Assim que fechei a porta, encostei-me à mesma e escorreguei até o chão.
As lágrimas não paravam de correr pelo meu resto, eu não conseguia controlar.
Ele me marcou, se eu não gostasse dele teríamos que ficar juntos mesmo assim. Isso é uma aliança pra uma vida inteira.
Eu não consigo acreditar que isso está acontecendo.
Chanyeol é alfa há umas três horas e aquele sangue que corre em suas veias já falou mais alto, aquela parte egoísta que acha que tudo tem que ser seu.
Como ele pôde?
Eu sei que também fui fraco, também não pude ficar longe dele, mas eu não queria que terminasse assim.
Me deitei na cama em posição fetal e fiquei assim por horas, eu perdi as contas de quanto tempo eu fiquei abraçando o meu próprio corpo e deixando as lágrimas correrem livres até molhar meu travesseiro.
Na manhã seguinte liguei para a escola e disse que estava doente, que não poderia ir aquela semana.
Eu estava mesmo pensando em procurar um médico, ando realmente passando m*l, mas não ia, eu só queria ficar em casa.
Tomei um banho e voltei a me deitar.
Minha cama tinha o cheiro dele.
Eu me agarrava ao travesseiro e ficava sentindo aquele aroma me deixar mais tranquilo.
Mas a dor no meu peito não passava, por ele ser um Alfa e por ele ter me marcado.
E culpo essa droga de marca por tudo, porque tudo que quero a qualquer momento é ele.
****
Passaram-se três dias desde que mandei Chanyeol embora.
Segundo o que dizem ele sente o que eu sinto, certo?
Então por que ele ainda não apareceu?
Ele aceitou aquele adeus tão fácil?
Eu estava irritado, triste, decepcionado. Mas eu quero ele de volta, mas não vou dar meu braço a torcer nem em um milhão de anos, nunca precisei de um Alfa e nunca vou admitir amar um.
Fiquei deitado na cama, até pegar no sono de novo. Essa era a única coisa que eu sabia fazer nos últimos dias. Comer, vomitar e dormir.
...
Acordei com alguém praticamente esmurrando a minha porta.
Demorei um tempo para que conseguisse processar o que estava acontecendo e ir até a porta.
— Eu não sabia me desculpe. – ouvi assim que abri a porta, ele estava meio ofegante e suado.
O puxei pela gola da camisa e colei nossos lábios, por que ele tinha demorando tanto?
Ele segurou minha cintura com firmeza intensificando o beijo, eu pulei em seu colo entrelaçando minhas pernas em sua cintura.
Sem parar o beijo ele fechou a porta do apartamento e me levou até o quarto.
Tirar minha roupa foi fácil, eu usava apenas uma blusa social azul, mas a dele praticamente rasgamos para que pudéssemos colar nossos corpos de uma vez.
Chanyeol ainda estava com o cheiro forte e pelas minhas contas ele ainda tinha mais um dia de cio.
Ele beijava meu corpo com vontade, seus lábios percorriam cada cantinho, fazendo trilhas e sugando a minha pele.
Ele lambeu e beijou as minhas coxas, aquilo era muito gostoso, eu só sabia gemer e arranhar seus braços.
Ele lambeu minha entrada para que a penetração fosse mais fácil.
Meu corpo se contraria com aquela língua passando em um lugar tão sensível.
Assim que ele sentiu que estava úmido o suficiente começou a introduzir o seu m****o em mim.
O puxei para que pudesse beijá-lo e agarrá-lo ainda mais, quero sentir que ele estava perto de mim o suficiente, mas parecia que nunca era suficiente.
Ele se mexia daquela forma lenta, me estocando fundo, me fazendo revirar os olhos e arranhar suas costas.
- Channie... Aaah... Ma-mais...
Ele acelerou o ritmo e aquilo era indescritível. Eu nunca tinha feito isso com mais ninguém, mas podia dizer que com ele era unicamente mágico.
Entrelacei as pernas em sua cintura e apertava sua b***a para senti-lo indo mais fundo.
Com aquele ritmo rápido e gostoso não demorou para que gozassemos.
Eu fiquei deitado com a cabeça em seu peito, eu fiquei fazendo voltinhas com os dedos em sua barriga, ficamos em silêncio por um bom tempo, até que eu resolvi falar.
— Meu pai era um Alfa. É por isso que eu odeio alfas.
— Ele fez alguma coisa com você?
— Vamos por partes, já te contei o suficiente por agora.
— Tudo bem. Eu preciso ir, minha mãe disse que ia chegar mais cedo hoje.
— Mas espera, por que já chegou me pedindo desculpas?
— Eu não aguentava mais ficar longe de você e fui falar com um amigo para ver se ele entendia o que estava acontecendo, foi quando ele me disse sobre a marca, eu sinto muito.
— Tudo bem, pelo menos eu gosto de você. – disse aos sussurros.
— Eu te amo. Me leva até a porta.
Eu coloquei apenas a blusa social que estava antes e o levei até a porta, antes que ele pudesse sair por completo do apartamento o puxei de volta, dando-lhe mais um beijo.
Fiquei dando vários selinhos em seus lábios não consegui mais me afastar dele.
— PARK CHANYEOL! O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? SE AFASTE AGORA DESSA COISA!
— Ma-mamãe... Você... É... Nós... É...
— Nossa, a senhora não sabe nem fazer um insulto decente. – revirei os olhos.
— Seu moleque... – ela veio pronta para me dar um tapa na cara, mas que desaforo, eu ainda estava na porta da minha casa, segurei sua mão com força.
— Moleque coisa nenhuma. A senhora me respeite. Eu não tenho que ouvir essas coisas na porta da minha casa. – ao soltar seu pulso eu pude ver que as marcas dos meus dedos ficaram no local.
— Você seduziu meu filho.
— Ah claro, tudo culpa minha agora. Quem apareceu na minha casa foi ele.
— Chanyeol eu mandei ficar em casa, faltava só mais um dia para seu cio acabar.
— Ele veio para minha casa mês passado! Eu não durmo com qualquer um, não me insulte.
— Amor, deixa pra lá. – Chanyeol, que agora estava atrás de mim, segurou minha cintura e sussurrou.
— Como assim “amor”? Chanyeol sai de perto desse garoto.
Eu dei um sorriso cínico e tombei a cabeça para o lado, deixando a marca – que estava bem visível por conta da pele levemente arroxeada em volta – ainda mais visível para seus olhos.
— EU NÃO ACREDITO! SEU MOLEQUE INCONSEQUENTE! EU VOU TE MATAR CHANYEOL! – ela puxou ele pelas orelhas e o afastou de mim.
Ela sabia que a culpa dessa parte tinha que ser dele, já que uma marca só pode ser feita no cio de um Alfa, é quando a ligação entre eles fica mais forte, principalmente se o cio do outro foi perto ou na mesma época.
— NUNCA UM FILHO ME DEU TANTO DESGOSTO!
— MÃE, ME SOLTA! TA MACHUCANDO! PARA!
— Que palhaçada é essa no meu prédio.
— Pronto! Chegou quem faltava pra completar a desgraça. Boa noite Senhora Kim. Diga para essa delicada senhora devolver MEU namorado, por favor.
— MEU FILHO, SEU INSOLENTE! EU NÃO VOU O DEIXAR FICAR COM UMA COISA COMO VOCÊ!
— NÃO PODE SEPARAR A GENTE SUA ANTA! SABE QUE ASSIM OS DOIS MORREM CERTO! AGORA JÁ ERA, PERDEU O FILHINHO, ELE VAI FICAR COMIGO E DEU!
— CHEEEEGA! – gritou a senhora Kim – Alguém começa a explicar, sem gritos. Não quero incomodar os outros inquilinos.
— Esse delinquente seduziu o meu filho.
— Ah senhor Byun, estou cansada dessas suas atitudes imorais no meu prédio. Peço que se retire.
— ME RETIRAR? ATITUDES IMORAIS? QUAIS? TOMAR UM BANHO DE QUINZE MINUTOS? ANDAR DE BICICLETA NO JARDIM? FUMAR NA MINHA VARANDA? RESPIRAR?
— O senhor tem quinze dias para procurar outro lugar para morar ou será despejado. Passar bem. – aquela velha saiu do corredor com se fosse a dona da razão.
— Eu vou com ele mamãe.
— Não vai.
- Ah, ele vai sim. Isso é pra senhora aprender a não se meter na vida dos outros e fazer escândalo, aonde eu for MEU NAMORADO vai junto, viu.
Puxei Chanyeol para dentro do apartamento de novo, ficamos sentados no sofá por alguns minutos em silêncio.
Até que eu comecei a rir, de nervoso na verdade.
Agora eu sou um professor pobre, fodido e sem lugar pra morar.
— A gente se ferrou amor, se ferrou mesmo. – dei um selinho em seus lábios e fui tomar um banho de uma hora pra ser feliz.