28 - Chanyeol: Aprendendo a amar

651 Words
Eu não acredito que aquele canalha teve a cara de p*u de aparecer na minha casa e achar ainda que tinha algum direito. Eu estava no quarto amamentando Hide, mas não deixei de prestar atenção em uma vírgula do que acontecia na sala. Assim que Hide dormiu, fui para sala, e ainda bem que cheguei no memento certo, Baek se faz de forte, mas no fundo dá pra ver o quão frágil ele é. Ele fechou os olhos e esperou o tapa, ele não revidou, ele não se afastou, ele esperou. Mas é óbvio que eu não deixaria aquele desgraçado tocar no meu marido. Depois de correr aquele i****a da minha casa, eu dei banho no Baek e ficamos deitados, ele estava estranhamente silencioso. Depois de algumas palavras trocadas tudo que ele queria era Hideki. Eu o trouxe e depois disso tudo que eu vi foram lágrimas. Baek estava chorando muito e isso me deixou nervoso. Pois ele não falava nada, apenas olhava o bebê e chorava, não aquele choro histérico, mas aquela coisa de cara inchada e vermelha e lágrimas que não param de escorrer. Fui para cozinha e preparei um chá para que ele se acalmasse. Alguns minutos depois voltei ao quarto e ele estava deitado com Hideki sobre sua barriga. Ele já estava mais calmo, agora ele apenas olhava o bebê e ficava fazendo carinho em seus cabelos ralinhos. — Eu fiz um chá pra você. — Obrigado, mas eu não posso me levantar agora, não quero acordar ele. – ele sorriu e continuou a acariciar os cabelos de Hideki. — Sabe, logo quando descobrimos que ele era um alfa, eu achei que você não fosse amar ele, mas te vendo assim, eu, sei lá o que pensei, mas fico feliz que o ame dessa forma. Hideki que respirava tranquilamente com as mãos serradinhas, seus olhos estavam fechados e sua boca ficava mexendo como se procurasse algo pra sugar. Ele respirou profundamente, levantando sua cabeça como se fosse abrir os olhos e deitou a cabeça virando para o outro lado. Baek parou o carinho por alguns segundos apenas para que Hide não acordasse e depois começou a fazer carinho nas costas do bebê, de forma circular como se o confortasse. — Eu não vou mentir, eu fiquei um pouco triste logo que “recebi a notícia”, digamos assim, eu fiquei bem ressabiado. Mas quando eu o vi, mesmo com aquele receio de tê-lo em meus braços eu... Eu já amava ele sabe?! Eu não seria como meu pai. Eu não deixaria de amá-lo porque ele é Alfa ou outra coisa. Meu pai fez isso comigo e eu não poderia fazer isso com ele, eu o amo. Acho que nunca ouvi algo que me deixasse tão feliz. O que acho mais incrível é que Baek não esconde nada, mente ou omite, ele não vê necessidade nisso, ele sempre me diz o que pensa. Mesmo em nossas brigas, que no final do dia sempre acabam na cama porque ele não sabe resolver as coisas de outra maneira. No fundo, estamos crescendo juntos. Não era sou eu que era uma criança a quase um ano atrás, mas nos dois. Pois o Baek sempre teve aquela pose se durão, mas na verdade ele era aquela criança amargurada que ainda tem medo do pai e por isso repudia a todos que o lembrem. Claro que outras experiências o traumatizaram, mas no fundo é isso. Então Hideki não ensinou só a mim a ser um Alfa e proteger a minha família, mas também ensinou ao Baekhyun que as coisas podem ser diferentes, que ninguém é igual e que tem pessoas que nos dão forças para vencer o mundo, ainda que não digam nada. — Eu te amo Baek, amo muito. Ele sorriu e fechou os olhos respirando fundo e passando os braços envolta do bebê, sem deixar de acaricia-lo por um segundo.
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