5 - Baekhyun: Cio

851 Words
Sabe, ômegas tem um cio que dura uma semana, e temos esse cio quatro vezes por ano, o que quer dizer que é a cada três meses. E infelizmente hoje é um desses dias, meu cio está pra começar, eu sei porque sinto uma dor como se meu interior se remexesse a procura de algo. Acho que deve estar procurando o que deveria ficar dentro de mim durante essa uma semana, o que quer dizer... Um Alfa! Nem meu corpo colabora. Eu fui para a escola mesmo sabendo que eu corria um “risco” caso meu cheiro ficasse muito forte, mas eu acho que daria tempo de ir até a escola dar as primeiras aulas e pedir licença por essa semana. A dor era bem incômoda, eu estava no meu mundinho, bem tranquilo, quando aquele moleque orelhudo que tem o sorriso psicopata mais lindo que eu já vi, senta do meu lado. Ele foi tão doce, ele me ofereceu café, as pessoas não são mais gentis assim. Eu queria que vivêssemos em outro tempo, mesmo sabendo que em outra era eu não poderia ficar com ele por causa de uma coisa que eles chamavam de homofobia. Mas de qualquer forma. Eu aceitei seu copo de café, sabia que era cappuccino, meu olfato estava apurado – como em todo o cio de um ômega – eu pensei que provavelmente ele não tivesse tomado café da manhã, por isso carregava aquele copo de café, mas não resisti, eu precisava beber. ... O dia se passou de maneira... Dolorosa. Eu sentia o cheiro dos alfas que trabalhavam na escola e isso só me deixava com ainda mais... Desejo – acho que posso chamar assim. ... Cheguei em casa e nem fui para a varanda fumar meus cigarros. Assim que fechei a porta fui tirando minhas roupas e indo em direção ao banheiro, preparei um banho de banheira. Queria ver se um bom banho melhorava. Mas instintivamente minha mão foi até minha entrada, penetrando dois dedos me fazendo gemer e revirar toda a água da banheira até que eu tivesse gozado. Vesti uma blusa comprida e uma boxer. Tinha me deitado na cama ainda me contorcendo, apesar de ter gozado há pouco tempo eu precisava de mais. Meus dedos não eram suficientes. Eu precisava de um alfa e a cada ano que passava isso ficava pior. O cheiro deles era... Tão bom... Principalmente de Chanyeol – que se acha um ômega. Eu... Sonhava em senti-lo em mim. Ouvi alguém bater com um pouco de insistência na porta, xinguei alto pensando ser a senhora Kim de novo. Mas ao abrir a porta vejo Chanyeol com um potinho entre as mãos me olhando com aqueles olhos brilhantes. Ele queria me pedir arroz e eu não conseguia parar de gemer. Seu cheiro... Era muito forte... Eu queria que ele fosse embora. Eu o mandei embora! Mas ele ficou, me agarrou e... Me beijou. Aquele pirralho! Me fez bater a porta com força e pular em seu colo, me esfregando descaradamente nele. Suas mãos grandes seguraram minhas coxas e ele foi até o quarto comigo em seu colo, sem desgrudar os lábios um mísero segundo. Ele parecia conhecer meu apartamento e meus desejos. Nosso beijo era voraz, parecíamos os dois animais que éramos. Não demorou para que a pouca roupa que eu usava estivesse no chão e seus lábios percorressem todo o meu corpo como se soubesse exatamente o que fazer, onde tocar e como me fazer seu. Eu tinha tanto ódio daquele moleque. Mas a sua boca quente, seus beijos lascivos me deixavam louco. Eu o puxava com mais força e colava meu corpo no seu. Eu praticamente rasguei suas roupas para sentir sua pele quente em contato com a minha. O joguei na cama e subi sobre ele, colocando seu m****o por completo dentro de mim. A lubrificação natural chegava a escorrer por minhas pernas tamanho era o desejo. Eu cavalgava, pulava, beija, mordia e arranhava. Ele fazia um desejo insano me consumir. E eu o odiava. Eu nunca deixei ninguém tocar em mim. De uma hora pra outra um moleque de sorriso psicopata aparece e me faz parecer uma v***a como se fizesse isso todos os dias. Mas no momento que gozamos, que eu senti algo – finalmente – bom se repuxar no meu interior, eu me senti completo. Caí ao seu lado exausto, com a respiração ofegante, tendo que respirar pela boca para ver se encontrava todo o ar que eu perdi pulando daquele jeito. — Me... Desculpe! — Hyung... O que foi isso? — Eu estou no cio. — Por isso as dores? – assenti. – Quer que eu te ajude nesses dias? Ele falou de uma forma tão inocente que nem parecia que estava me propondo algo tão indecente. Mas eu não tive tempo de pensar em uma resposta, meu corpo pediu novamente por ele, e sem que eu dissesse mais nada, tomei seus lábios para mim em outro beijo voraz, subi sobre o seu corpo e o fiz preencher o meu, como se a vida não fizesse sentido de outra forma.
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