38 - Chanyeol: Esforço mútuo

1071 Words
- Precisamos conversar. – Sehun levantou uma sobrancelha e crispou os lábios esperando Luhan começar – Amor, eu tenho que dizer que eu... A campainha tocou. - Chanyeol-ah eu vim para... Estão fazendo uma reunião? — Kris perguntou o olhando para a sala cheia. - Mais ou menos, entra. — dei espaço e ele entrou. - Chanyeol... – Baekhyun me fuzilou com os olhos. Voltei a sentar do seu lado no sofá. - Se o seu irmão pode ficar aqui, meu amigo também pode. – sussurrei em seu ouvido. Eu devo admitir que apesar de eu não gostar de BaekBeom, ele não era tão r**m. Ele estava sentado no chão com Hide em seu colo, os dois brincavam animadamente batendo palminhas e fazendo lutas entre os ursos, apesar de que Hideki mais batia com seu urso no chão do que no "inimigo". Kris e Sehun ficaram de pé no centro da sala. - Então, vocês estão se reunindo pra quê? - Eu ainda não sei. – respondeu Sehun de braços cruzados. - Vamos todos falar em uma ordem e depois a gente comenta sobre os assuntos. Sábado é aniversário do Hideki e queria que todo mundo comemorasse conosco na casa do Beom-ah. — disse Baek calmamente. - Eu estou voltando para China na quinta. — Kris soltou do nada entrando na brincadeira. - Eu estou... Grávido. — Luhan falou tímido. Um "O QUÊ?" foi dito por Sehun e Kris ao mesmo tempo. - Quanto tempo, Luhan? - Amor, e-eu... - QUANTO TEMPO? - Quatro meses. - Vamos para casa! - Sehun... - AGORA! Luhan abaixou a cabeça e foi atrás de Sehun. Baekhyun ficou olhando para porta com aquele olhar que mistura ódio e nojo. Eu o puxei para que ele sentasse no meio das minhas pernas e se acalmasse, depois disso Kris começou a contar sobre a sua viajem, acho que era isso. Eu não conseguia prestar atenção em nada, o cheiro do Baekhyun me fazia sentir uma corrente elétrica passando pelo meu corpo, eu comecei a lamber seu pescoço e distribuir chupões. Ele tombou a cabeça para o lado para que eu continuasse, mas não parou de conversar com os garotos ou brincar com Hideki. Eu não sabia explicar o que eu sentia nesse momento, mas eu gostava disso. Sei lá, quando a gente está próximo demais eu não sei como explicar as sensações que ele me causa, no caso todos os dias. Já se passava da meia noite, os garotos tinham pedido pizza e estávamos todos sentados no chão, Hideki dormiu entre as pernas do Byun que fazia carinho em seus cabelos castanhos, Yifan tinha vindo até aqui para se despedir especialmente de mim, mas no fim eu não conseguia tirar minha concentração daquele pescoço incrível, aquele cheiro, aquele calor. Eu sentia como se precisasse devorá-lo para me saciar, mas ao mesmo tempo ele poderia ficar entre meus braços para sempre e eu me sentiria feliz. Eu via tudo àquilo em câmera lenta, seus sorrisos, seus gestos, o jeito como depois de brincar com Beom ele voltava para mais perto e acariciava a minha mão que estava em sua cintura. A forma como ele me oferecia um pedaço da sua fatia de pizza e quando ele olhava para trás apenas para me roubar um selinho ou me dar um beijinho de esquimó, então ele sorria e continuava a conversar. Não entendo porque todos que tinham um companheiro não poderiam agir assim. Porque todos os Alfas tinham que ser como Sehun foi mais cedo, Baekhyun está certo em ter raiva algumas vezes. E achei linda a forma como ele se esforço aquela noite, ele conversou normal com Kris, mas eu sentia o seu ódio, mas assim como eu estava fazendo um esforço por ele, ele fazia por mim. Quando Kris foi embora e Beom fechou a porta, Baek suspirou aliviado, aqueles sorrisos – apesar da maioria ser verdadeiros por conta de seu irmão e nosso filho – eram difíceis de dar perto de alguém que o fazia tão m*l por conta do passado. Eu finalmente estava conhecendo um pouco mais daquele que vivia comigo há mais de um ano, muitas vezes nos damos conta que não sabemos nada um sobre o outro, nós sempre acabamos descobrindo tudo com o tempo, a convivência. E apesar das brigas e de outras coisas idiotas, as dificuldades. Eu não teria feito nada diferente. Eu ainda o teria marcado, ainda teria o engravidado duas vezes, aceitaria seus tapas quando faço algo errado, seus gritos quando não obedeço, seus castigos por conta do meu péssimo boletim e seus beijos no final de cada dia difícil. Seus abraços que passavam conforto e segurança, seu corpo que me mostrava que tinha uma nova forma de amar, algo que vai muita além das palavras que eu possuo para descrever algo. - Eu coloco Hide no berço, eu vou dormir no quarto dele mesmo. — disse Beom. - Mas eu tenho que trocar a fralda dele. – respondeu Baek impedindo que o irmão pegasse Hide no colo. - Eu sei fazer isso. Acho que outra pessoa está te implorando atenção. – ele mexeu a cabeça em minha direção. Assim que Beom saiu da sala Baek se virou no meu colo, deixando uma perna de cada lado do meu corpo e nossas testas coladas. - Acho que você deixou meu pescoço um pouco marcado, eu nem sinto mais ele. – riu. - Desculpe, mas acho que eu sou cada dia mais apaixonado pelo seu cheiro, seu gosto. - Eu te amo! Seus lábios se colaram aos meus em um simples selo, logo depois se mexendo um pouco até que nossas línguas estivessem se mexendo juntas. Um beijo calmo, lento. Não era algo cheio de desejo, era apaixonado. Nossos lábios se encaixavam perfeitamente e nossas línguas se entrelaçavam como se quisessem se abraçar e compartilhar calor assim como nossos corpos. - A gente precisa ir dormir, você tem que trabalhar amanhã. - Eu não quero dormir, eu quero te beijar a noite inteira. Então a gente deitou na cama e eu fiquei o beijando a noite inteira, seus lábios ficaram vermelhos e inchados, às vezes eu o dava tempo para respirar, então beijava seu pescoço, braços e mãos, logo depois tomando seus lábios novamente. Mesmo com o cio, meu único desejo era tê-lo me meus braços, nada mais. Eu era desesperadamente apaixonado por ele e isso nada no mundo poderia mudar.
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