CAPÍTULO 19

1026 Words
Eu não tinha planejado isso. Isso não deve acontecer em nenhuma circunstância. Meu cérebro, meu p*u e meu maldito coração de pedra não deveriam ter vida própria quando me deparei com o olhar dele, aqueles olhos cinza-azulados, como os de uma corça. Engulo seu gosto com dificuldade na boca e me forço a tirar os olhos dele. Eu me permiti demais com ela na frente das pessoas. Amanhã todos saberão que tenho uma esposa. Embora esse também fosse um dos meus objetivos ao vir a esta exposição estúpida. Mas certamente não demonstrando nenhum sentimento... A única coisa que me permito agora é segurar a mão dele e entrelaçar meus dedos com os dele, firmemente. Minhas mãos, cheias de cicatrizes e sangue, parecem horríveis ao lado de seus dedos delicados e claros, sem uma única falha. Ela era como uma maldita boneca de porcelana. Limpo e bonito. Se eu fosse um pouco menos egoísta, nem ousaria tocá-lo e manchá-lo, mas, graças a Deus, não sou assim. Sinto a presença dos outros e tudo isso parece muito claro, e isso me irrita. Minha mão queima de tanto sacar a arma e pintar as paredes e pinturas com sangue. Pelo menos então haveria algo para ver. Mas... eu não faria isso pelo mundo enquanto Eva estivesse ao meu lado. Somente se sua segurança estivesse em perigo. Meu coração se afunda quando me lembro do nosso casamento. Pela primeira vez em muito tempo, tive medo por outra pessoa. Fiquei com tanto medo que esqueci do ferimento e daquelas monstruosidades, algumas das quais eu estava interrogando naquela mesma noite no porão. Minha esposa, caramba, ela tem medo de sangue. Que irônico, não é? Ela é casada com um homem que não passa um único dia sem sangue. Eu tenho isso literalmente a cada passo que dou. E essa foi outra razão para deixá-la ir... Mas eu não consegui. Não vou deixá-la ir, de jeito nenhum, mesmo que eu tenha que escondê-la disso a vida toda, mesmo que seja por causa de uma única gota de sangue. Minha mão ficou fria, mas eu estava alerta a cada segundo enquanto andávamos pela sala. Eu daria tudo para sair deste lugar agora mesmo e tomar conta dos lábios dele novamente. Pegando Eva nas garras dos meus braços e não me importando em manchá-la. Isso se tornou demais para mim. Minhas bolas estão quase ficando roxas, e gozar no azulejo do banheiro se tornou insuportável. Eu queria f***r minha esposa mais do que qualquer coisa no mundo. Nem a prostituta mais cara e de elite conseguiu deixar meu p*u duro. E naquela noite fiquei ainda mais zangada comigo mesma quando podia gozar só de pensar nos lábios dele, nos olhos inocentes da Eva. E, claro, só com a minha mão. Eu nem queria que uma prostituta me chupasse. Então naquele dia eu entendi que estava com merda até o pescoço. E ainda assim, não posso sair da exposição tão cedo. Sr. Gustavo e sua amada esposa Sr. Mere devem ver como sua filha, a quem queriam vender para salvar suas peles podres, anda pelas pinturas como uma rainha e nem sequer lhes dá um olhar, como se não fossem ninguém. Isso me fez sorrir por dentro. Mas exatamente meia hora depois minha paciência já estava se esgotando, e a ereção ameaçava estourar minhas calças a qualquer momento. Soltei nossas mãos entrelaçadas e descansei minha palma na pele nua das costas de Eva, macia, suave, como seda. Senti como ela estremeceu, como sua pele rastejou. Forcei-me a conter meu sorriso e inclinei-me em direção à orelha dele. — Você quer ficar aqui mais um pouco, esposa? Sinto sob minha mão como seu corpo treme, como ele engole com dificuldade e treme lentamente com a cabeça. Caramba, sim. Contive meu gemido, olhei para um dos meus e empurrei Eva em direção à saída. Não olhei para ninguém. Especialmente Kael. Custou caro àquele i****a não ter tirado as entranhas e pendurado-as naqueles trapos vermelhos. O ciúme e a raiva não me soltaram nem por um segundo quando vi como Natália o recompensou com um olhar, e ele, a maldita monstruosidade, me deixou louco com suas palavras. Hoje, pela primeira vez, eu realmente queria estrangulá-lo. Ali mesmo, com aquela mesma gravata borboleta. Droga! Sento Natalia no banco do passageiro, sento-me ao volante e começo. Percebo seus olhares rápidos, o rubor em suas bochechas e ouço seu coração acelerado. Aposto que o cheiro da nossa excitação literalmente flutua no ar. Paro em frente à casa, saio do carro e grito para meus homens não entrarem. Cinco segundos depois já estou abrindo a porta ao lado dele. Ela desce e chega na minha altura. Nossos olhares se cruzam, minha respiração é cortada e, no segundo seguinte, eu a sinto. Eu inalo pelo nariz e pressiono Natalia contra meu corpo duro como pedra. A garota solta um soluço, mas me deixa aprofundar o beijo. Rosno, devorando seus soluços e gemidos sem ficar satisfeito. Sem sair de seus lábios, eu a pego em meus braços, pressionando suas incríveis nádegas contra mim. Natália me cerca de braços e pernas enquanto eu a carrego para dentro de casa. O interior acende-se assim que entramos, mas não me interessa. Eu só a vejo. Meu p*u dói de vontade de entrar na b****a apertada dela o mais rápido possível. Caramba, preciso dele como se fosse necessário oxigénio debaixo de água. Chegamos ao quarto e eu literalmente caio com ela, segurando-a com uma mão e apoiando-me no colchão com a outra. Eu arranco meus lábios dos dele. De seus lábios carnudos e vermelhos, inchados pelo beijo, escapa um hálito quente e doce, como um narcótico. Eu me transformo em uma fera e me jogo em seu pescoço, querendo deixar uma marca em sua garganta delicada e limpa. — Natália pronuncia meu nome abreviado, e poucas pessoas se atrevem a me chamar assim. Mas só pelo jeito que ela o pronuncia, meu p*u fica ainda mais duro. Porra. Hoje vou t*****r com a minha esposa. E se Deus quiser, ela também vai querer, porque senão, vou dar um tiro na minha cabeça para acabar com esse tormento. ‍ ‍
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