Com os olhos arregalados, ele olhou nos olhos azuis escuros do homem, que brilhavam com interesse lascivo.
Fiquei tão surpreso que nem consegui prever a mão dele. Com uma habilidade impossível, ele pegou o tablet. Sentei-me de repente e estendi a mão, mas Delmom rapidamente a levantou acima de mim e estreitou os olhos.
— Dê para mim! — Eu gritei, levantando os braços.
Mas o homem não só me ignorou, como também conseguiu me segurar pela cintura com uma mão e, ao mesmo tempo, olhar as frases.
— Que leitura interessante. E o principal, quanta teoria... — Delmom murmurou, lendo cada vez mais.
— Delmom —Eu soltei, quase pulando—. Devolva-me agora mesmo...
Delmom, sorrindo, finalmente me devolveu. Eu provavelmente já teria lido o suficiente. Desliguei a tela imediatamente e pressionei-a contra meu peito, que subia e descia com dificuldade. Passei por ele fazendo um desvio, sem olhar para seu rosto. Quase corri para dentro de casa, sem escondê-la.
— Se você estiver interessado em praticar, venha me ver — Ele me jogou nas costas.
Franzi os lábios. Estava queimando, como lenha no fogo. Eu precisava beber água com urgência. Corri para a cozinha, deixei o tablet na mesa e me servi de um copo de água fria. Bebi em cinco doses, esvaziando-o.
Virei-me e, soltando um grito de medo, o vidro caiu. Explodiu no chão e quebrou. Brinquei quando uma lasca cortou meu pé. Eu tinha fugido de Delmom tão rapidamente que nem percebi que estava descalço.
— Não se mova — Delmom rugiu. Ele me assustou com sua aparição silenciosa na cozinha escura.
Eu nem gemi quando ela me pegou nos braços e, no momento seguinte, eu já estava sentado na mesa. Delmom, sem pensar, agachou-se na minha frente e tocou minha perna com sua mão grande. Soltei um suspiro, perplexo com aquele impulso dele. Apertei os olhos para a dor aguda na planta. Ele olhou para meu rosto e eu me encolhi diante de sua expressão áspera. Depois concentrou-se no meu pé.
— O corte é bastante profundo — Delmom disse. E quando eu, mesmo assim, quis olhar, ele de repente me soltou:
— Não olhe!
Obedeci imediatamente e olhei para cima, colidindo com seu olhar penetrante.
— Não olhe para o seu pé e sente-se aqui até eu voltar. E nem pense em me desobedecer — Ele disse em tom equilibrado, sentou-se e saiu da cozinha.
Olhei para o chão, evitando olhar para a perna machucada. Deus, isso precisa ser limpo...
Não sei se demorou um minuto até que Delmom aparecesse diante de mim novamente. Fiquei paralisada, olhando para o armário de remédios em suas mãos, e engasguei quando ele se agachou na minha frente novamente. Então ele me pegou e abriu minhas pernas. Fiquei tenso e os empurrei para trás, fixando seus olhos.
— O que você está fazendo?
— Estou tentando curar sua ferida. Seja uma boa esposa, abra as pernas e não atrapalhe meu caminho.
— Por que tenho que abri-los?
— Bem, como médico tenho que receber meu pagamento por visão.
Passei um segundo processando sua resposta e fiquei vermelho novamente até esquecer a dor. Meus shorts de hoje estavam muito curtos e, com essa posição, não cobriam quase nada.
—Você...
— Eu sou seu marido e não posso apenas olhar para você, mas também tocá-la. E, a propósito, você gostou das duas coisas.
Lembro-me da primeira manhã na casa dela e de seus toques atrevidos, e meu c******s começa a bater ali mesmo. O calor desce pela parte inferior da minha barriga quando o olhar de Delmom se transforma num abismo. Aperto minhas coxas ainda mais para saciar o que sinto, mas só piora.
— Natalia, não me teste — o homem rosna e, com um único movimento repentino, separa minhas pernas, pega o pé que precisa e o apoia no joelho.
Eu choramingo enquanto sinto a dor ardente e tento me afastar, mas o aperto firme de Ernest não permite.
— Mais devagar — diz Delmom, um pouco mais suave, e fico tão surpreso que por um segundo esqueço a dor.
Eu olho para baixo. Não ao pé, mas ao rosto dele. Cada movimento é concentrado e delicado... Mãos acostumadas a segurar uma arma podem tocar algo assim tão suavemente. Para alguém. Eu engulo saliva grossa. Meu coração bate nos meus ouvidos.
Assim não percebo quando ele termina de tratar a ferida e enfaixa meu pé com gaze fina. Só entendo quando ele levanta o queixo e olha para mim. Eu acidentalmente prendo a respiração.
— De agora em diante, tenha mais cuidado. Talvez eu não estivesse por perto e você teria se saído pior.
— Não é por isso que tenho Kael? — Eu pergunto, levantando uma sobrancelha.
Os olhos de Ernest estreitam-se de repente diante da minha pergunta. Ele morde o lábio e se levanta, inclinando-se um pouco sobre mim. Nem mesmo minha posição na mesa me deixou mais alto na frente dele. Fico sem ar com seu cheiro enquanto ele aproxima seu rosto do meu, parado entre minhas pernas.
—Você está certo. Kael está lá para proteger você, até mesmo de si mesmo, quando eu não estou por perto. Mas ele não pode fazer isso — Delmom sussurra em voz baixa.
Levanto as sobrancelhas diante de suas últimas palavras e abro a boca para perguntar o que ele quer dizer. Mas nem tenho tempo de inalar quando os lábios dele caem sobre os meus.
Gemo contra os lábios ásperos e dominadores do homem, ao mesmo tempo agarrado à sua camisa, tentando recuperar o equilíbrio. Ele não me toca com as mãos, elas ainda estão dos dois lados de mim. Eu poderia empurrá-lo a qualquer momento, mas em vez disso aperto a camisa verde escura com mais força entre os dedos. Seus lábios e língua são tão insistentes, tão possessivos, e a pulsação entre minhas pernas é tão forte que minha cabeça desaparece completamente.
No momento em que respondo com a mesma intensidade, as mãos firmes de Ernest caem sobre minhas nádegas, espremidas pelo tecido jeans. Com um único movimento, ele me arrasta até a borda da mesa, pressionando minha virilha contra a protuberância dura de suas calças. Eu gemo mais alto contra sua boca e aperto os olhos, já fechado, quando ele empurra algumas vezes com os quadris. Como se imaginasse como pôs o pénis em mim. Isso desencadeia uma avalanche de sensações dentro de mim.
Uma de suas mãos se levanta, ele coloca meu cabelo em punho e puxa para trás, quebrando o beijo. Não posso nem protestar quando a boca dele cobre a pele atrás da minha orelha e abaixo. Inclino a cabeça, dando-lhe melhor acesso. Eu me derreto quando seus beijos molhados e pulsantes deslizam pelo meu pescoço até a clavícula.
— Ah-ah-ah...
Delmom, de uma só vez, abaixa o cardigã até os cotovelos junto com as alças da camisa. Uma brisa quase imperceptível envolve meus s***s sensíveis e faz meus m*****s endurecerem ainda mais.
— Maldita arte — o homem rosna, e eu me afogo em um gemido alto enquanto ele lambe um mamilo, circundando o contorno escuro, e pega o mamilo do seio direito com os lábios. Ele choraminga quando sua mão toca sua esquerda, deixando-a fora de sua atenção, e aperta a ponta entre o polegar e o indicador.
— Delmom ... Por favor... —Eu imploro a ele, sem nem entender o que estou pedindo a ele. Eu nem entendo como deixei ele fazer isso comigo.
Mas ele não precisa de explicações. Ele sabe o que eu preciso melhor do que eu. Sua mão desce entre nossos corpos. Alguns movimentos habilidosos dos dedos e meus shorts estão desabotoados. Mais dois movimentos e eles já estão em algum lugar no chão, entre as pernas de Delmom. Estremeço e aperto com força enquanto Delmom coloca a palma da mão na minha calcinha.
— Sua calcinha está encharcada. Este é realmente meu presente de primeiros socorros?
— Não — Balanço a cabeça, ronco com o que sinto e não percebo que estou balançando, esfregando-me na mão dele.
— Mentira. Que doce... — respira o homb, bajo, junta no meu ouvido, e um curativo de calafrios me vira. Grimoteo curando os dedos começa a esfregar ritmicamente meu c******s inchado.
Respiro fundo, fico tenso, abro bem os olhos e uma onda inesperada, mas tão desejada, me atinge. Eu me sacudo todo, batendo em Delmom. Seus movimentos, que se tornam mais rápidos e fortes, intensificam tudo, prolongando o êxtase.
De repente, tudo cai. Desmorono, exausto, sobre a mesa fria. Minhas mãos, presas na camisa e no cardigã como se fossem algemas, das quais eu nem tinha pressa de me libertar.
Com a respiração difícil, não consigo chegar ao momento em que sinto dedos atravessando o tecido da minha calcinha, me tocando e me fazendo gemer com o ar fresco que envolve meu c******s e meu sexo úmido.
Olho para baixo e me deparo com a expressão satisfeita e faminta de Delmom, com a qual ele devora minha virilha. Ele pega minhas duas pernas abaixo dos joelhos, abre-as bem, apoia meus pés na beirada da mesa e as segura.
Eu engasguei com uma tentativa de protesto quando seus lábios, que me beijavam há pouco tempo, me beijaram ali... E foi o beijo mais explícito que ele me deu. O mais poderoso.
Eu choramingo, jogo minha cabeça para trás, perdendo completamente o controle.
— Oh, Deus... Ah-ah-ah... Isso... Mmm... — é tudo o que posso dizer naquele momento — Delmom! — Eu gemo, sentindo outra onda me cobrir, apertando o tecido da minha própria roupa com os dedos.
— Outro — diz Delmom, mas não entendo. Mais alguns movimentos e... paradas — Diga meu nome se quiser que eu deixe você gozar.
Deus, eu o chamaria de “senhor” enquanto ele continuasse.
— Delmom... Delmom! — Eu grito mais alto quando ele me cobre novo com sua língua e lábios, aninda mais intenso, aninda mais descarado, encontro minha libertação imediatamente — Merda!..
Eu tremo, tensa, esfregando-me em seu rosto. Ele não para, e isso acontece repetidamente, até que não consigo mais falar e apenas gemo sílabas isoladas.
E depois acabou. Eu sei quanto, mas é isso... Sinto como se estivesse sendo criado e descansando minha cabe no poderoso peito do manm.
— Só eu posso te levar ao orgasmo nesta mesa e em qualquer em outro lugar. Entendido? ... No meu caso, eu ouço você.
— Sim — Eu sussurro, suavizo e apenas respiro, com força, ouvindo meu coração batendo no peito, que parece se misturar com outro.