6 - Chanyeol: Hyung

904 Words
Hyung... Gosto de chamá-lo assim. Acho que gosto dele. Mas seria algo muito complexo de se enfrentar. Eu sou um futuro ômega, certo? Mas tudo que eu mais quero nesse momento é que essa aula acabe logo. Eu quero correr para casa do senhor Byun e o ajudar. Disse aos meus pais que eu estava fazendo trabalhos escolares, por isso não poderia trabalhar essa semana. Mas depois me perguntei porquê eu menti. Não estou fazendo nada errado. É melhor para o senhor Byun que só eu o ajude, já que fui o primeiro neste cio. Eu não sei o que passou pela minha cabeça. Eu só queria sentir um pouco mais de perto o seu cheiro. Era um cheiro tão bom e quando eu dei por mim estava eu, abaixo do seu corpo delineado, sendo arranhado, chupado, mordido. Aquilo era tão bom. A forma com fizemos tudo de todas as formas possíveis. Só de relembrar seu corpo se contorcendo abaixo do meu, suas mãos finas agarrando os lençóis, seus gemidos... Minha calça fica com cada vez menos espaço. ... Assim que a aula acabou eu corri, não esperei ônibus, carona, táxi... Nada. Aquele desejo me consumia. Logo o cio dele termina. Eu preciso tê-lo para mim, talvez esse seja o último dia. ... Bati na porta dele de forma insistente. Ele abriu aquela porta apenas com uma toalha enrolada na cintura, ele bagunçava seus cabelos molhados e tinha aquela carinha de sono tão fofa. Eu invadi sua casa sem dar chance para que ele falasse alguma coisa, colei meus lábios nos seus. Atirei minha mochila no chão da sua sala e fui tirando meu casaco sem descolar nossos lábios. Assim que me senti um pouco mais livre agarrei sua cintura e fui guiando nossos corpos até seu quarto. A sua toalha caiu no meio do caminho e até chagarmos ao cômodo eu também já não tinha roupa alguma. Sua pele era quente e macia, aquele cheiro adocicado me inebriava e eu nem sabia o motivo, eu não tinha como descrever aquilo, mas se eu pudesse eu viveria com minha cabeça enterrada em seu pescoço me apossando da sua essência. O coloquei na cama com delicadeza e beijei todo o seu corpo como sempre fazia. Ao chegar ao seu baixo ventre eu não resisti, engoli seu m****o até que ele estivesse por completo em minha boca, tocando minha garganta, eu brincava com ele, passando minha língua de formas circulares e sugando cada vez mais. Ele gemia e se revirava na cama. Eu passei a língua pela parte interna das suas coxas, seus testículos e até sua entrada, tudo parecia chamar por mim, eu precisava senti-lo de todas as formas possíveis. Me posicionei sobre si e fui penetrando meu m****o em seu corpo. Suas pernas estavam entrelaçadas na minha cintura e suas mãos ora passeavam pelas minhas costas me puxando para mais perto, ora me arranhavam em uma forma de descontar o intenso prazer. Ele gemia e enterrava ainda mais a cabeça no travesseiro. Eu sabia que ele estava próximo de gozar. Acelerei as estocadas enterrando meu rosto em seu pescoço, me inebriando com aquele cheiro doce. Senti meu g**o vir em jatos fortes e o preenchendo. Fiquei dentro dele um tempo, esperando que uma coisa estranha parasse de me manter ali. Algo que depois eu descobri ser um nó. Eu saí de dentro do seu corpo e deitei ao seu lado, o puxando para que ficasse com a cabeça em peito. Entrelacei as nossas mãos e fiquei olhando para elas um tempo. — Seu cheiro está mais fraco. — É porque meu cio acabou. – ele disse rindo. — Por que não falou nada? – me virei um pouco de lado para que pudesse lhe olhar melhor. — Nem me deu tempo, já chegou me agarrando. – riu de novo – Mas foi bom. Sabe... Eu nunca tinha feito isso antes... — Fora do cio? — Em nenhum momento. – gelei. Ele estava mesmo dizendo que eu era o seu primeiro? — Está dizendo que... Eu fui o primeiro a... tocar em você? — É. Já deve ter notado que eu odeio essa forma de sociedade. Não queria que um Alfa tocasse em mim só por desejo e no fim quem fez por desejo fui eu. – suspirou – Mas de qualquer forma, você não é um alfa e se for um ômega vai ser um problema, porque isso foi bom e eles jamais deixariam dois ômegas ficarem juntos. — Eles não precisam saber. — Tá querendo dizer que quer ficar comigo? Sabe que não vamos poder falar pra ninguém, né? — Por quê? Ele suspirou e se ajeitou em meus braços. Acabamos ficando praticamente sentados, encostados na cabeceira da cama. Ergueu a mãos e começou a contagem dos motivos. — Um: eu sou mais velho que você. Dois: sou seu professor. E três: eu sou diferente dos outros e a sociedade me odeia. — Tudo bem. — O quê? — Eu aceito namorar escondido com você. — Eu não disse que era um namoro. — Que seja... Aceito... Ficar com você. — Com as minhas regras? — Aham! — Então tudo bem. Ele sentou-se sobre meu colo e me beijou. Ficamos naquela troca de carinhos até a hora de eu ter que ir pra casa. Eu estava animado. Eu estava namorado ou quase isso. Enfim. Mas uma coisa está me assustando agora. Que regras?
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