam um sorriso frio e quase ameaçador. — Só porque você sai desta casa, não significa que você vai me deixar — ele avisou. — Isso vai me matar? — Perguntei, temendo a resposta. — Sua morte não me serve de nada; é enquanto você estiver vivo que você me beneficia — ele se curvou, seus olhos penetrando minha alma — É por isso que você viverá. — Às vezes a vida é pior que a morte — sussurrei fracamente. — Talvez — aceito—, mas você não terá escolha. Prendi a respiração, tentando absorvê-la enquanto ele soltava meus pulsos. — Precisamos conversar. E você comerá — disse ele em tom calmo, mas autoritário. Prepare-se e desça. Quando ele se levantou, sua mão deslizou um último toque quente pela minha clavícula. Sem vergonha de sua nudez, ele foi até o armário. Olhei em volta, mas ainda vi o corpo dele, e um calor invadiu-me. — Pense — ele disse antes de ir embora — Você quer continuar vivendo com medo? Tem receio a vida toda? Fiquei sozinha em silêncio, com minha cabeça e meu corpo vibrando com suas palavras e carícias. Respirei fundo, segurando o cobertor com os dedos dormentes e deitando-me, enquanto meu peito subia e descia freneticamente. Suas palavras ressoaram em minha mente, sua mudança abrupta, como ele de repente me impediu, fazendo algo que eu nunca havia sentido antes. Engolindo, incapaz de resistir, deslizei a mão por baixo do cobertor, abrindo um pouco as pernas. Meu c******s batia forte e minha barriga ardia com um desejo desconhecido. Prendi a respiração e toquei cuidadosamente a protuberância com o dedo médio. Fiquei sem fôlego ao lembrar do movimento de Delmom. Minha mente gritou para eu parar, mas minha mão não obedeceu, convencida de que mais um toque… A cada giro, os movimentos ficavam mais fortes e rápidos, até que de repente abri os olhos, ofegante, arqueando-me, liberando um gemido estrondoso de prazer. O silêncio do quarto me envolveu, mas meu corpo ainda tremia com o eco do que eu havia vivenciado. Expirei com dificuldade, apertando o cobertor, sem conseguir acreditar que ele me permitiria isso. Eu não sabia o que vestir, porque minhas coisas haviam sumido. Após um banho rápido, fui obrigado a utilizar um grande roupão masculino, cuja mera presença fez minhas bochechas queimarem ao pensar que ele sabia que eu não tinha nada por baixo. Deus… Aquele homem tinha-me comprado como objeto, e pela primeira vez na minha vida toquei-me a imaginá-lo. Pela primeira vez, senti um orgasmo, causado por ele. Até aquele momento, o desejo e a ideia de sexo eram indiferentes para mim; agora, era como se uma represa tivesse sido quebrada. Tocando na maçaneta da porta, respirei fundo e a abri lentamente. Saí contendo o desejo de correr de volta e me trancar. Ontem eu queria sair, mas hoje tive receio de seguir em frente. O silêncio da casa vazia só aumentou minha sensação de prisão. Andei pelo corredor com cautela, olhando para trás com medo. Desci as escadas e me deparei com uma sala parecida com uma sala de jantar, com uma passagem para a cozinha. Sobre a mesa, duas porções já servidas, separadas nas extremidades de uma grande tábua. Passei pela mesa, surpreso com o aroma da comida. Eu não esperava sentir fome depois de tudo o que aconteceu. — Sente-se — uma voz me ordenou atrás. Virei-me rapidamente e vi Delmom, vestido com calças e camisa preta, abrir alguns botões, revelando parte de sua tatuagem. Ele parecia frio e sério, exatamente como no dia em frente ao meu pai. Ele se aproximou sem eu perceber. Acenei com a cabeça sem falar e sentei-me numa extremidade, ele na outra. A distância entre nós me deu um breve alívio. Concentrei minha atenção na comida e nas minhas mãos, imitando seus movimentos. Foi o café da manhã mais estranho da minha vida, com medo de olhar para cima e encontrar seus olhos, até que estava quase acabando. — Olhe para mim — disse a voz dele. Tremi e olhei lentamente para cima, encontrando seu olhar escuro e atento, meio fechado. — A partir de hoje, todos os cafés da manhã estarão aqui — afirmou, observando minha reação sem desviar o olhar. Você pode considerar este lugar sua casa ou sua gaiola. Está tudo na tua mente. Nenhum dos meus vai te machucar ou se aproximar de você desnecessariamente, mas somente até você decidir fazer alguma loucura — o aviso dele sobre escapar foi claro, e eu franzi os lábios em resposta. Você fará o que eu lhe disser e não tomará decisões importantes sem mim. Você me respeitará na minha frente e, sozinho, será honesto comigo… — Então eu sou uma escrava que só pode tocar seu dono? — Eu interrompo, incapaz de conter a amargura em minhas palavras. Os olhos de Delmom estreitam-se ferozmente.
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