27 - Baekhyun: Meu bebê

669 Words
Fui até o quarto e peguei Hideki no colo, ele estava chorando e contorcendo a sua carinha de bebê, eu sei que é estranho, mas aquilo parecia tão fofo. Eu fiquei o balançando de forma calma, sentindo ele respirar fundo meio que se escondendo no meu peito e parando de chorar. Eu ia até a cozinha fazer sua mamadeira, mas a curiosidade de saber quem tinha chegado era ainda maior. Mas no momento que cheguei a cozinha senti que aquele era o maior erro que já tinha cometido na minha vida. Ele estava lá, é claro que ele não desistiria tão fácil. Chanyeol começou a rosnar, seus caninos chegavam a aparecer tamanha era a sua raiva. — O que você quer na minha casa? - Chanyeol perguntou entre dentes. — Falar com meu filho. Ele passou por Chanyeol como se fosse de casa e se jogou no sofá. Hideki sentiu a aura estranha que pairava na casa e começou a chorar novamente. — Amor, dá mama pra ele, enquanto eu falo com meu- — Não vou te deixar sozinho com esse... - Chanyeol mostrava sentir nojo na forma como olhava e falava, sua voz estava mais grave, fazendo com que meu corpo se arrepiasse. — Tá tudo bem. Dá mama, faz ele dormir e depois pode vir pra cá. — Tudo bem, mas eu volto. — Uhum... — Vem com papai garotão! - ele pegou Hideki dos meus braços e me deu um beijo na testa, indo para cozinha logo em seguida. Sentei-me na poltrona ao lado do sofá e fiquei encarando aquele indivíduo. — O que você quer? — O governo quer tomar a minha casa porque eu não paguei a hipoteca. — E o que eu tenho a ver com isso? — Eu preciso de um lugar pra morar. — E que com certeza não será aqui! Eu tenho filho pequeno, não vou deixar um traste como você ficar perto do meu bebê. Porque não procurou BaekBeom? Eu não sou seu único filho. — Ele está morando no Japão. — Isso não te impede de ir atrás dele. Não te quero aqui. — Olha como fala comigo seu moleque! Se eu quiser eu fico! Sou seu pai, faço o que eu quiser. Ele levantou a mão para me bater. Fechei os olhos esperando o tão conhecido tapa, mas o impacto não veio. Chanyeol segurou a mão dele com força e o empurrou, ficando a  minha frente. — Você faz o que quiser... Mas da porta pra fora, não vai tocar no meu marido. Você não tem direito nenhum nessa casa e se aparecer de novo aqui... Eu não respondo por mim. Chanyeol o puxou e empurrou para fora da casa e fechou a porta, eu podia ouvir os rosnados e os chutes que JungHo dava na porta, mas não me importei. Apenas corri para os braços do meu marido! Chanyeol me pegou no colo e levou para o banheiro para um banho. Fizemos tudo em silêncio, eu não precisava dizer nada, ele sabia o que estava passando pela minha cabeça. Ele me vestiu e nos deitamos. Eu fiquei com a cabeça em seu peito, fazendo desenhos invisíveis em sua barriga. Eu sentia vontade de chorar, mas é como se minhas lágrimas tivessem secado a muitos anos atrás. — Não sabia que você tinha um irmão. — É uma longa história. — Não quer contar? Tenho tempo. - ele sorriu. — Talvez um dia. — Não pode ficar assim Baek, não deixa que essas coisas te atinjam. — Tudo bem,  eu  só... quero meu bebê. Você  busca meu bebê? — Tudo bem! Chanyeol saiu  do quarto e eu me sentei na cama. Pouco tempo depois ele voltou com Hideki nos braços e o entregou a  mim. Vendo aquele rostinho fofo, sua pele branquinha, bochechas rosadas e olhinhos que pareciam estar sempre fechados de tão, tão puxados, minhas lágrimas caíram. Fiquei minutos chorando e jurando a mim mesmo que nunca deixaria nada de m*l acontecer ao meu bebê. Nunca!
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